ABERTURA DE MERCADO – Soja: preços no Brasil fecham em alta puxados por Chicago e dólar

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grãos de soja sobre mão

Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a terça-feira, dia 7, com preços predominantemente mais altos. Pesaram positivamente a boa alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago e o avanço do dólar no final do dia – de quase 1%. O número de negócios, entretanto, voltou a ser pouco relevante, com os produtores ainda esperando cotações mais atrativas para comercializar a oleaginosa.

Chicago

Com preços mais altos, o mercado buscou suporte na piora nas condições das lavouras norte-americana. Os números, divulgados na segunda, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), ficaram abaixo das expectativas dos analistas.

Também pesou positivamente uma venda por parte de exportadores privados norte-americanos. Segundo o USDA, até 5 de agosto, 67% estavam entre boas e excelentes condições, 23% em situação regular e 10% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, os números eram de 70%, 22% e 8%, respectivamente.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 145 mil toneladas de soja para destinos não revelados. O produto será entregue na temporada 2018/2019.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

      • Passo Fundo (RS): R$ 82
      • Cascavel (PR): R$ 82,50
      • Rondonópolis (MT): R$ 74,50
      • Dourados (MS): R$ 78
      • Porto de Paranaguá (PR): R$ 88,50
      • Porto de Rio Grande (RS): R$ 88
      • Porto de Santos (SP): R$ 87
      • Porto de São Francisco do Sul (SC): R$ 87

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – BUSHEL

      • Agosto/2018: US$ 8,89 (+12 cents)
      • Novembro/2018: US$ 9,05 (+12,25 cents)

DÓLAR E IBOVESPA

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,93%, cotado a R$ 3,765 para a compra e a R$ 3,767 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,704 e a máxima de R$ 3,772.

A moeda reagiu a boatos que prevaleceram no mercado ao longo da tarde desta quarta, apontando para um desempenho mais fraco do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, na pesquisa de intenção de votos da CNT/MDA no estado de São Paulo.

Diante disso, o real fechou descolado em dia de bom humor externo, o que fez as principais moedas globais e de países emergentes se apreciarem frente ao dólar. “Esse movimento rápido, que inverteu o sinal do Ibovespa e das taxas futuras de juros, foi totalmente interno e descolado das outras moedas”, avaliou a economista da Capital Markets, Camila Abdelmalack.

O Ibovespa encerrou a terça com queda de 0,87%, aos 80.346,53 pontos. O volume negociado foi de R$ 11,981 bilhões.


MILHO

O mercado brasileiro de milho manteve preços firmes nesta terça-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o produtor segue retendo a oferta, dando preferência à comercialização da soja, o que dificulta a formação de estoques para os consumidores. Enquanto isso, a quebra de safra na União Europeia segue mexendo com os prêmios nos portos.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fechou com preços mais baixos para o milho. O cereal chegou a operar com ganhos mais cedo, mas reverteu para o território negativo, com realização de lucros.

O indicativo de um possível aumento na produção de milho dos Estados Unidos na safra 2018/2019, também contribuiu para as perdas. A previsão de analistas e traders consultados por agências internacionais é que a safra dos Estados Unidos em 2018/2019 possa atingir 14,417 bilhões de bushels, acima dos 14,23 bilhões de bushels indicados em julho.

A expectativa é de que os estoques finais norte-americanos na safra 2018/2019 possam atingir 1,63 bilhão de bushels, superando os 1,552 bilhão de bushels indicados no mês passado.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

      • Rio Grande do Sul: R$ 42
      • Paraná: R$ 37
      • Campinas (SP): R$ 44
      • Mato Grosso: R$ 26
      • Porto de Santos (SP): R$ 42
      • Porto de Paranaguá (PR): R$ 41,50
      • São Francisco do Sul (SC): R$ 41,50

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – BUSHEL

      • Agosto/2018: US$ 3,70 (-0,25 cent)
      • Novembro/2018: US$ 3,84 (-0,75 cent)

CAFÉ

O mercado brasileiro de café teve uma terça-feira de maior movimentação e com preços estáveis. Cooperativas reportaram uma demanda mais aquecida para cafés mais finos. Os negócios registrados foram regionalizados. Enquanto isso, a maior parte dos produtores reteve a oferta, com os olhos voltados para as oscilações do referencial nova-iorquino e do dólar.

Nova York

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) encerrou as operações da terça-feira para o café arábica com preços levemente mais altos.

O mercado estendeu os ganhos das últimas três sessões, puxado por fatores técnicos depois de ter tocado na quinta-feira nos níveis mais baixos em quase cinco anos diante de produções recorde nas principais origens, Brasil  e Vietnã. Os investidores tentam puxar as cotações além do nível psicológico dos 110 centavos de dólar por libra-peso, o que tem sido dificultado devido ao avanço da colheita de uma safra recorde no Brasil.

Londres

A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da terça-feira com preços mais baixos. A ICE Futures Europe para o café robusta operou com preços em baixa. O mercado opera descolado da Bolsa de Nova York, que teve ganhos. A produção recorde nas principais origens do café robusta, Brasil e Vietnã, voltou a pressionar as cotações.
Os contratos com entrega em novembro/2018 operam a US$ 1.647 por tonelada, com perda de US$ 5, o equivalente a 0,3% na comparação com o fechamento anterior.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

      • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 420 a R$ 425
      • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 425 a R$ 435
      • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 370 a R$ 380
      • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 317 a R$ 320

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – LIBRA-PESO

      • Setembro/2018: US$ 109,05 (+0,30 cent)
      • Dezembro/2018: US$ 112,20 ( +0,20 cent)

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA INTERNACIONAL DE FINANÇAS E FUTUROS DE LONDRES (LIFFE) – TONELADA

        • Setembro/2018: 1.668 (-US$ 14)
        • Novembro/2018: 1.648 (-US$ 4)

BOI

O mercado de boi gordo segue firme, com poucas variações. Segundo a Scot Consultoria, nesta terça-feira em apenas duas praças pecuárias a cotação da arroba do boi gordo subiu. Já os preços da carne bovina sem osso subiram no mercado atacadista. Na média de todos os cortes pesquisados pela Scot, a valorização foi de 0,6% nos últimos sete dias.

A alta foi puxada principalmente pelos cortes de dianteiro que subiram 1,9% no período. Já os cortes do traseiro, que de maneira geral apresentam maior valor agregado, subiram 0,2%. Em um ano a valorização acumulada é de 6,3%.

No Paraná, nos últimos sete dias a cotação da arroba do boi subiu 0,7%, aumento de R$ 1 no preço a prazo, segundo a consultoria. Apesar da lentidão do escoamento da carne nos últimos dias, as expectativas são positivas, uma vez que, em função do Dia dos Pais e da temporada de pagamento de salários, o consumo deverá melhorar.

As programações de abate não estão longas, porém, têm sido suficientes para atender a demanda. Em São Paulo, as escalas giram de três a quatro dias e frigoríficos com escalas maiores estão fora das compras.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

      • Araçatuba (SP): R$ 143
      • Triângulo Mineiro (MG): R$ 138
      • Goiânia (GO): R$ 132
      • Dourados (MS): R$ 135
      • Mato Grosso: R$ 123 a R$ 128
      • Marabá (PA): R$ 125
      • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 4,75 (kg)
      • Paraná (noroeste): R$ 143
      • Sul (TO): R$ 128

PREVISÃO DO TEMPO PARA QUARTA-FEIRA, DIA 8

Sul

Uma frente fria se forma e passa rapidamente pelo Sul do Brasil, mudando o tempo novamente em todos os estados da região. Até o fim do dia, há risco para temporais, principalmente na região sul e noroeste do Rio Grande do Sul e no oeste de Santa Catarina e do Paraná. Nessas áreas há potencial para trovoadas, volumes elevados e eventual queda de granizo.

Nas demais regiões do Rio Grande do Sul, a chuva não vem com volumes tão elevados, mas há risco para ventanias, com rajadas que podem passar os 60 km/h. As temperaturas diminuem novamente.

Sudeste

As instabilidades mantêm as nuvens carregadas espalhadas pelo Sudeste do Brasil e há previsão para pancadas de chuva em grande parte dos estados. No entanto, o risco para temporais, com volumes elevados e até granizo fica restrito ao oeste de São Paulo, devido à uma frente fria que está se aproximando do Sudeste.

As temperaturas até conseguem subir um pouco mais, por causa de alguns períodos de sol ao longo do dia. Mas não chega a fazer calor. Apenas no extremo norte e sul mineiro e na região de Registro (São Paulo) até o Rio de Janeiro é que não chove. As temperaturas seguem elevadas mais na metade norte de Minas Gerais.

Centro-Oeste

Uma frente fria no Sul do Brasil vai avançar bem rapidamente em direção ao Sudeste. Em decorrência disso, a chuva ganha intensidade novamente e se espalha pelo Centro-Oeste. Em Mato Grosso do Sul, há risco para temporais no centro-sul do estado.

A chuva se espalha nas áreas ao sul de Mato Grosso e parte da metade sul do estado de Goiás. Há previsão para a volta da chuva em Goiânia e Brasília, onde faz mais de dois meses que não chove.

Nas demais áreas, o tempo firme predomina e faz calor, especialmente no norte de Mato Grosso.

Nordeste

A condição ainda é de tempo firme na maior parte do interior da região. Porém, desta vez, a chuva avança um pouco mais nos estados do Ceará, Piauí e Maranhão. Já no litoral leste a chuva atinge a costa com intensidade fraca e de forma intermitente ao longo do dia.

Norte

As pancadas de chuva retornam para todo o estado do Acre e Rondônia, além da metade norte da região. Os acumulados não são elevados, mas aliviam um pouco as temperaturas.

No Tocantins será mais um dia de tempo seco e quente.

Por Canal Rural, com informações da Agência Safras e da Somar Meteorologia

Fonte :Canal Rural