Acordo com EUA beneficia agropecuária, diz ministra

Brasil e EUA assinaram acordo sobre o clima durante visita de Dilma.
Para Katia Abreu, inclusão do etanol nas discussões é positiva para o setor.

Do Estadão Conteúdo

O acordo sobre clima firmado nesta terça-feira (30) entre o presidente dos Estados Unidos,Barack Obama, e a presidente Dilma Rousseff vai beneficiar a agropecuária brasileira, avalia a ministra da Agricultura, Kátia Abreu.

Segundo ela, a inclusão do etanol e da bioenergia nas discussões, por exemplo, representa "um forte sinalizador para o setor de que o fomento ao comércio internacional de biocombustíveis será fortalecido".

O acordo prevê que ambos os países deverão atingir, individualmente, o total de 20% de energias renováveis na matriz energética até 2030 – no caso do Brasil, desconta-se a energia hidrelétrica.

Além disso, o Brasil se comprometeu a eliminar o desmatamento ilegal no território nacional nos próximos 15 anos e, em igual período, reflorestar 12 milhões de hectares e também aprimorar práticas de baixo carbono em terras agrícolas por meio da promoção da agricultura sustentável e do aumento da produtividade.
Viagem da presidente

Depois de crise, relações entre Brasil e Estados Unidos entram em novo capítulo, segundo seus presidentes (Foto: AP Photo/Carolyn Kaster)
Depois de crise, relações entre Brasil e Estados Unidos entram em novo capítulo, segundo seus presidentes (Foto: AP Photo/Carolyn Kaster)

Dilma chegou aos Estados Unidos no último sábado (27), acompanhada de ministros, e cumpriu agenda em Nova York. No domingo (28) e em parte desta segunda (29), ela teve série de encontros com empresários de diversos setores, como o financeiro e o de infraestrutura.
Nesta segunda, ela embarcou para Washington, onde visitou, ao lado de Obama, o Memorial Martin Luther King Jr., em homenagem ao líder da luta por igualdade dos direitos civis nos Estados Unidos. Na sequência, os dois seguiram para um jantar na Casa Branca.
O encontro entre Dilma e Barack Obama marca a superação da crise diplomática entre os dois países, iniciada em 2013, quando documentos vazados pelo ex-prestador de serviços da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) Edward Snowden revelaram que os EUA monitoraram atividades de outros países e de seus líderes, incluindo Dilma.
À época, a presidente cancelou a visita de Estado que faria aos Estados Unidos. Em entrevista a um jornal belga no início de junho, Dilma disse que o caso é "uma questão do passado".

 

Fonte: Globo Rural

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