Agricultores do Rio Grande do Sul podem ter sido vítimas de esquema de desvio de recursos do Pronaf

Produtores afirmam que foram lesados pela entidade que representa a categoria na região

Cristiane Viegas | Santa Cruz do Sul (RS)

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Agricultores do Rio Grande do Sul podem ter sido vitimas de um suposto esquema de desvio de recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os produtores afirmam que foram lesados pela entidade que representa a categoria na região.
O produtor rural Cláudio Muller cultiva milho e cria suínos em Cerro Alegre Alto, região rural de Santa Cruz do Sul. Descobriu há poucos meses que ele, a esposa e a mãe estão com os nomes incluídos no Serasa. O motivo é a falta de pagamento do financiamento do Pronaf. O comunicado causou surpresa, já que a família diz que obteve aprovação do governo federal para prorrogar as dívidas do empréstimo e que as parcelas sempre foram pagas em dia, mas dizem não terem recebido o comprovante.
Claudio diz que contratou alguns empréstimos através do Pronaf e que o recurso sempre foi oferecido pelo encarregado do movimento dos pequenos agricultores no município, mas depois começaram a aparecer mais pedidos de financiamento em seu nome.
O tesoureiro do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da região, Sérgio Luiz Reis, diz que a entidade tem sido procurada por vários agricultores que relatam problemas com os financiamentos. Ele afirma que também foram procurados por representantes do Banco do Brasil para avisar sobre uma nova conduta do banco.
– Que só aceitariam encaminhamentos feitos pelo sindicato ou Emater e que não estariam aceitando do MPA, inclusive com as cartas de aptidão. Que só seriam aceitas emitidas pelo sindicato, não aceitariam as cartas feitas pelo movimento.

Na sede da associação, em Santa Cruz do Sul, ninguém sabe o paradeiro do responsável.  O Ministério do Desenvolvimento Agrário no Rio Grande do Sul está ouvindo os agricultores para colher mais informações.
– Nós não conseguimos encontrar outros agricultores, nenhum outro veio até nós até agora. Estamos buscando encontrar explicação correta para proteger o agricultor. Também queremos entender se existe alguma falha no nosso sistema de financiamento,  alguma facilidade para que isso acontecesse – diz o delegado federal do MDA no Estado, Marcos Regellin.
As investigações correm em sigilo pela Policia Federal do Rio Grande do Sul. De acordo com a assessoria de imprensa, a orientação é não se pronunciar por enquanto.

CANAL RURAL

Fonte: Ruralbr

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