ABERTURA DE MERCADO – Soja despenca mais de 2,5% nos principais contratos da Bolsa de Chicago

Confira as notícias mais importantes sobre mercado agropecuário, câmbio e previsão do tempo para começar o dia bem informado

grãos de soja

Fonte: Pixabay

Com a intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China, as cotações do mercado futuro de soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) tiveram uma forte queda nesta quarta-feira, dia 11. Os contratos do grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 2,65%, atingindo US$ 8,33 por bushel. A posição novembro foi cotada a US$ 8,48 1/4 por bushel, queda de 2,66%.  
O governo da China prometeu impor novas barreiras à importação de produtos dos EUA, em retaliação ao anúncio feito pela Casa Branca nesta terça, dia 10,  de que a administração Trump se prepara para aplicar tarifas de 10% a um pacote de até US$ 200 bilhões em bens chineses.
“A China está chocada pelas ações dos Estados Unidos. A fim de salvaguardar os interesses centrais do país e os interesses fundamentais do povo, o governo chinês terá, como sempre, que adotar as contramedidas necessárias”, diz o Ministério do Comércio da China, em comunicado.

Mercado interno

Em meio à forte queda de Chicago e aos ganhos acentuados do dólar nesta quarta, o mercado brasileiro de soja teve um dia de poucos negócios.

As cotações apresentaram pequenas alterações e houve registro de 5 mil toneladas negociadas em Mato Grosso e 10 mil em Minas Gerais.

 

Soja no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Passo Fundo (RS): 80,00

  • Cascavel (PR): 82,00

  • Rondonópolis (MT): 75,00

  • Dourados (MS): 75,00

  • Porto de Paranaguá (PR): 88,00

  • Porto de Rio Grande (RS): 87,00

  • Porto de Santos (SP): 87,00

  • Porto de São Francisco do Sul (SC): 86,00

Soja na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Setembro/2018: 8,33 (-22,75 cents)

  • Novembro/2018: 8,48 (-23,25 cents)

Milho

As cotações do milho nos contratos da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em nível acentuadamente mais baixo nesta quarta-feira. O mercado aguarda os possíveis desdobramentos do aumento da tensão comercial entre Estados Unidos e China. Na terça, dia 10, Washington anunciou que vai tarifar US$ 200 bilhões de bens chineses em 10% e Pequim já divulgou que fará retaliações às importações de produtos norte-americanos.
Os investidores também estiveram em compasso de espera também para o relatório de oferta e demanda de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que será divulgado nesta quinta, dia 12.
A previsão de analistas e traders consultados por agências internacionais é que a safra dos EUA em 2018/2019 possa atingir 14,331 bilhões de bushels, acima dos 14,04 bilhões de bushels indicados em junho. Na temporada 2017/2018, a safra do país atingiu 14,604 bilhões de bushels.

 

 

Milho no mercado físico – R$/saca de 60 kg

  • Rio Grande do Sul: 40,00

  • Paraná: 35,00

  • Campinas (SP): 38,50

  • Mato Grosso: 23,00

  • Porto de Santos (SP): 37,50

  • Porto de Paranaguá (PR): 38,00

  • São Francisco do Sul (SC): 38,00

Milho na Bolsa de Chicago (CBOT) – US$ por bushel

  • Setembro/2018: 3,40 (-7,75 cents)

  • Dezembro/2018: 3,53 (-7,5 cents)

Café

O mercado brasileiro de café teve uma quarta-feira de preços estáveis. A forte desvalorização do arábica na Bolsa de Nova York e do robusta em Londres travou o mercado nacional. Entretanto, as cotações seguiram inalteradas, porque a forte alta do dólar compensou as perdas externas.
Nova York
A forte alta do dólar contra o real e outras moedas, assim como as perdas gerais nas commodities diante de novos episódios da guerra comercial entre Estados Unidos e China, pressionaram duramente o café. As operações da Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerraram o último pregão com preços acentuadamente mais baixos, com perdas acima de 2% nas principais posições.
Londres
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta seguiu Nova York e encerrou as operações da quarta-feira também com preços mais baixos. Além do embate entre China e EUA, também pesou a subida do dólar, pressionando os produtos agrícolas nas bolsas de futuros.

Café no mercado físico – R$ por saca de 60 kg

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: 440,00 – 445,00

  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: 445,00 – 455,00

  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: 390,00 – 395,00

  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): 335,00 – 340,00

  • Café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) – em cents por libra-peso

    • Setembro/2018: 112,05 (-2,75 cents)

    • Dezembro/2018: 115,6 (-2,7 cents)

    Café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) – em US$ por tonelada

    • Setembro/2018: 1.672 (-US$ 33)

    • Novembro/2018: 1.662 (-US$ 30)

    Boi

    A oferta curta de animais é que está ditando o ritmo do mercado neste momento, segundo a Scot Consultoria. As boiadas saídas de confinamento não aumentam e as de pasto, diminuem.
    Em São Paulo, desde o início do mês a cotação da arroba do boi gordo subiu 1,4% e as escalas de abate atendem, em média, de quatro a cinco dias, havendo algumas indústrias com escalas de apenas dois dias. Estas tendem a pagar mais, especialmente agora que o mercado de carne tomou novo fôlego.
    Outro destaque fica com o Paraná, onde a combinação entre estiagem e frio tem acelerado o processo de redução da qualidade das pastagens tropicais. Está cada vez mais difícil engordar os animais. A cotação da arroba subiu 2,1% em julho e as ofertas de compras acima da referência são comuns.

    Boi gordo no mercado físico – R$ por arroba à vista

    • Araçatuba (SP): 141,00

    • Triângulo Mineiro (MG): 136,00

    • Goiânia (GO): 130,00

    • Dourados (MS): 130,00

    • Mato Grosso: 123,00 – 128,00

    • Marabá (PA): 123,00

    • Rio Grande do Sul (oeste): 4,95 (kg)

    • Paraná (noroeste): 143,00

    • Sul (TO) 126,00

    Dólar e Ibovespa

     

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 2,13%, cotado a R$ 3,877 para a compra e a R$ 3,879 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,816 e a máxima de R$ 3,887.
O Ibovespa encerrou o dia com baixa de 0,62%, aos 74.398,55 pontos. O volume negociado foi de R$ 9,919 bilhões.

Previsão do tempo

Sul

As instabilidades perdem cada vez mais força com o avanço de uma massa de ar seco, e o tempo firme predomina em toda a região. O dia será de céu claro e ensolarado.
No entanto, o frio aumenta nas primeiras horas do dia, especialmente em áreas mais altas, com risco de geadas. Também há risco para formação de nevoeiros em todo a faixa leste da região, incluindo as três capitais. Nessas áreas, a visibilidade do aeroporto pode ficar baixa.

Sudeste

A frente fria se afasta cada vez mais da costa do Sudeste e, com as instabilidades perdendo força sobre o Sudeste, as pancadas de chuva persistem somente entre o leste de Minas Gerais, norte do Rio de Janeiro e todo Espírito Santo.
Nas demais áreas da região, o tempo segue seco e desta vez, devido às baixas temperaturas, o risco fica por conta da formação de nevoeiros em toda a faixa leste de São Paulo e sul do Rio de Janeiro, incluindo os principais aeroportos, que podem ter baixa visibilidade.
Com queda de temperatura bastante acentuada nas áreas de serra entre São Paulo e Minas Gerais, há risco para formação de geada. O mar segue agitado na costa paulista, com alerta de ressaca em São Sebastião (SP).

Centro-Oeste

O tempo continua seco em todo o Centro-Oeste devido a uma área de alta pressão atmosférica, que acaba inibindo a formação de nuvens carregadas, mantendo o dia de céu claro e predomínio de sol.
A sensação de frio persiste nas áreas da metade sul de Mato Grosso do Sul, especialmente durante as primeiras horas do dia.

Nordeste

A chuva segue forte no litoral norte da região, com pancadas frequentes e volume significativo. Já em pontos do interior da Bahia, sul do Maranhão e Piauí, incluindo extremo oeste de Pernambuco, a massa de ar seco ainda predomina.
No sul da Bahia, a chuva retorna devido ao avanço de uma frente fria. Os acumulados podem ser um pouco mais expressivos. O calor e o tempo abafado predominam, mesmo nas áreas com chuva.

Norte

A massa de ar seco começa a perder força sobre a região. A chuva acontece em áreas do sul do Amazonas, sul do Pará e extremo norte do Tocantins. No entanto, a massa de ar seco ainda predomina na maior parte do Tocantins, por todo o estado de Rondônia e Acre. As temperaturas da manhã seguem em elevação.

Por Canal Rural, com informações da Agência Safras e Somar Meteorologia

Fonte : Canal Rural