Agronegócio seguiu produzindo em meio à pandemia

Em meio às preocupações generalizadas com os problemas de superlotação nos hospitais, o Rio Grande do Sul viu surgir uma boa notícia em relação ao agronegócio e, especificamente, à pecuária gaúcha. O Estado receberá, em maio deste ano, o certificado da Organização Mundial de Saúde Animal que oficializa o território gaúcho com o status de área livre da febre aftosa sem vacinação.

O agronegócio tem tanto peso na rotina quanto na economia brasileira. O setor representa 21,6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Há uma cadeia de produção que envolve vários segmentos da economia: agricultores, fabricantes de maquinário, veterinários, transportadores, chegando até os lojistas e ao consumidor.

Justamente pela alimentação é que as redes de supermercados e fruteiras podem ficar abertas, com horário diferenciado, em meio aos bloqueios determinados para que pelo menos diminua a onda de infectados pela Covid-19.

Para se ter uma ideia da dimensão desse setor, grandes empresas de alimentos do mundo tem no agronegócio brasileiro a base de produção, atendendo às etapas de fabricação dos produtos que chegam ao varejo, como proteína, margarinas, massas, presuntos, salsichas e linguiças.

Nesta safra, a produção de grãos no País deve passar dos 260 milhões de toneladas, segundo Levantamento da Safra de Grãos 2020/2021, da Companhia Nacional de Abastecimento.

São mais de 15 milhões de pessoas ocupadas em alguma atividade agropecuária no Brasil, segundo o último Censo Agro do IBGE. Outros setores da economia também se beneficiam do agronegócio, entre eles a pesquisa e o ensino.

O Brasil é líder em investimento em pesquisa agrícola na América Latina.

Entre 2003 e 2016, houve um crescimento de 46,3% nos gastos com pesquisa e desenvolvimento na área, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária.

A área agropecuária também cria oportunidades de intercâmbio com universidades, acesso a estágios e programas de trainees. Por tudo isso, quando se lastima demais as mortes provocadas pela pandemia e as funestas consequências nas atividades do comércio e serviços, por conta dos bloqueios para pelo menos diminuir a incidência da doença, é bom ter um alívio emocional com boas notícias vindas do agronegócio, que não deixou de produzir nem um dia. Também nesse aspecto, o agronegócio ajuda bastante.

O Estado receberá, em maio, o certificado de área livre de febre aftosa sem vacinação

Fonte: Jornal do Comércio

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