Agronegócio brasileiro com foco na África

Pesquisa revela que 25% dos líderes de 84 grandes empresas têm interesse no continente

por Sebastião Nascimento

Deva Rodrigues

A agricutlura é a principal atividade econômica na maior parte do continente africano

A África passou a ser alvo de interesse das empresas doagronegócio brasileiro. Foi o que constatou pesquisa encerrada no dia 31 do mês passado feita pela Câmara de Comércio Brasil/EUA, a Amcham, que ouviu presidentes, CEOs, vice-presidente e diretores de 84 grandes indústrias do setor. Pelo menos 25% dos entrevistados responderam que os países africanos estão no foco dos seus interesse para investimentos, parcerias comerciais ou operações internacionais. O CEO da Amcham, Gabriel Rico, lembra que a África sequer era mencionada no último relatório. Segundo ele, a tendência é de aumentar o interesse dos brasileiros naquele Continente.
Os EUA mantêm a ponta na preferência das empresas, com 40%. A mesma porcentagem tem os países da América Latina. Integrante do Mercosul, a Argentina é a preferida de 35%, segundo o trabalho intitulado “Panorama do Setor de Agronegócios no Brasil e no Mundo.”
Os resultados foram apresentados nesta sexta-feira (3/8), na sede da Amcham, em São Paulo, a empresários e outros integrantes da cadeia do agronegócio. Estavam lá, Pratini de Moraes, do JBS Friboi, Valmor Schaffer, presidente da ADM Brasil, Roger Laughin, presidente do Makro Atacadista e Luiz Pretti, presidente da Cargill.
Ficou fácil constatar que há muito otimismo entre eles. Veja: 61% responderam na pesquisa que estão prontos para encarar o desafio que é a previsão de aumento de 20% na oferta mundial de alimentos até 2020, feita pela FAO, sendo que o Brasil deve responder por 40% deste incremento.
Estimulava também o bom humor dos empresários a explosão das vendas internacionais e internas do milho safrinha e do semeio recorde previsto para a soja na safra 2012/2013. Muitos observavam que o Brasil, cuja produtividade da soja já ultrapassa a dos EUA, deverá também superá-los em volume. É necessário lembrar que os EUA estão sendo castigados por uma seca muito forte.
E tem mais: “nos últimos dois, três anos, os produtores realmente têm feito dinheiro”, afirma Valmor Schaffer, da ADM do Brasil.
Entre os fatores negativos para o agronegócio, a infraestrutura logística defasada foi o item mais votado na pesquisa. Em segundo lugar, ficaram o sistema tributário burocrático do país e a falta de acordos internacionais. Mesmo assim, Pratini de Moraes observa que “falar demais das dificuldades logísticas é gastar tempo, pois vao governo não i resolver nada”.

Segundo ele, a saída é arranjar investidores. “Todo o mundo está disposto a investir no promissor agronegócio brasileiro.” O que ele lamenta mesmo é que, mesmo diante de um mercado globalizado, a ausência de marketing para o produto brasileiro é quase total.

Fonte: Globo Rural

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