Agronegócio continua prioritário para economia estadual

Até o fim de 2016, a Cooperativa Agropecuária Petrópolis Ltda (Piá), com sede em Nova Petrópolis, município da serra gaúcha, vai investir cerca de R$ 30 milhões. Parte significativa desses recursos, cerca de R$ 9 milhões, será aplicada em uma nova fábrica de processamento de frutas, com a intenção de dobrar a capacidade de produção para 8 mil toneladas por ano. Outros R$ 10 milhões serão destinados à duplicação das câmaras frias para produzir produtos fermentados e bebidas lácteas.

A Piá também está investindo na modernização dos fluxos industriais e na logística para captação do leite e distribuição dos produtos aos 18 mil pontos de venda espalhados por toda a região Sul, 12 mil deles no Rio Grande do Sul. Isso sem falar no lançamento de novos produtos – no ano passado, apresentou ao mercado sua versão do iogurte grego, a exemplo da Vigor e da multinacional Nestlé.

Com cerca de 3 mil associados, espalhados por 85 municípios gaúchos, a Piá é uma das cinco maiores cooperativas do Estado que atuam desde a produção da matéria-prima à comercialização de seus produtos. É líder no segmento de fermentados, com 36% de participação, segundo a Nielsen. Além das indústrias de laticínios e processamento de frutas, tem duas fábricas de rações, que produzem 36 milhões de quilos por ano, oito supermercados e oito agropecuárias.

A cooperativa faturou R$ 550 milhões em 2012, 11% a mais do que em 2011, com lucro líquido de R$ 8 milhões, uma alta de 5,35%. Para 2013, a expectativa é de uma expansão de 11% na receita. "Investimos constantemente na melhoria da qualidade de nossos produtos e serviços para aumentar nossa participação no mercado e, assim, atender melhor tanto nossos associados, os produtores de leite e frutas, quanto nossos clientes", explica o presidente Gilberto Kny.

Os grandes desafios da Piá são diversificar a oferta de produtos de maior valor agregado e transportar volumes adequados em todas as frentes de atuação para reduzir os custos de logística e refrigeração. "Nossa meta é que as unidades de laticínios e doces representem 80% de nosso faturamento em quatro anos", diz. Hoje, a participação está em 75%. Outros 20% resultam das operações comerciais e 5%, da indústria de rações.

Com 46 anos de existência, a Piá é um exemplo da importância do agronegócio para a economia gaúcha. Posição reconhecida na nova política industrial, que inclui o segmento como prioritário dentro da economia tradicional, ao lado do setor automotivo e de implementos rodoviários. A cooperativa vai receber R$ 35,5 milhões de incentivos pelo Fundo Operação Empresa (Fundopem).

Segundo dados de 2009 da Fundação de Economia e Estatística (FEE), o agronegócio representa 23,6% do Valor Agregado Bruto (VAB) gaúcho. "As exportações do agronegócio responderam por 61,2% do total dos negócios realizados pelo Estado em 2012", diz o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Muller. (JS)

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Fonte: Valor | Por De Nova Petrópolis

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