Abrafrigo e Acrimat repudiam ações do MPF contra frigoríficos

Associações protestam contra contra ação dos órgãos que estão processando 26 frigoríficos pela compra e comercialização de bois criados ilegalmente

por Estadão Conteúdo

Divulgação | JBS

26 frigoríficos estão sendo processados pela compra e comercialização de bois criados ilegalmente

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) e a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), em notas enviadas pelas suas assessorias, repudiaram a ação conjunta do Ministério Público Federal no Amazonas, Mato Grosso e Rondônia, Ibama, Ministério Público do Trabalho e Ministério Público no Estado do Amazonas e Rondônia contra frigoríficos. Os órgãos estão processando judicialmente 26 frigoríficos pela compra e comercialização de bois criados ilegalmente e pedem o pagamento de indenização por danos ambientais no valor de R$ 556,99 milhões.
"Não existe segurança jurídica para que a associação apoie esta iniciativa dos procuradores do Estados localizados no bioma amazônico porque esta segurança só existirá se as empresas tiverem acesso a informações completas, ágeis e atualizadas, disponibilizadas por parte dos órgãos públicos em sites específicos a qualquer hora e momento que as empresas necessitarem", afirmou o presidente da Abrafrigo, Péricles Salazar, no comunicado.
Para ele, como estas condições não existem e em regiões da Amazônia Legal o acesso à internet é deficiente, a melhor saída para a regularização ambiental da cadeia produtiva na região do bioma amazônica é a utilização da GTA, documento público originário do poder de polícia estatal que é um meio adequado e correto de controle de origem do gado adquirido. A Abrafrigo ainda informou que também já comunicou ao Ministério Público Federal a sua disposição de assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) semelhante ao que foi assinado com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Já a Acrimat disse ter ficado preocupada com a ação do Ministério Público Federal. "A medida é equivocada e perigosa, uma vez que coloca segmentos da mesma cadeia com obrigações que os tornarão antagônicos quando de sua implementação", afirmou, em nota. A associação entende que esse papel pertence aos órgãos públicos de fiscalização e controle. "Além disso, o Novo Código Florestal Brasileiro, aprovado em 2012, estabelece prazos legais para a regularização ambiental e estes deverão ser respeitados", ressaltou. "A Acrimat entende que o Ministério Público precisa adotar critérios sérios para diferenciar produtores rurais de grileiros de terras que não possuem responsabilidades com a legislação brasileira", completou.
O procurador do Amazonas, Leonardo Macedo, explicou que desde 2009 o MPF vêm fazendo esse trabalho, que começou no Pará. Nos Estados a conversa perdura há dois anos e os frigoríficos que estão sendo processados não aderiram ao acordo. "O licenciamento ambiental é exigência imediata. O mesmo caso é com áreas embargadas. Hoje, os estabelecimentos estão irregulares. Claro que é necessário uma investigação caso a caso, mas, no momento, a irregularidade existe", declarou.

Fonte: Globo

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