AGRICULTURA – Explorações de madeira na Amazônia foram fraudadas, diz USP

Estudo realizado pela Escola de Agricultura constatou que as espécies mais valiosas são as que mais têm informações manipuladas

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11 espécies de árvores da Amazônia estão sendo exploradas de maneira irregular (Foto: Globo Rural)

Uma pesquisa aponta que os inventários florestais de exploração de madeiras amazônicas estão com problemas no licenciamento de planos de manejo florestal. Em março deste ano, uma análise do Greenpeace e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já havia revelado que 77% dos inventários florestais de ipês do Pará estavam irregulares.

A nova denúncia é de um levantamento da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), que investigou 11 espécies de madeira do leste da Amazônia. São elas: ipê, morcegueira, piquiá, cupiúba, angico, sucupira-preta, itaúba, maçaranduba, jatobá, cumaru e taninbuca. O estudo analisou os dados entre 2013 e 2017.
Publicado na revista Science Advances, o estudo “Fake legal logging in the Brazilian Amazon” (Falsa extração legal de madeiras na Amazônia brasileira, em tradução livre), demonstra que diversas espécies de madeira da Amazônia estão sendo superestimadas para a geração de créditos falsos de movimentação de madeira.
Os principais pesquisadores da análise, Pedro Brancalion e Edson Vidal, investigaram a ocorrência e a densidade natural destas plantas, e compararam os dados com a a ocorrência e a densidade declaradas nos pedidos de licenciamento de planos de manejo.

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

Fonte : Globo Rural