ABERTURA – Soja: mercado brasileiro reage e preços sobem até R$ 2

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

soja, produção, colheitaFoto: Governo Federal

A quinta-feira, dia 21, foi bem mais animada no mercado físico brasileiro de soja. Segundo a Safras & Mercado, o volume de negócios melhorou de modo geral, com comercialização reportada em quase todos os estados e em boas quantidades.

A alta da oleaginosa na Bolsa de Chicago e a valorização do dólar resultaram em preços mais altos no Brasil, o que movimentou bem mais o mercado interno.

Em Passo Fundo, a cotação saiu de R$ 74 no fechamento anterior para R$ 76 nesta quinta-feira. Já em Rondonópolis (MT), a alta foi de R$ 1,50 – de R$ 68 para R$ 69,50. Nos portos, a valorização foi de R$ 0,50 a R$ 1,50.

De acordo com a Agrifatto, apesar do avanço rápido da colheita, o preço vem conseguindo manter sustentação.

Aliás, os trabalhos de campo da soja alcançam proporção próxima a 40% na média brasileira. No Mato Grosso, os trabalhos em campo alcançam 68,76% – avanço de 15,50 ponto percentual na última semana, e bastante acima do ano passado, quando estava com 24,60% da área colhida.

Os prêmios nos portos colaboram para cotações mais firmes, sendo novamente corrigidos para cima e balizando-se entre US$ 0,65 e US$ 0,67 por bushel para embarques nos próximos meses.

Por fim, enquanto a disputa comercial entre EUA e China se prolongar, a soja brasileira deverá ser beneficiada, com cotações firmes apesar do período de safra. O mesmo cenário registrado no ano passado.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Passo Fundo (RS): R$ 76
  • Cascavel (PR): R$ 73,50
  • Rondonópolis (MT): R$ 69,50
  • Dourados (MS): R$ 69
  • Santos (SP): R$ 78
  • Paranaguá (PR): R$ 79
  • Rio Grande (RS): R$ 78,50
  • São Francisco (SC): R$ 78

Os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago fecharam a quinta-feira com preços em alta. A expectativa de que um acordo entre a China e os Estados Unidos seja fechado até 1º de março atuou como fator de suporte.

Segundo fontes ligadas às negociações, os dois países começaram a firmar compromissos com as questões mais difíceis na disputa comercial, o que seria o maior progresso até agora para o fim da guerra que já dura sete meses.

Nesta sexta-feira, seguem as negociações com representantes dos dois países em Washington. Por enquanto, as exigências feitas pelo presidente Donald Trump de mudanças estruturais na economia da China ainda estão longe de serem aceitas. Porém, as linhas gerais do que poderia fazer parte do acordo estão começando a emergir das negociações, disseram as fontes, enquanto os dois lados pressionam para que seja selado até 1º de março. A data marca o fim de uma trégua de 90 dias entre os dois países.

O Conselho Internacional de Grãos (CIG) estimou, nesta quinta-feira, a safra global de soja em 358 milhões de toneladas, baixa de 5 milhões de toneladas ante o projetado em janeiro. Também na quinta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou uma menor área a ser plantada com soja neste ano. A superfície deve chegar a 85 milhões de acres em 2019, contra 89,2 milhões em 2018.

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Março/2019: US$ 9,11 (+8,50 cents)
  • Maio/2019: US$ 9,24 (+8,25 cents)

Milho

A Bolsa de Chicago para o milho fechou com preços mais altos. O entusiasmo com a expectativa de que um acordo entre a China e os Estados Unidos seja fechado até 1º de março fez o cereal subir mais de 1%.

Segundo fontes ligadas às negociações, os dois países começaram afirmar compromissos com as questões mais difíceis na disputa comercial, o que seria o maior progresso até agora para o fim da guerra que já dura sete meses.

Rumores de que a China poderia comprar amplos volumes de milho norte-americano como parte do acordo também atuaram como fator de suporte.

Os preços também são sustentados por movimentos de compras de barganha e cobertura de posições após terem atingido, na quarta-feira, as mínimas em quase três meses. A força do trigo na sessão também concedeu suporte às cotações.

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Março/2019: US$ 3,75 (+4,75 cents)
  • Maio/2019: US$ 3,84 (+4,75 cents)

O mercado brasileiro seguiu com preços firmes. A oferta se mantém restrita, com o foco se mantendo na comercialização da soja.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o quadro delimitado para o mercado brasileiro de milho pouco mudou no decorrer da semana.

“As negociações ocorrem de maneira pontual em diversos estados, da mesma maneira que a composição dos estoques segue complicada. O fluxo de exportação entre os meses de fevereiro e março segue surpreendente, com interessante volume de negócios na região Sul”, comenta Iglesias.

Segundo a Agrifatto, a combinação entre a baixa disponibilidade de milho e a retração vendedora faz com que a ponta consumidora precise oferecer prêmios melhores para originar o cereal.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Rio Grande do Sul: R$ 38
  • Paraná: R$ 36
  • Campinas (SP): R$ 44
  • Mato Grosso: R$ 26
  • Porto de Santos (SP): R$ 37,50
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 37
  • Porto de São Francisco (SC): R$ 37

Café

O mercado brasileiro teve uma quinta-feira de preços mais baixos. As cotações caíram refletindo as perdas do arábica na Bolsa de Nova York. Nem mesmo a alta do dólar atenuou e ajudou o físico a se animar.

O dia foi praticamente parado na comercialização. Poucos compradores e vendedores apareceram nas praças.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 355 a R$ 400
  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 400 a R$ 405
  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 340 a R$ 345
  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 300 a R$ 305

Na Bolsa de Nova York, para o café arábica fechou em baixa.As cotações romperam e fecharam abaixo da importante linha de US$ 1 a libra-peso.

A alta do dólar contra o real e outras moedas exerceu pressão sobre o arábica em NY.

Além disso, os fundamentos baixistas seguem pesando sobre as cotações, com a oferta tranquila para o abastecimento global e com clima favorável à safra 2019 no Brasil.

Segundo o consultor de Safras& Mercado Gil Barabach, é fato é que o recorde na produção mundial acaba gerando um superávit na oferta. “E esse excesso leva a estoques mais altos, distribuídos entre produtores e importadores. E isso leva a uma postura diferente por parte do comprador, que tem trabalhado da mão-para-boca, buscando justamente diluir a reserva acumulada nas temporadas anteriores em meio ao seu fluxo de aquisições na safra atual”, observa.

A expectativa de produções futuras ainda grandes e suficientes para atender o abastecimento eleva a tranquilidade da demanda, favorecendo essa estratégia. O fato é que esse comportamento do comprador acaba jogando contra os preços e limitando as investidas de alta do mercado, comenta.

A BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – POR LIBRA-PESO

  • Março/2019: US¢ 96,10 (-1.45 cent)
  • Maio/2019: US¢ 99,45 (-1,95 cent)

Na Bolsa de Londres, o robusta encerrou as operações com preços mais baixos. Segundo traders, as cotações recuaram no dia acompanhando a desvalorização do arábica e as perdas do petróleo.

A alta do dólar contra o real e outras moedas pesou negativamente sobre o café, tanto em NY quanto em Londres. De modo geral, os fundamentos seguem baixistas, com ampla oferta global trazendo tranquilidade ao mercado.

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA DE LONDRES (LIFFE) – POR TONELADA

    • Março/2019: US$ 1.505 (-US$ 12)
    • Maio/2019: US$ 1.533 (-US$ 11)

Boi gordo

No fechamento desta quinta-feira, foram registradas mais altas do que quedas nos preços da arroba do boi gordo. Mesmo com consumo calmo a oferta comedida de boiadas explica esse cenário.

Em algumas regiões, os bons volumes de chuvas, permitem aos pecuaristas reterem as boiadas no pasto em engorda, e isso diminui a disponibilidade de bovinos terminados.

Em outras praças, a ponta compradora ofertou preços acima das referências, e a cotação da arroba subiu em três praças pecuárias, frente ao último levantamento.

Em Belo Horizonte (MG), por exemplo, a alta foi de 0,7%, o que significa R$ 1 por arroba a mais na comparação dia a dia. Por lá as programações de abate atendem, em média, até a metade da semana que vem.

Em São Paulo, os preços estão estáveis, porém, os frigoríficos sentem dificuldades em alongaras escalas de abate, que atendem, em média, quatro dias.

A margem de comercialização dos frigoríficos que desossam está em 17,2%, abaixo da média histórica.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

  • Araçatuba (SP): R$ 151,50
  • Triângulo Mineiro (MG): R$ 145
  • Goiânia (GO): R$ 139
  • Dourados (MS): R$ 139
  • Mato Grosso: R$ 133 a R$ 138
  • Marabá (PA): R$ 131
  • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 5,10 (kg)
  • Paraná (noroeste): R$ 149,50
  • Paragominas (PA): R$ 137,50
  • Tocantins (sul): R$ 135

Dólar

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,88%, negociado a R$3,7600 para a compra e a R$ 3,7620 para a venda. Durante o dia, a moedanorte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7170 e a máxima de R$ 3,7730.


Previsão do tempo para sexta-feira, dia 22

Sul

A chuva segue na faixa leste do Paraná, com acumulados elevados, podendo chegar aos 30 mm ao longo do dia. No interior de Paraná e Santa Catarina, a precipitação ocorre de maneira mais isolada e com volumes menores, mas não se descartam as trovoadas.

No Rio Grande do Sul, o ar seco predomina e deixa o tempo firme, com a presença do sol e temperaturas elevadas. A umidade do ar pode até ficar abaixo do ideal no extremo oeste do estado.

Sudeste

Um sistema de baixa pressão atmosférica (em médios níveis) está entre Mato Grosso do Sul e o norte do Paraná, mas influencia o tempo em São Paulo, com previsão para pancadas de chuva em todo o estado e na metade sul de Minas Gerais.

Os acumulados ainda podem ser expressivos. As temperaturas não devem subir tanto, mas a sensação ainda é de tempo abafado.

Nas outras áreas do Sudeste, o sol aparece entre nuvens ao longo do dia, e as pancadas de chuva ocorrem principalmente à tarde.

Centro-Oeste

As pancadas de chuva continuam ocorrendo em todos os estados do Centro-Oeste, com previsão para trovoadas e chuva mais intensa no oeste de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul.

Mesmo com previsão de chuva em todos os estados da região, as temperaturas sobem na parte da tarde, por causa de períodos de sol ao longo do dia.

Nordeste

Uma massa de ar mais seco predomina pelo interior da Bahia e garante o tempo firme na maior parte do estado. A chuva deve ocorrer no litoral sul e no extremo oeste, mas sem volumes elevados.

Nas demais áreas nordestinas, a chuva segue, e os volumes são mais expressivos no norte do Maranhão e no interior do Piauí.

Norte

A condição ainda é para tempo instável na maior parte do Norte, com previsão para pancadas de chuva e volumes expressivos no Tocantins e no sul do Pará. Em Roraima ainda segue o tempo firme e com poucas nuvens.

As temperaturas continuam elevadas em toda Região, mesmo com previsão de chuva.

Por Canal Rural – com informações da Agência Safras, Agência Brasil, Agrifatto, Scot Consultoria e Somar Meteorologia

Fonte: Canal Rural

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *