ABERTURA DO MERCADO – Boi gordo: preço volta a subir com oferta reduzida

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Por Canal Rural, com informações da Agência Safras e Somar Meteorologia – Canal Rural

Após uma semana sem oscilação nos pagamentos negociados à vista, a referência da arroba do boi gordo subiu em São Paulo. A cotação está em R$148,50/@, livre de Funrural. A alta foi de 0,3%. Singela, mas ajuda a expectativa de preços melhores para dezembro.

No estado, a oferta de boiadas está curta e grande parte das indústrias paulistas está com as programações de abates apenas até o começo da próxima semana. O aumento da concorrência entre os frigoríficos, pode melhorar as ofertas de compra. No fechamento do mercado desta quarta-feira, além de São Paulo, em outras regiões aconteceram ajustes nos preços. No entanto, o que chama atenção é o Rio Grande do Sul. Na comparação com o início de novembro o preço subiu 7,7%.

Este é o período de altas, olhando do lado da oferta com a transição entre o final das boiadas de confinamento e ainda tímidos volumes de animais de pasto.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

  • Araçatuba (SP): R$ 148,50
  • Triângulo Mineiro (MG): R$ 143
  • Goiânia (GO): R$ 138
  • Dourados (MS): R$ 145
  • Mato Grosso: R$ 129 a R$ 133,5
  • Marabá (PA): R$ 132
  • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 4,85 (kg)
  • Paraná (noroeste): R$ 151,50
  • Paragominas (PA): R$ 139,5
  • Tocantins (sul): R$ 134

SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma quarta-feira de preços pouco alterados, com fraca liquidez. A leve alta da soja na Bolsa de Chicago, em dia de menor movimentação com feriado nos Estados Unidos, e moderado avanço do dólar não estimularam alterações internas. Os prêmios de exportação seguem recuando, atrapalhando um melhor volume de  negócios.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Passo Fundo (RS): R$ 80
  • Cascavel (PR): R$ 78
  • Rondonópolis (MT): R$ 70,50
  • Dourados (MS): R$ 75
  • Santos (SP): R$ 83,50
  • Paranaguá (PR): R$ 81,50
  • Rio Grande (RS): R$ 82,50
  • São Francisco (SC): R$ 82,50

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços em alta. Mais cedo, o mercado chegou a realizar parte dos lucros acumulados nas últimas sessões, mas voltou a reverter para o território positivo, como já havia acontecido na sessão da terça-feira.

A trégua de 90 dias entre os Estados Unidos e a China segue como fator de  suporte às cotações, embora existam dúvidas se o tempo será suficiente para solucionar a guerra fiscal entre os dois países.

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Janeiro/2019: US$ 9,13 (+1,75 cents)
  • Março/2019: US$ 9,25 (+1,75 cents)

MILHO

O mercado brasileiro de milho teve como característica o fato de que alguns  consumidores passam a atuar de maneira mais efetiva, avaliando a necessidade de compra antes da segunda quinzena de dezembro, período em que tradicionalmente há enorme lentidão. “Além disso, a tendência é que no primeiro bimestre haja uma concentração da logística no escoamento da soja, deixando a comercialização de milho em segundo plano”, comenta o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Rio Grande do Sul: R$ 39
  • Paraná: R$ 33
  • Campinas (SP): R$ 40
  • Mato Grosso: R$ 20
  • Porto de Santos (SP): R$ 36,50
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 35,50
  • Porto de São Francisco (SC): R$ 35,50

Chicago

O milho em Chicago fechou com preços mais baixos. O mercado buscou recuperação frente às perdas da terça-feira, quando investidores optaram por realizar lucros. O andamento do plantio acima do esperado nos Estados Unidos influenciou negativamente as cotações. A semeadura em uma semana subiu de 17% para 34%. 

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Março/2019: US$ 3,84 (-0,50 cents)
  • Maio/2019: US$ 3,91 (-0,25 cents)

CAFÉ

O mercado brasileiro de café teve uma quarta-feira de preços pouco alterados, mas com uma movimentação melhor, moderadamente. As bases de preços seguem não agradando o vendedor, que se  retrai. A queda do arábica na Bolsa de Nova York foi compensada em parte pelo avanço do dólar.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 430 a R$ 435
  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 435 a R$ 440
  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 335 a R$ 360
  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 312 a R$ 315

Nova York

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços mais baixos. Segundo traders, o mercado foi pressionado ainda pelos fundamentos, pela ampla oferta global, com safra recorde no Brasil e também podendo confirmar recorde no Vietnã, além de outras origens crescendo em produção, como Colômbia e Indonésia. O dólar firme contra o real e outras moedas contribuiu para a pressão.

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – POR LIBRA-PESO

  • Março/2019: US$c 105,95 (+0,95 cent)
  • Maio/2019: US$c 108,85 (+0,95 cent)

Londres

A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da quarta-feira com preços de estáveis a mais baixos.

A sessão foi volátil e o mercado esboçou reação, após cinco sessões de perdas. Mas, foi pressionado pela queda do arábica na Bolsa de Nova York e pelos fundamentos baixistas, com a ampla oferta global, com safras recordes no Brasil e Vietnã. As informações partem de agências de notícias.

Os contratos para janeiro/2019 fecharam o dia a US$ 1.556 por tonelada, estáveis. Março/2019 fechou a US$ 1.580 a tonelada, com baixa de US$ 1 a tonelada, ou de 0,1%.

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA DE LONDRES (LIFFE) – POR TONELADA

  • Janeiro/2019: US$ 1.556 (Estável)
  • Março/2019: US$ 1.580 (-US$ 1)

DÓLAR

Pelo segundo dia consecutivo, a cotação da moeda norte-americana encerrou o pregão em alta, com valorização de 0,26%, a R$ 3,8681 para venda. O aumento desta quarta, dia 5, é o maior registrado desde 27 de novembro, quando o dólar encerrou cotado a R$ 3,877.

O Banco Central suspendeu no dia os leilões extraordinários de venda futura da moeda, com compromisso de recompra, mantendo somente os leilões tradicionais de swaps cambiais. Desde o fim de novembro, já foram ofertados US$ 4 bilhões nos leilões de linha para diminuir o valor da cotação da moeda norte-americana.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechou em alta de 0,47%, com 89.039 pontos. Os papéis da Petrobras acompanharam a valorização, encerrando o pregão desta quarta com aumento de 0,59%, enquanto Vale caiu 0,15% e Itaú com menos 0,08%.


PREVISÃO DO TEMPO PARA QUINTA-FEIRA, DIA 6

Sul

O sol predomina em grande parte da região. A massa de ar seco garante mais um dia ensolarado e com pouca nebulosidade nos três estados.

Apenas na costa da região e municípios próximos são esperadas pancadas de chuva ao longo do dia de forma isolada e com baixo acumulado. Isso se deve à circulação dos ventos na costa que transportam mais umidade para o litoral.

Os ventos ainda sopram de sul, e por isso as temperaturas apresentam pouca variação. São esperadas rajadas de vento de até 70 km/h no sul gaúcho.

Sudeste

A massa de ar seco avança pelo interior de São Paulo. Com isso o tempo firme persiste entre o interior paulista e Triângulo Mineiro. Desde a faixa leste paulista até as demais áreas da região, são esperadas pancadas de chuva no final do dia, pela influência do avanço da frente fria.

Apenas entre áreas de divisa do sul mineiro com o Vale do Paraíba e com o Rio de Janeiro, são esperadas pancadas de forte intensidade e com acumulados expressivos.

As temperaturas apresentam pouca variação em comparação com dias anteriores e seguem elevadas no período da tarde.

Centro-Oeste

Tempo firme impera somente em Mato Grosso do Sul, onde o sol predomina entre poucas nuvens ao longo do dia. Entre o norte de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, os ventos em altitude, a atuação do corredor de umidade e mais uma área de baixa pressão atmosférica garantem pancadas de chuva a qualquer hora do dia.

No nordeste de Mato Grosso e no noroeste de Goiás, as pancadas são fortes e volumosas, com chance de transtornos como alagamentos.

As temperaturas ficam elevadas à tarde. Somente onde a chuva é forte as máximas são mais amenas.

Nordeste

Uma nova frente fria se aproxima da costa nordestina e ajuda a manter o corredor de umidade na região. Assim, as pancadas de chuva seguem fortes em todo o interior, especialmente entre Bahia, Maranhão e Piauí.

O excesso de nebulosidade mantém as temperaturas da tarde amenas. Na faixa leste, o dia será marcado por pancadas de fraca intensidade e isoladas. Por isso, as temperaturas ficam elevadas.

Norte

Calor e pancadas de chuva se espalham por todo o Norte do país. As instabilidades tropicais alimentam a formação de um corredor de umidade que se estende do Amazonas até o Tocantins.São esperadas pancadas intensas e com trovoadas. Nas demais áreas a chuva é mais fraca e mal distribuída.

Fonte : Canal Rural