ABERTURA DE MERCADO – Soja se desvaloriza em Chicago e preços no Brasil registram queda

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

colheita de sojaFoto: Arquivo/Agência Brasil

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a terça-feira, dia 26, em queda. O mercado foi pressionado pelo avanço da colheita no Brasil e pela perspectiva de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras da Argentina.

A questão envolvendo o acordo entre China e Estados Unidos segue no centro das atenções.

Após um início de semana de otimismo, o mercado voltou a se mostrar cético, ajudando a deflagrar o movimento de venda com base também em fatores técnicos.

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Março/2019: US$ 9,03 (-8 cents)
  • Maio/2019: US$ 9,17 (-8 cents)

Os preços domésticos da soja oscilaram entre estáveis e mais baixos nesta terça, nas principais praças de comercialização do Brasil. A queda de Chicago travou o mercado e pesou sobre as cotações. Já o dólar teve um dia volátil.

Atualmente, os prêmios nos portos brasileiros conseguem sustentar patamares relativamente mais altos, ainda orbitando entre US$ 0,65 e US$ 0,70 por bushel. “Mas a expectativa de retorno da China ao mercado de soja norte-americano, pode pressionar para baixo os prêmios nos portos brasileiros”, indica a Agrifatto.

O cenário de prêmios menores combinado com a ampliação da oferta brasileira, têm potencial de acomodar as cotações domésticas no curto prazo.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Passo Fundo (RS): R$ 74
  • Cascavel (PR): R$ 72
  • Rondonópolis (MT): R$ 68
  • Dourados (MS): R$ 69,50
  • Santos (SP): R$ 77,50
  • Paranaguá (PR): R$ 77,50
  • Rio Grande (RS): R$ 78
  • São Francisco (SC): R$ 78

Milho

O mercado brasileiro de milho manteve cotações estáveis nesta terça-feira, segundo a Safras & Mercado. “Não houve maiores novidades em termos de ritmo de negócios no dia, que seguiu calmo”, dizem analistas.

As chuvas indicadas sobre regiões produtoras travam a colheita e limitam a oferta. Com o feriado adiante de Carnaval a tendência é de manutenção de ritmo lento na comercialização nos próximos dias.

Já as exportações com o cereal perderam fôlego, tanto pela oferta menor neste período, como pelo foco voltando-se para a soja. De acordo com a Agrifatto, as exportações com milho recuaram 46% ante o mês anterior, somando 1,65 milhão de toneladas nesta primeira metade de fevereiro. Entretanto, ainda se registra 48% superior ao mesmo período do ano passado.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Rio Grande do Sul: R$ 39
  • Paraná: R$ 36,50
  • Campinas (SP): R$ 44
  • Mato Grosso: R$ 27
  • Porto de Santos (SP): R$ 37,50
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 36,50
  • Porto de São Francisco (SC): R$ 36,50

A Bolsa de Chicago para o milho fechou com preços mais baixos. O mercado manteve a fraqueza da segunda-feira, quando acompanhou a derrocada do vizinho trigo e do petróleo.

Além disso, os investidores estiveram céticos quanto a um acordo entre os Estados Unidos e a China.

O fraco desempenho das inspeções de exportação norte-americana, divulgadas na terça, também contribuiu para a desvalorização.

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Março/2019: US$ 3,66 (-4,25 cents)
  • Maio/2019: US$ 3,76 (-4 cents)

Café

O mercado brasileiro teve uma terça-feira de preços mais baixos. As cotações caíram acompanhando a forte desvalorização do arábica. Com o comportamento da bolsa, o mercado nacional praticamente parou, sem negócios reportados no dia.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 390 a R$ 395
  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 395 a R$ 400
  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 335 a R$ 340
  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 300 a R$ 305

Na Bolsa de Nova York, o café arábica encerrou as operações com preços acentuadamente mais baixos, com força diante da previsão de chuvas intensas no cinturão cafeeiro do Brasil.

A tranquilidade no abastecimento global, a alta do dólar contra o real no Brasil e o recuo em outros mercados, em especial o petróleo, justificam as perdas em Nova York, como indica o consultor de Safras & Mercado Gil Barabach.

Segundo Barabach, o mercado quebrou novos suportes, descendo em campo técnico negativo. A posição maio caiu a 96,35 centavos de dólar por libra-peso na mínima, confirmando a mudança de patamar de atuação para baixo. NY caiu ao nível mais baixo histórico do contrato maio e ao patamar mais fraco desde dezembro.

As chuvas benéficas previstas reforçam o sentimento de uma boa safra brasileira em 2019. Será uma safra menor, dentro do ciclo bienal da cultura, após a produção recorde de 2018, mas ainda assim será uma boa colheita.

A BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – POR LIBRA-PESO

  • Março/2019: US¢ 96,80 (-3,05 cents)
  • Maio/2019: US¢ 99,60 (-3 cents)

Na Bolsa de Londres, o robusta encerrou as operações da terça-feira com preços mais baixos. Segundo traders, as cotações recuaram acompanhando a desvalorização do arábica na Bolsa de Nova York.

As indicações e previsões de chuvas sobre o cinturão cafeeiro do Brasil nos próximos dias, com bons volumes de umidade e boa distribuição, pesaram sobre o café nas bolsas. Isso traz ao mercado o sentimento de uma boa safra brasileira neste ano de 2019, em que pese ela ser uma produção menor que a de 2018, dentro do ciclo bienal da cultura. Assim, há tranquilidade no abastecimento global e natural pressão sobre as cotações.

A alta do dólar contra o real foi fator baixista.

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA DE LONDRES (LIFFE) – POR TONELADA

    • Março/2019: US$ 1.538 (-US$ 12)
    • Maio/2019: US$ 1.545 (-US$ 15)

Boi gordo

Com a semana de carnaval, a expectativa é de que o escoamento da carne melhore. Somado ao cenário de calas de abate curtas, a tendência é de mercado firme, aponta a Scot Consultoria.

Em algumas regiões pecuárias, a oferta de boiadas está abaixo do esperado em função do excesso de chuvas. É o caso das praças de Rondônia e Pará, por exemplo.

Em Redenção (PA), a arroba do boi gordo subiu e está cotada em R$132, à vista, livre de Funrural, alta de 0,8% na comparação dia a dia.

No acumulado do mês, de acordo com a Scot, a cotação subiu 3,1%, nas mesmas condições.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

  • Araçatuba (SP): R$ 151,50
  • Triângulo Mineiro (MG): R$ 145
  • Goiânia (GO): R$ 141
  • Dourados (MS): R$ 139,50
  • Mato Grosso: R$ 133 a R$ 138
  • Marabá (PA): R$ 131
  • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 5 (kg)
  • Paraná (noroeste): R$ 150,50
  • Paragominas (PA): R$ 137
  • Tocantins (sul): R$ 135

Dólar e Ibovespa

O dólar fechou em alta na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. A moeda ficou em R$ 3,7446, uma variação positiva de 0,04%.

O índice Ibovespa, indicador de desempenho das ações negociadas na Bolsa, fechou o dia com alta de 0,37%, totalizando 97.602 pontos.


Previsão do tempo para quarta-feira, dia 27

Sul

A frente fria avança em direção ao estado de São Paulo, porém ainda chove desde o litoral norte gaúcho até o interior do Paraná. Desta vez por influência dos ventos em altitude e mais uma região de baixa pressão no oeste do Paraná.

Chove a qualquer momento no litoral do Paraná e no litoral norte de Santa Catarina, com risco de acumulados expressivos de 70 mm e ventania com rajadas de 70 km/h.

O tempo fica firme nas demais áreas gaúchas, no oeste de Santa Catarina e Paraná. O dia começa com temperaturas baixas, e ao longo do dia as temperaturas aumentam aos poucos e continuam amenas por causa dos ventos do quadrante sul.

Sudeste

A frente fria consegue chegar ao litoral sul de São Paulo aumentando o risco para temporais e volumes elevados, com potencial para transtornos no Vale do Ribeira e no litoral paulista, devido à chuva persistente ao longo do dia, grande volume de água e potencial para ventania.

Já em áreas do Vale do Paraíba e sul de Minas Gerais, o risco é elevado para temporais, com acumulados de até 60 mm. No interior paulista, a chuva será mais volumosa e pode ocorrer no começo da tarde.

Nas outras áreas do Sudeste, como do centro ao norte de Minas Gerais, as pancadas ocorrem de maneira isolada, com trovoadas, mas sem grandes acumulados.

As temperaturas continuam elevadas na maior parte da região, com exceção da divisa com o Paraná.

Centro-Oeste

As nuvens carregadas ainda atuam pelo Centro-Oeste do Brasil favorecendo as pancadas de chuva a qualquer hora do dia, especialmente na faixa oeste de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, por causa de uma frente fria que está no Sudeste e a formação de uma região de baixa pressão.

A chuva é volumosa, com acumulados de até 60mm, enquanto que em Goiás a chuva acontece de maneira mais pontual e mesmo assim com trovoadas. Calor na metade mais ao norte da região.

Nordeste

As nuvens mais carregadas ainda provocam chuva expressiva entre o norte do Maranhão e o Ceará, por causa da atuação da Zona de Convergência Intertropical.

No oeste da Bahia e no sul do Piauí e do Maranhão, a chuva também será mais significativa e ocorre a qualquer hora do dia.

Na faixa que vai do sul da Bahia até o Rio Grande do Norte o sol aparece mais vezes ao longo do dia e a chuva é muito rápida e isolada, garantindo as temperaturas elevadas na parte da tarde.

Norte

As pancadas de chuva continuam em todos os estados da região, mas os maiores volumes se concentram áreas do Pará e Amapá.

Nas demais áreas, a chuva será pontual e com volumes menos expressivos. Em Roraima, aos poucos a chuva vai voltando, mas o predomínio ainda será de sol.

Por Canal Rural – com informações da Agência Safras, Agência Brasil, Agrifatto, Scot Consultoria e Somar Meteorologia

Fonte : Canal Rural

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *