AGRICULTURA – CLUBE DA IRRIGAÇÃO – RS: investimento em tecnologia volta como renda

Agricultores do município gaúcho de Pejuçara conheceram sistemas e equipamentos que podem trazer aumento de produtividade em dia de campo

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Produtores do Rio Grande do Sul que participaram de dia de campo promovido pelo Clube da Irrigação no município de Pejuçara conheceram as novidades que podem alavancar a produção. Além de auxiliar no aumento da produtividade, o investimento em tecnologia pode virar renda no fim da safra.

A estratégia vale principalmente para áreas irrigadas, que têm controle de custos e gestão da propriedade, afirma o presidente do Clube da Irrigação, João Telles.

Neste ano, além de conhecerem novos sistemas e equipamentos, os agricultores puderam tirar dúvidas sobre manejo e aprender novas formas de aperfeiçoar as práticas no campo.

Os produtores aprenderam como fazer a regulagem da colheitadeira. Quando a máquina funciona com mais precisão, o resultado da colheita pode ser elevado em até três sacas por hectare, gerando economia de até R$ 45 mil.

“A perda de colheita realmente representa um risco. Há um desperdício grande de produto que já estava pronto, bastava ele colher e levar para o silo”, afirma o instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) Marcos Haerter.

Máquinas bem calibradas e com os bicos de pulverização adequados, lembra o instrutor, também garantem que o produtor estará dando todas as condições para que os produtores tenham os melhores resultados possíveis com as indicações do engenheiro agrônomo.

Os agricultores também receberam informações sobre a importância do uso do protetor solar e dos equipamentos de proteção individual (EPI), que é obrigatório por lei. “São questões importantes e que a sociedade nos cobra. A gente tem que se atualizar”, diz o produtor rural Walter Jobim.

Um pivô central que garante uniformidade de lâmina d’água foi uma das novidades apresentadas no evento. Segundo a Focking, que o produz, ele pode aumentar a produtividade de uma área em aé 100%. O coordenador de marketing da empresa, Radge Paz, explica que o equipamento faz a leitura da topografia da área onde se locomove, alternando a potência do motor conforme a necessidade.

“Se ele está subindo uma área, o motor tem uma aceleração; quando o pivô está descendo, ele reduz a aceleração. Quando se faz um gráfico (do desempeneho) em algumas propriedades no Rio Grande do Sul, nós chegamos a 42% de economia de energia elétrica”, afirma Paz.

No fim do dia de campo, foram mostrados os resultados do uso das tecnologias apresentadas. A propriedade que recebeu as atuações do Clube da Irrigação fica em Santo Ângelo, no noroeste gaúcho. No final do dia de campo, foram mostrados os resultados das tecnologias utilizadas nas demonstrações: foram colhidas 258 sacas de milho, 18% a mais que na área com manejo do produtor.

“Com a disponibilidade de água e com as tecnologias, a gente chega a níveis de produção e de produtividade excelentes; tanto na soja, quanto no milho”, afirma João Telles.

Fonte:Canal Rural

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