AGRONEGÓCIO – Husqvarna mira pequeno produtor

Fabricante de equipamentos para manejo de áreas verdes enxerga demanda crescente na agricultura familiar e terá centro de desenvolvimento no Brasil

Distribuidoras querem oferecer crédito direto para os produtores

Distribuidoras querem oferecer crédito direto para os produtores

FOTO: DIVULGAÇÃO

A Husqvarna, fabricante de equipamentos para manejo de áreas verdes, mira nos pequenos e médios produtores rurais e irá construir no Brasil seu primeiro centro de desenvolvimento e inovação na América Latina.

“Identificamos um grande potencial no setor da agricultura familiar no Brasil. A ideia inicial é que o centro fique na região de São Paulo. Faz parte de nossa estratégia de aumentar o número de itens produzidos localmente”, afirmou o vice-presidente de vendas para América Latina da Husqvarna, Mauro Favero.

O executivo conta que a expectativa é que a unidade possa começar a operar no último trimestre de 2019. A companhia conta com uma fábrica em São Carlos (SP), onde realiza a produção de roçadeiras e motosserras.

Favero explica que a empresa busca oferecer soluções na produtividade de áreas sem a possibilidade de expansão. “Existe uma demanda muito grande deste segmento por mecanização. É uma atividade ainda muito manual.”

Outro mercado que tem gerado demanda para a fabricante é o de manutenção de rodovias, parques, condomínios e espaços públicos. “É um setor que cresce acima de 10% ao ano. As concessionárias de rodovias têm obrigação legal de manter a grama aparada nos canteiros centrais das estradas, por exemplo”, destaca.

Desempenho

Faveiro conta que a Husqvarna teve crescimento de 20% no faturamento em 2018. “Lançamos quarenta produtos no ano passado. Também tivemos desempenho positivo na América Latina. Já o mercado como um todo não vai tão bem quanto nossa empresa.”

A Husqvarna projeta manter o crescimento no País nos próximos anos, puxado pela demanda da agricultura familiar. “Há um potencial grande, é um mercado muito cru ainda. O agronegócio é uma indústria muito fecunda. Queremos trazer tecnologia para o agricultor”, afirma o executivo. “Estamos pensando nas soluções que podemos oferecer para cada cultivo, fazendo a diferença para a qualidade de vida do pequeno produtor.”

Em relação aos possíveis impactos do acordo de livre-comércio firmado entre Mercosul e União Europeia sobre os pequenos produtores de itens que podem ser beneficiados pelas cotas de exportação, Faveiro demonstrou cautela. “De forma geral, a expectativa é boa, mas ainda não conseguimos mensurar os efeitos. Mas acredito que algumas demandas devem crescer.”

RICARDO CASARIN • SÃO PAULO

Fonte : DCI

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