Agricultura familiar – REPÓRTER BRASÍLIA

Para o deputado federal gaúcho Heitor Schuch (PSB, foto), "o grande drama, hoje, na agricultura familiar é o orçamento". Disse que, "com o acordo fechado entre Executivo e Parlamento, podemos dizer que a casa estava fechada, agora se abriu uma janela para salvar o orçamento e salvar o Ministério da Agricultura, porque senão, termina", afirmou.

Aquém das necessidades O parlamentar destacou que "foi realizada, antes disso, uma audiência pública com os ministérios da Cidadania, Agricultura e Economia para tentar consertar esse orçamento, que ficou muito aquém das necessidades do setor primário". Segundo o congressista, "na agricultura familiar, os agricultores que têm plantéis de aves, suínos e bovinos precisam do milho da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), mas a companhia, com o orçamento que dispunha, não tinha como atender as necessidades do setor".

Importância da Embrapa Heitor Schuch fez a seguinte afirmação: "a Embrapa é importantíssima, porque ela dialoga diretamente com a agricultura familiar, são os produtores de uva, de leite, o pessoal do clima temperado de Pelotas, que tem necessidades urgentes. O orçamento deste ano estava saindo muito mais "magrinho". O presidente Jair Bolsonaro sancionou o orçamento, dois dias após o acordo entre Legislativo e Executivo. Nossa expectativa, é que com o acordo e o acréscimo de R$ 35 bilhões, o governo possa atender as necessidades do setor primário, sabendo distribuir corretamente os valores, conforme as reais necessidades de cada setor".

Impacto na safra "O cooperativismo também está perdendo 65% da verba", frisou o congressista. "Nós estamos perdendo 40% do que tínhamos na safra passada. O resultado disso, todos já sabemos; muito menos agricultores financiando, muito menos dinheiro no próximo plano safra.

Isso significa muito menos recursos circulando na economia local.

Menos máquinas, menos trator, menos financiamento, menos gente comprando ordenhadeiras, e outras coisas mais", lamentou Schuch.

Reflexo na indústria e comércio Na avaliação do parlamentar, "vai ter um reflexo direto na indústria, no comércio, nas empresas que vivem disso". O congressista alerta também "que o maquinário mais velho é o equipamento que está sujeito a dar problemas, mais despesas".

Todos solidários O caminho, na opinião de Heitor Schuch, "é que quem tem a caneta na mão, os ministérios da Economia e da Agricultura, faça a sua parte. A nossa esperança é que eles se entendam, que façam cortes em outros ministérios e não penalizem apenas o Ministério da Agricultura. Tem coisas para acertar no orçamento; que todos sejam solidários"

Fonte: Jornal do Comércio

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