AGRICULTURA – Consultoria acredita que americanos vão plantar menos soja e mais milho

Informa Economics revisou sua estimativa para a nova temporada nos Estados Unidos, que começa oficialmente em maio

milho_plantação (Foto: Editora Globo)

Maior parte da produção de milho dos Estados Unidos é destinada à fabricação de etanol (Foto: Editora Globo)

A consultoria norte-americana Informa Economics soltou nova estimativa para o plantio de soja e milho nos Estados Unidos. Os números divulgados nesta terça-feira (24/01) apontam para uma redução na área destinada à oleaginosa e aumento do terreno para o cereal.

Segundo a Informa, os produtores norte-americanos devem cultivar 88,467 milhões de acres (área equivalente a 35,8 milhões de hectares) com soja na temporada que começa oficialmente em maio no país. O novo número projetado pela empresa está 395 mil acres (ou 160 mil hectares) abaixo do divulgado na estimativa anterior da consultoria, que apontava para 88,862 milhões de acres (35,96 milhões de hectares).

Com a redução da soja, houve aumento na expectativa de plantio do milho nas lavouras norte-americanas. A Informa aposta agora num cultivo de 90,489 milhões de acres (equivalente a 36,62 milhões de hectares), 338 mil acres (36,48 milhões de hectares).

Cenário global

A nova estimativa da consultoria surge no momento  em que o mercado acredita que a oferta global de soja pode ser inferior ao esperado inicialmente. Isso porque os países da América do Sul, sobretudo Brasil e Argentina, registram problemas pontuais com o desenvolvimento da safra de verão, que já está em fase de colheita. Enquanto no Brasil as chuvas em excesso dificultam os trabalhos de retirada dos grãos do campo em algumas regiões, noutras localidades é o alto nível de estresse hídrico que preocupa os produtores.

Na Argentina, segundo maior produtor sul-americano de grãos, os problemas se mostram mais preocupantes que no Brasil. O país, que ainda está finalizando o plantio da temporada, já sofreu com incêndios e inundações nas áreas de produção e continua com dificuldades em para terminar os trabalhos de campo. Na porção norte, conhecida como Chaco, p calor e a seca estão excessivos. Já no sul e centro das províncias produtoras de Santa Fé, noroeste de Buenos Aires, sul de Córdoba e oeste de Entre Ríos, o que atrapalhou a finalização do plantio foram as chuvas frequentes de janeiro que dificultaram o plantio, causando inclusive inundações.

Previsão

Mas de acordo com os meteorologistas da Somar, a previsão para fevereiro e março é de redução do risco de uma seca severa e indicativos para que as frentes frias avançem e tragam chuvas para as áreas produtoras. A tendência é que a partir de fevereiro com o avanço das frentes frias as temperaturas diminuam nas áreas produtoras mais ao norte do país.

Fonte : Globo Rural

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *