AGRICULTURA – MT: entidade pede oferta de milho para garantir suprimento a criadores

Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso teme uma possível restrição de abastecimento do grão

colheita-milho-grao (Foto: Idaho National Laboratory/CCommons)

Criadores do Mato Grosso pedem que um porcentual do grão fique à disposição dos produtores (Foto: Idaho National Laboratory/CCommons)

A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) pediu à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a realização de leilões de estoques de milho em Mato Grosso durante a entressafra no Centro-Oeste, que vai até junho. Segundo a Acrismat, criadores estão preocupados com uma possível restrição de abastecimento. Em nota, a entidade citou os "assustadores volumes que sairão do Estado para outras regiões". "É imprescindível que um porcentual do grão fique à disposição dos produtores de Mato Grosso", disse o presidente da Acrismat, Raulino Teixeira Machado, no comunicado. "A demanda necessária até o mês de maio é de aproximadamente um milhão de sacas (60 mil toneladas) para a suinocultura", estimou. Para ele, a situação deve se estabilizar com a colheita da safrinha de milho, que acontece em meados de junho. "Pedimos que abram os leilões para produtores de todas as cadeias produtivas do Estado, como medida de auxílio ao agronegócio, setor que alavanca e promove desenvolvimento econômico do Brasil e principalmente do nosso estado", ressalta. Na semana passada, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que os preços das carnes de aves e suínos podem subir nos próximos dias devido ao avanço das cotações domésticas do milho e do farelo de soja no Sul e Sudeste do país. A cotação do milho tem registrado altas expressivas nas principais praças do país, com aumento da demanda de granjas, que estão com baixos estoques. Muitos produtores adiaram suas compras de ração ao final do ano passado na expectativa de que os preços fossem ceder após o pico das exportações. No entanto, isto não ocorreu. As exportações de milho seguem aquecidas, principalmente por causa da desvalorização do real ante o dólar.

POR ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte : Globo Rural

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