Agricultura de baixo carbono recebe recursos

Fonte: Jornal do Comércio

MARCOS NAGELSTEIN/JC
 Para Dias, Código Florestal é decisivo para alavancar o programa
Para Dias, Código Florestal é decisivo para alavancar o programa

Os primeiros contratos no Rio Grande do Sul da linha de crédito do Banco do Brasil dentro do programa federal de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) foram assinados ontem na Expointer. A instituição reservou quase R$ 1 bilhão de recursos da carteira agrícola para as operações, que devem ganhar novos aportes com a regulamentação da operação no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes). Apesar de ter sido lançado na metade de 2010, após compromisso do governo Lula com ações para redução de emissões de monóxido de carbono, somente em julho passado é que o recurso passou a ser disponibilizado.

O vice-presidente de Política Agrícola e de Microempresa do BB, Osmar Dias, ressaltou, após assinar os quatro contratos iniciais com valor total de R$ 4 milhões, que a instituição foi a primeira a operar o programa. O foco é a recuperação de pastagens de terras degradadas e impulso à combinação de atividades de grãos, pecuária e reflorestamento. A meta do governo federal é ofertar até R$ 3 bilhões no ano-safra 2011-2012. O ABC tem limite de R$ 1 milhão por contrato, com taxa de 5,5% ao ano, prazo de até 12 anos para pagamento, no caso de florestas, e de até oito anos para o setor agropecuário, com carência de três anos para pagamento.

A meta do governo é promover a recuperação em 120 milhões de hectares. Dias acredita que é possível atingir 5 milhões de hectares por ano por dez anos. O esforço de ampliação da produtividade das áreas é estratégico, segundo o vice-presidente do BB, diante da projeção de aumento da demanda por alimentos feita pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) de 40% até 2025. “O Brasil será o grande fornecedor de alimentos, reforça o executivo. A aprovação do Código Florestal é considerada decisiva para alavancar o ABC.

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