Advogado de Silvio Porto diz que diretor da Conab não foi indiciado no processo da operação Agro-Fantasma

Segundo Claudismar Zupiroli, juíza teria confirmado que diretor de Política Agrícola do órgão não está sendo diretamente investigado

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Claudismar Zupiroli, advogado do diretor de Política Agrícola da Conab Silvio Porto

O advogado do diretor de Política Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Claudismar Zupiroli, está entrando com um recurso no Supremo Tribunal Federal para ter acesso ao processo gerado pela operação Agro-Fantasma, da Polícia Federal.

O diretor de Política Agrícola, Silvio Porto, teria sido indiciado pela Polícia Federal por estelionato e outros crimes contra a administração pública e seu desligamento do cargo foi defendido pelo ministro da Agricultura, Antônio Andrade. Mas, de acordo com o advogado de Sílvio Porto, o diretor não está entre os indiciados e nem poderia ter sido conduzido à sede da Polícia Federal para prestar depoimento.

– Na última sexta-feira [dia  27], eu, como advogado dele, procurei ter acesso aos autos, requeri, e a juíza indeferiu o pedido, dizendo que ele não pode ter acesso ao processo, que tramita sob sigilo, porque ele não foi indiciado e nem está diretamente sendo investigado. E que contra ele não foi deferida nenhuma medida constritiva da liberdade e sequer foi determinada a condução coercitiva. A juíza diz textualmente que, apesar de ter sido requerido, antes de terça, foi indeferido o pedido de condução coercitiva disse o advogado Claudismar Zupiroli.

Zupiroli disse, ainda, que vai aguardar o acesso ao processo para verificar se houve excesso por parte da Polícia Federal.

– Evidente que a gente não tem motivo para duvidar da juíza. Se ela diz que ele não está indiciado e não está sendo diretamente investigado, é nisso que nós acreditamos até este momento. E vamos entrar com recurso judicial, de hoje para amanhã, vamos insistir em ter acesso ao processo. A gente precisa saber o que está acontecendo lá dentro. No momento em que tivermos acesso ao processo, caso a gente chegue à conclusão de que houve algum excesso, aí sim, de forma responsável, tomaremos as iniciativas que forem cabíveis – completou.

A fraude consistia na simulação de produção e entrega de alimentos feitas pela Conab em diferentes cidades. Ao todo, houve 58 indiciamentos pelos crimes de apropriação indébita previdenciária, estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica, ocultação de documento, peculato e emprego irregular de verbas públicas. As investigações, que começaram em 2011, apuraram que funcionários da Conab e associações de produtores rurais estariam desviando recursos públicos destinados ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) que faz parte do programa Fome Zero.

A Polícia Federal e o Ministério da Agricultura disseram que, por enquanto, não comentarão o caso.

CANAL RURAL

Fonte: Ruralbr

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