Agco investe R$ 65 milhões em fábrica no Rio Grande do Sul

Investimento foi feito em equipamentos industriais baseados em nanotecnologia; novo sistema de pintura aumenta em 50% a vida útil das peças

por Viviane Taguchi, de Santa Rosa (RS)

Divulgação/AGCO

O investimento, de R$ 65 milhões, vai aumentar a capacidade de produção da Agco

A Agco, fabricante das máquinas e implementos Massey Fergusson e Valtra, inaugurou hoje em Santa Rosa, interior do Rio Grande do Sul, uma nova área de pinturas de peças e complementos, baseados em nanotecnologia. O investimento, de R$ 65 milhões, vai aumentar a capacidade de produção da fábrica, que produz colheitadeiras e plataformas para grãos.

De acordo com André Carioba, vice-presidente sênior e gerente geral da Agco na América do Sul, até o final do ano, a unidade de Santa Rosa deverá atingir sua capacidade total de produção, que é de 200 colheitadeiras por mês, com a nova tecnologia. Atualmente, são fabricadas 150 unidades por mês. “Até meados de setembro, toda a linha de produção já passará por esta nova tecnologia”, diz. Segundo ele, com o novo sistema de pintura das chapas e componentes, elas podem ter sua vida útil aumentada em 50%.

Henrique Dalla Corte, vice-presidente de manufatura da Agco, explica que as chapas deixam de ser pintadas com pistolas e passam a receber camadas sucessivas de tintas especiais em 16 tanques, o que acaba com o risco de as chapas terem alguma área sem cobertura de tinta, deixando-as expostas a fatores corrosivos. “Isso prolonga a vida útil dos equipamentos”. Ele também cita que o sistema é semelhante aos usados pelas montadoras de veículos automotores.

Com a inauguração da nova área, a unidade gaúcha passará a ter mais espaço para que outras linhas de montagens sejam criadas. Carioba diz que em 2014, a companhia anunciará novos lançamentos para atender a demanda crescente de regiões como o Cerrado. “São áreas grandes, que exigem máquinas e implementos com tecnologia e durabilidade”, diz.

De acordo com ele, os principais focos na Agco são os Estados de Piaui, Maranhão, Bahia e Tocantins, além de Mato Grosso do Sul e Goiás e, além das colheitadeiras, estas regiões demandarão outros tipos de máquinas e implementos, como as plantadeiras.
Apesar da expectativa bastante otimista, Carioba disse que ainda é cedo para anunciar quais serão estes lançamentos.

Bom momento

Os executivos dizem que a Agco detém atualmente entre 16,5% a 17% do mercado de colheitadeiras no país (Dados da AnfaveaAssociação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores – indicam um índice de 15%). Para o ano de 2014, André Carioba estima que esta participação chegará 20%, mas a principal meta é chegar a 25% deste segmento nos próximos anos, o que provavelmente deva ocorrer em 2016. “Em volume e vendas, estamos falando de um aumento de 30% em relação ao ano passado”, diz.

Dalla Corte informa ainda, que os constantes investimentos em tecnologia fazem parte da meta da companhia, que é a “qualidade percebida”. “Não é apenas tecnologia embarcada no equipamento. O cliente vai perceber a qualidade de uma máquina com tecnologia diferenciada”, afirma.

Só em tratores, a companhia já fabricou em 2013 35 mil unidades (o que vale para as marcas Massey Fergusson e Valtra). A Agco ainda produz peças das marcas Fendt, Challenger e GSI. Na unidade de Santa Rosa, são produzidas cerca de 1.700 colheitadeiras e também, componentes usados nas fábricas de Canoas (RS) (de tratores Massey Fergusson) e em Mogi Guaçu (de tratores Valtra).

No primeiro trimestre de 2013, as vendas da companhia em todo o mundo somaram R$ 5 bilhões, 5,7% a mais que o mesmo período de 2012. De todo este valor, a América do Sul contribuiu com R$ 950 milhões.

Fonte: Globo Rural

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