ABERTURA DE MERCADO – Soja: preço ultrapassa US$ 9 em Chicago com negociações entre China e EUA

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

Foto: Pixabay

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira, dia 16, com boa alta. Informações de que China e Estados Unidos vão retornar à mesa de negociação para tratar da disputa comercial impulsionaram as cotações. Por conta disso, o contrato para entrega em janeiro de 2019 ultrapassou a casa dos US$ 9 por bushel.

As próximas negociações comerciais entre Estados Unidos e China estão agendadas para 22 e 23 de agosto.  O encontro é o primeiro  em dois meses, e visa reduzir a distância entre as partes, enquanto Washington se prepara para impor tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses.

Notícias de demanda aquecida pela soja americana completaram o quadro positivo. Uma venda de 154,4 mil toneladas para o México foi anunciada pela manhã.

Além disso, uma embarcação transportando soja norte-americana estava atracada no porto de Dalian, na China, depois de ficar de fora da costa desde 24 de julho, de acordo com dados de transporte marítimo do Thomson Reuters Eikon nesta quinta-feira, dia 16.

Brasil

O mercado brasileiro de soja teve uma quinta-feira de preços predominantemente mais altos e de melhor fluxo de negócios. A alta da soja em Chicago e o dólar firme garantiram sustentação às cotações e uma movimentação mais interessante de negócios. Entretanto, em algumas praças as cotações recuaram devido à baixa dos prêmios de exportação.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

          • Passo Fundo (RS): R$ 85
          • Cascavel (PR): R$ 85
          • Rondonópolis (MT): R$ 78
          • Dourados (MS): R$ 80,50
          • Porto de Paranaguá (PR): R$ 91
          • Porto de Rio Grande (RS): R$ 91
          • Porto de Santos (SP): R$ 89
          • Porto de São Francisco do Sul (SC): R$ 89

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – BUSHEL

            • Setembro/2018: US$ 8,85 (+28,00 cents)
            • Novembro/2018: US$ 8,97 (+28,00 cents)

MILHO

O mercado brasileiro de milho teve uma quinta-feira de poucas mudanças nas cotações. Entretanto, segue a firmeza nos preços. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, a oferta
segue ajustada à procura, garantindo sustentação às cotações.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais altos. Mais cedo, o mercado chegou a registrar perdas, pressionado pela expectativa de ampla oferta nos Estados Unidos e dólar mais forte frente a outras moedas. Porém, reverteu para o território positivo e foi sustentado pelo anúncio de retomada nas negociações entre Estados Unidos e China.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

  • Rio Grande do Sul: R$ 43
  • Paraná: R$ 38
  • Campinas (SP): R$ 43,50
  • Mato Grosso: R$ 29
  • Porto de Santos (SP): R$ 43
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 42
  • São Francisco do Sul (SC): R$ 42

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – BUSHEL

      • Setembro/2018: US$ 3,65 (+4,00 cent)
      • Novembro/2018: US$ 3,79 (+4,00 cent)

CAFÉ

O mercado brasileiro de café teve um dia de preços estáveis, apesar de novas perdas para o arábica na Bolsa de Nova York. Dentro do possível, os produtores que não tem tanta necessidade de
caixa estão retraídos neste momento, evitando as negociações. O ritmo foi moroso com o cenário externo de baixas.

Nova York

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços mais baixos. Foi a sétima sessão seguida de baixa para o café em NY.
O café esboçou um movimento de recuperação técnica, seguindo o dia mais positivo para os mercados. Entretanto, não conseguiu manter os ganhos e voltou ao terreno negativo. Os fundamentos baixistas mantêm o mercado sob pressão.
A colheita de uma safra brasileira recorde e o superávit na oferta global, com outros países também vindo com boas safras futuras, segue determinando perdas para o arábica em NY, que vai atingindo as mínimas para os contratos vigentes.

Londres

A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da quinta-feira com preços levemente mais altos. O dia foi mais positivo nos mercados, com o dólar se enfraquecendo contra outras moedas e com o petróleo avançando. Assim, houve compras associadas à recuperação técnica após recentes baixas. Entretanto, o mercado perdeu fôlego e fechou apenas com leve alta nas posições mais negociadas.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

          • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 420 a R$ 425
          • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 425 a R$ 430
          • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 365 a R$ 375
          • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 315 a R$ 320

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – LIBRA-PESO

          • Setembro/2018: US$ 101,70(-20,70 cent)
          • Dezembro/2018: US$ 105,35(-0,65 cent)

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA INTERNACIONAL DE FINANÇAS E FUTUROS DE LONDRES (LIFFE) – TONELADA

            • Setembro/2018: 1.668 (+US$ 25)
            • Novembro/2018: 1.596 (+US$ 4)

BOI

A entrada da segunda quinzena do mês, período em que sazonalmente há queda no consumo, permite que frigoríficos trabalharem com estoques mais enxutos. Entretanto, apesar da menor demanda, a oferta curta é que está ditando o ritmo das cotações no mercado do boi gordo.

No fechamento desta quinta-feira, houve alta em oito praças para o boi gordo e em doze para a vaca gorda, o que ilustra o cenário de firmeza nas cotações. O maior número de altas para a vaca gorda é reflexo da escassez de oferta desta categoria.

O destaque foi em Mato Grosso do Sul, onde a arroba do boi gordo teve alta nas três praças em função da oferta restrita de boiadas. Aliás, pagamentos acima desta referência já são observados.

No mercado atacadista de carne bovina com osso, após a queda registrada no início da semana, o cenário atual é de estabilidade. A carcaça de bovinos castrados está cotada em R$ 9,39 o quilo.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

          • Araçatuba (SP): R$ 144
          • Triângulo Mineiro (MG): R$ 138
          • Goiânia (GO): R$ 133
          • Dourados (MS): R$ 137
          • Mato Grosso: R$ 126 a R$ 129
          • Marabá (PA): R$ 125
          • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 4,65 (kg)
          • Paraná (noroeste): R$ 145
          • Sul (TO): R$ 130,50

DÓLAR E IBOVESPA

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,12%, cotado a R$ 3,904 para a compra e a R$ 3,906 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,869 e a máxima de R$ 3,927. Sem alterar sua política cambial, o Banco Central seguiu com a oferta de swapscambiais tradicionais, sem efetuar nenhum leilão extraordinário de venda futura do dólar.

A moeda operou volátil, sem direção definida, após rumores envolvendo o nome do candidato à Presidência, Geraldo Alckmin (PSDB), tomar conta do mercado e levar o dólar a buscar os R$ 3,93 depois de operar majoritariamente em queda na primeira parte do pregão. Diante disso, às 15h05 (de Brasília), a divisa estrangeira operava praticamente estável (-0,05%), a R$ 3,8990
O rumor foi de que o Ministério Público de São Paulo pode denunciar Alckmin – ex-governador do Estado – por improbidade administrativa antes das eleições. “Deu uma estressada boa, em questão de minutos, porque é o candidato do mercado. Qualquer notícia que abale a campanha dele, terá o efeito de estresse. Vai mexer com todos os mercados”, comenta o diretor da Meta Asset, Alexandre Hortsmann.
Por volta das 12h50, o dólar se descolou das demais moedas de países emergentes e chegou à máxima do dia de R$ 3,927 (+0,66%) refletindo o mau humor com as notícias sobre Alckmin.
Passado os efeitos do estresse “pontual”, ele diz que o mercado voltou a ser precificado seguindo o exterior, onde o ambiente continua “tranquilo” após a notícia de que representantes dos governos dos Estados Unidos e da China deverão voltar a conversar sobre a guerra tarifária entre os dois países. No horário acima, o Dollar Index operava próximo à estabilidade (+0,02%), acima dos 96,700 mil pontos.

O índice Ibovespa encerrou o dia em baixa de 0,34%, com 76.818 pontos, e o volume negociado foi de R$ 9.267 milhões. Os papéis da Vale registraram baixa de 1,37%, assim como os da Petrobras, com queda de 0,58% e do Itau, com menos 0,14%.


PREVISÃO DO TEMPO PARA QUINTA-FEIRA, DIA 16

Sul

O frio da madrugada aumenta, e na serra catarinense já tem condição para formação de novas geadas ao amanhecer. Trata-se do fortalecimento de uma região de alta pressão atmosférica na região, que também garante tempo firme e ensolarado em praticamente todo o Sul do país ao longo do dia.

A exceção vai para o leste do Paraná e litoral norte de Santa Catarina, que tem umidade e condição para chuva fraca e isolada, inclusive em Curitiba. Nessas localidades, há áreas de instabilidade formadas por ventos úmidos que sopram do mar contra a costa.

Já no leste do Rio Grande do Sul, há condição para ventos moderados a fortes no decorrer do dia.

Sudeste

Ventos que sopram do mar contra a costa, a partir de um centro de alta pressão atmosférica no oceano, ajudam a organizar nuvens e chuvas fracas no Vale do Ribeira, litoral, Vale do Paraíba e região metropolitana de São Paulo. Além da chuva, a sensação térmica é de frio com os ventos que sopram de sul.

Ao mesmo tempo, por causa de ventos no alto da troposfera, há formação de pancadas de chuva isoladas no nordeste paulista, maior parte de Minas Gerais, Rio de Janeiro e também no Espírito Santo.

Em outras áreas da região Sudeste, não tem previsão de chuva, embora haja nuvens ao longo do dia.

Centro-Oeste

Tempo firme e apenas com algumas nuvens em Mato Grosso do Sul, sul e centro de Mato Grosso e sul de Goiás. A umidade relativa do ar volta a cair drasticamente nesses locais no período da tarde.

Por outro lado, a chuva ainda acontece em forma de pancadas na maior parte de Goiás, Distrito Federal, leste e norte de Mato Grosso, com baixos acumulados, mas com algumas trovoadas. O calorão dos últimos dias é amenizado.

Nordeste

A condição para chuva diminui no Nordeste, em relação aos últimos dias. As poucas precipitações acontecem no litoral desde o Rio Grande do Norte até o sul da Bahia e também no extremo noroeste maranhense. Assim, o ar seco ganha força na região.

O dia segue ensolarado e com temperaturas altas especialmente no centro e sul do Piauí. Em grande parte do Sertão, a umidade relativa do ar continua abaixo dos níveis críticos.

Norte

As condições de tempo praticamente não se alteram no Norte. Tem previsão de chuva em quase todos os estados da região, com exceção do sul de Rondônia e do extremo sul do Tocantins, que seguem com tempo seco, aberto e quente.

As outras áreas têm formação de nuvens carregadas e eventual chuva isolada. Chove forte no norte de Roraima.

Por Canal Rural, com informações da Agência Safras, Somar e Agência Brasil

Fonte : Canal Rural

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