ABERTURA DO MERCADO – Preço da arroba do boi gordo atinge R$ 150 em São Paulo

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

Bois no pastoFoto: divulgação

A arroba do boi gordo subiu em 22 das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria nesta quarta, dia 12, o que corresponde a cerca de 70%. As valorizações atingiram todos os pontos de negócios de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás. Em MT, somente a região norte do estado permaneceu com preços estáveis.

Na Norte do país, o cenário foi o mesmo: altas em todas as regiões levantadas de Rondônia, Pará e Tocantins.

Em São Paulo, a referência para o boi gordo a prazo bateu nos R$ 150 por arroba, livre do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). A alta foi de R$ 1,50 por arroba na comparação diária. Frente ao início do mês, as cotações subiram 2%.

Segundo a Scot, os frigoríficos estão com dificuldade em encontrar bovinos para abate. Com isso, há indústrias pulando dias de abate ou abatendo menos.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

  • Araçatuba (SP): R$ 149
  • Triângulo Mineiro (MG): R$ 144
  • Goiânia (GO): R$ 137
  • Dourados (MS): R$ 142,50
  • Mato Grosso: R$ 127 a R$ 132
  • Marabá (PA): R$ 136
  • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 4,35 (kg)
  • Paraná (noroeste): R$ 147
  • Sul (TO): R$ 133,50

MILHO

O relatório do USDA, divulgado nesta quarta, foi o grande responsável pela queda do grão na Bolsa de Nova York.

Segundo o documento, a safra norte-americana está estimada em 14,827 bilhões de bushels, o que representa queda frente ao estimado anteriormente pelo órgão (14,586 bi) e ao esperado pelo mercado (14,506 bilhões).

Os estoques finais dos EUA também foram reajustados em 1,774 bilhão de bushels, contra 1,684 bilhão projetados em agosto. Quanto a eles, o mercado projetava 1,590 bilhão.

Com as atualizações, a safra mundial deve totalizar 1,069 bilhão de toneladas, contra 1,061 bilhão do relatório de agosto do USDA. Já os estoques finais passaram de 157 milhões de toneladas em agosto para 155,5 milhões  — a expectativa do mercado era 154,4 milhões.

Mercado interno

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, com uma importante parcela da produção já comercializada, a atuação das tradings foi mais tímida no decorrer do dia em função do relatório do USDA. A volatilidade cambial segue presente, situação que deve continuar bastante efetiva às vésperas da eleição.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

  • Rio Grande do Sul: R$ 44
  • Paraná: R$ 37
  • Campinas (SP): R$ 41,50
  • Mato Grosso: R$ 30
  • Porto de Santos (SP): R$ 43
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 42
  • São Francisco do Sul (SC): R$ 42

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – BUSHEL

  • Dezembro/2018: US$ 3,52 (-14,25 cents)
  • Março/2019: US$ 3,65 (-13,50 cents)

SOJA

Os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago fecharam com preços mais altos. Mesmo que o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) tenha confirmado as expectativas e indicado números baixistas, o mercado se recuperou tecnicamente.

Entenda os principais reajustes!

Produção dos EUA 2018/2019

(bilhões de bushels ou milhões de toneladas)

  • Setembro: 4,693 bi/bu ou 127,7 mi/t
  • Agosto: 4,586 bi/bu ou 124,8 mi/t
  • Expectativa do mercado: 4,659 bi/bu ou 126,8 mi/t
Estoques finais dos EUA 2018/2019

(milhões de bushels ou milhões de toneladas)

  • Setembro: 845 mi/bu ou 22,99 mi/t
  • Agosto: 785 mi/bu ou 21,4 mi/t
  • Expectativa do mercado:836 mi/bu ou 22,7 mi/t
Produção mundial 2018/2019
  • Setembro: 369,32 milhões de toneladas
  • Agosto: 367,1 milhões de toneladas
Estoques finais no mundo 2018/2019
  • Setembro: 108,26 milhões de toneladas
  • Agosto: 105,94 milhões de toneladas
  • Expectativa do mercado: 107,5 milhões de toneladas

Cotações internas

O mercado brasileiro de soja teve um dia pouco movimentado, sem grandes oscilações nos preços. Os negócios se restringiram ao Rio Grande do Sul e envolveram cerca de 50 mil toneladas.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

  • Passo Fundo (RS): R$ 88
  • Cascavel (PR): R$ 89
  • Rondonópolis (MT): R$ 79
  • Dourados (MS): R$ 82,50
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 96
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 95
  • Porto de Santos (SP): R$ 95
  • Porto de São Francisco do Sul (SC): R$ 94

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – BUSHEL

  • Novembro/2018: US$ 8,40 (+8,25 cents)
  • Janeiro/2019: US$ 8,53 (+8 cents)

CAFÉ

As cotações internas do café tiveram uma melhora. As altas do arábica na Bolsa de Nova York e do conilon em Londres trouxeram maior atividade aos negócios e fez as bases de preço reagirem internamente.

Em algumas regiões e para determinados cafés (caso do rio na Zona da Mata), no entanto, os compradores não mudaram as bases e as cotações seguiram estáveis.

Nova York

Na Ice Futures US, o arábica encerrou o dia com altas expressivas. O mercado teve uma quarta de boa recuperação técnica após perdas recentes, que levaram a bolsa perto da linha de US$ 1 a libra-peso. Os ganhos vieram apoiados pela queda do dólar contra o real e outras moedas. A valorização do petróleo também contribuiu para os ganhos da variedade em NY.

Tecnicamente, o mercado mostra sólido suporte na faixa de US$ 1 a libra-peso. Abaixo disso há bom suporte de compras, de cobertura de posições vendidas, mostrando que o mercado tem já precificado o cenário de ampla oferta global, mas que abaixo disso parece exagero.

Londres

Na bolsa inglesa, as cotações do conilon acompanharam a boa valorização e recuperação do arábica, além da valorização do petróleo, fechando com forte alta. O recuo da moeda norte-americana também mexeu com o robusta londrino.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 420 a R$ 425
  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 425 a R$ 430
  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 355 a R$ 360
  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 317 a R$ 320

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – LIBRA-PESO

  • Dezembro/2018: 102,10 (+1,65 cents)
  • Março/2019: 105,50 (+1,65 cents)

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA INTERNACIONAL DE FINANÇAS E FUTUROS DE LONDRES (LIFFE) – TONELADA

  • Novembro/2018: US$ 1.516 (+US$ 38)
  • Janeiro/2019: US$ 1.521 (+US$ 40)

DÓLAR E IBOVESPA

O dólar fechou em queda de 0,21%, cotado a R$ 4,1455 na venda, invertendo uma tendência de alta no fechamento de segunda, quando a moeda norte-americana terminou o dia acima de R$ 4,15. O Banco Central manteve a política tradicional de swaps cambial, sem efetuar leilões extraordinários de venda futura da moeda.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), encerrou o pregão em alta de 0,63%, com 75.124 pontos, também invertendo a baixa no fechamento de ontem.


PREVISÃO DO TEMPO PARA QUINTA-FEIRA, DIA 13

Sul

Temporais são esperados a partir da tarde, principalmente no oeste de divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Uma área de baixa pressão atmosférica no interior do continente associada a uma atmosfera bastante quente favorecem a formação de nuvens carregadas.

À tarde, a chuva se espalha por toda a região, em forma de pancadas. Além disso, alguns núcleos intensos e volumosos atingem o sul do Paraná e o sul e oeste de SC. Não se descarta a ocorrência de granizo e de ventos fortes.

Mesmo com a previsão de chuva, as temperaturas seguem elevadas, colaborando para a sensação de abafamento.

Sudeste

Há previsão de fortes pancadas de chuva a partir da tarde em grande parte de São Paulo e sul de Minas Gerais, com trovoadas e até mesmo risco para queda de granizo, além de vendavais. Não deve chover no norte e centro de Minas Gerais e extremo noroeste paulista e nordeste fluminense.

A intensidade dessas chuvas é forte porque elas são precedidas por calor. Nas demais áreas, inclusive, o sol predomina e faz calor, mas não chove.

Centro-Oeste

A condição para chuva aparece em grande parte do território, incluindo o oeste do Mato Grosso, sul de Goiás e em todo o estado do Mato Grosso do Sul.

Somente no centro e norte de Goiás e no leste do Mato Grosso é que o tempo continua seco e com condição para os municípios continuarem com umidade relativa baixa.

Nordeste

As chuvas ocorrem de forma rápida e isolada e são restritas ao Maranhão e ao litoral desde a Bahia até Pernambuco. Nesta última área, a chuva ocorre pela manhã e, depois dela, o sol retorna entre nuvens e garante uma tarde abafada.

Nas demais áreas do Nordeste, o sol também predomina e o calor é intenso, mas a umidade relativa do ar atinge valores abaixo de 20% no interior.

Norte

As chuvas se espalham pela região na quinta-feira. As pancadas ocorrem de forma isolada, mas forte, no Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

Só o Tocantins fica fora da lista, pois o sol continua elevando as temperaturas e derrubando a umidade do ar por lá.

Por Canal Rural, com informações da Agência Safras, Agência Brasil e Somar

Fonte :Canal Rural