MEIO AMBIENTE | Abinee pede isenção na logística reversa

Uma projeção feita pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) sugere que o Brasil deve produzir cerca de 1,1 mil toneladas de sucata de eletroeletrônicos em 2014. Essa montanha formada por celulares, computadores, geladeiras, impressoras, TVs e outros equipamentos que se tornaram obsoletos é considerada um problema ambiental grave, pois muitos aparelhos podem eliminar metais pesados no ambiente.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada em 2010, estabeleceu a exigência de um programa de logística reversa para atender ao segmento. Após anos de discussão entre os diferentes elos da cadeia, o setor apresentou ao governo, no início do ano, sua proposta para implantação do sistema de recolhimento dos eletroeletrônicos.

Ela prevê, entre outros pontos, a criação de uma central para gerenciar os resíduos e a instalação de pontos de coleta no comércio varejista. Mas há vários itens ainda em negociação com o governo, como o que diz respeito à isenção da tributação para a taxa de logística reversa que deverá ser cobrada do consumidor. "Em qualquer lugar do mundo que possua sistema de logística reversa de eletroeletrônicos, o consumidor paga uma parte desse custo. Nós achamos justo que isso seja especificado na nota fiscal na aquisição de um equipamento novo, sem que incidam impostos sobre essa taxa", diz André Luiz Saraiva, diretor de sustentabilidade da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). A proposta deve ser discutida ainda esta semana no Senado Federal.

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Fonte: Valor |  MEIO AMBIENTE | Por Andrea Vialli | De São Paulo

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