Agronegócio tem o melhor cenário, e comércio o pior em Pelotas

A Universidade Católica de Pelotas (UCPel) divulgou mais dados a respeito da pesquisa realizada durante o mês de maio, com cerca de 200 empresários locais. Agora, a abordagem recai sobre os quatro principais setores da cidade: comércio, serviços, indústria e agronegócio. Ainda em junho, a instituição já havia publicado dados sobre a economia da cidade.

Apesar de serem os mais favoráveis às medidas de isolamento social, com aprovação de 62,9% (comércio) e 72,9% (serviços), os dois setores foram os mais atingidos pelos impactos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Em relação ao ano passado, o faturamento apresentou redução para 76,2% dos empresários do setor de serviços e para 94,3% dos do comércio. Os setores representam 74% do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade, abrangendo cerca de 70 mil empregos e 85% das empresas situadas na cidade. Já os índices para a indústria e o agronegócio foram de 66,7% e de 33,3%, respectivamente.

O encolhimento nos lucros acarretou em altos níveis de demissões, vide que 57% das empresas do comércio desligou seus colaboradores. Os números foram de 36,7% para a indústria e 32,2% para serviços. Tais condições econômicas contribuíram para o aumento da inadimplência, que foi maior no setor de serviços, atingindo mais da metade das empresas.

O agronegócio, por outro lado, foi o menos afetado pela crise, apresentando o menor índice de inadimplência e nenhuma demissão identificada pela pesquisa. O agro também foi o setor que mais aderiu, com 50% dos entrevistados, à Medida Provisória 936 do governo federal, voltada à preservação dos empregos com a suspensão dos contratos de trabalho, dentre outras medidas.

A indústria destaca-se como o setor que mais contratou durante o período e, também, o que mais aderiu ao home office. Uma em cada cinco das empresas ouvidas na pesquisa realizaram novas contratações e 76,7% adotaram o home office para seus colaboradores.

O prejuízo ficou latente em relação ao aumento de custos de manutenção, afetando 50% dos empresários do agronegócio e 53,3% dos da indústria.

Por esse motivo, empresários dos quatro ramos afirmaram que repassaram parte dos custos aos clientes.

Fonte: Jornal do Comércio