Agronegócio já contabiliza os prejuízos

Seca prolongada e altas temperaturas devem provocar quedas recordes em culturas de várias regiões do Estado

A produção recorde de soja na safra 2014/15, estimada em 3,9 milhões de toneladas, pode não se concretizar/Faep Se 2014 desafiou o agronegócio mineiro, a persistência da estiagem em algumas regiões mineiras sinaliza que 2015 será um ano bem mais difícil para o setor. Com a seca e as elevadas temperaturas, a produção de grãos, carnes, leite, frutas e hortaliças já sente os primeiros efeitos. E as expectativas são de queda generalizada na produção e, consequentemente, de elevação nos preços para o consumidor.

Em algumas culturas, como a de feijão, é esperada perda de 80% no Noroeste do Estado, maior região produtora, enquanto a safra de café deve apresentar recuo de 15,6%. As projeções, preliminares e baseadas no cenário atual, fazem parte de levantamento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

"Este ano será difícil para o setor. A única esperança é a regularização das chuvas. Mas, mesmo que isso aconteça, ela poderá apenas minimizar parte dos prejuízos. Dessa forma, o aumento nos preços dos produtos agropecuários, já sentido pelos consumidores, não está baseado em especulações. Ele é, na verdade, reflexo da falta de água. Diante disso, todos perdem, produtores, consumidores, indústria e até mesmo o poder público", avalia o diretor-secretário da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Rodrigo Sant"Anna Alvim.

Fonte: Diário do Comércio | Michelle Valverde