ABERTURA DE MERCADO – Soja: China e EUA se reaproximam e vendas nos portos do Brasil esfriam

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

sojaFoto: Iagro

agrisoja

As negociações de soja nos portos brasileiros esfriam à medida em que compradores aguardam por maiores informações sobre o retorno da demanda chinesa pelo produto norte-americano, diz a consultoria Agrifatto.

Entre os fechamentos de terça e quarta-feira, a cotação da saca de 60 quilos comercializada em Santos caiu R$ 0,50.

No geral, os preços domésticos pouco se alteraram, aponta a Safras & Mercado. A soja teve um dia de negócios escassos, com registro de 10 mil toneladas trocando de mãos em Goiás.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Passo Fundo (RS): R$ 74
  • Cascavel (PR): R$ 72,50
  • Rondonópolis (MT): R$ 67
  • Dourados (MS): R$ 69,50
  • Santos (SP): R$ 77
  • Paranaguá (PR): R$ 77,50
  • Rio Grande (RS): R$ 77,50
  • São Francisco (SC): R$ 78

Os contratos da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a quarta-feira, dia 27, com preços praticamente estáveis para o grão, em alta para o farelo e em baixa para o óleo.

O mercado chegou a subir mais cedo, esboçando uma recuperação frente às perdas de terça, alicerçado pela forte alta de mais de 3% no preço do petróleo. Porém, os investidores passaram a analisar a declaração de autoridades norte-americanas sobre as negociações entre os Estados Unidos e a China.

O secretário de agricultura dos EUA, Sonny Perdue disse, na última sexta-feira, via Twitter, que a China se comprometeu em comprar um volume adicional de 10 milhões de toneladas da oleaginosa estadunidense. Outro oficial, por outro lado, disse que, apesar de grande progresso ter sido feito, a promessa de compra não era suficiente para resolver a questão.

Conforme analistas consultados, o mercado não sabe como reagir, ainda à espera de um acordo entre os dois países, porém recebendo, quase diariamente, declarações conflitantes. “O mercado está praticamente as ignorando”, disse Joe Davis, diretor de vendas de commodities da Future International, de Chicago.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 1,90 ou 0,61%, sendo negociada a US$ 309,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 30,12 centavos de dólar, com perda de 0,28 centavo ou 0,92%.

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Maio/2019: US$ 9,16 (-0,25 cents)
  • Julho/2019: US$ 9,30 (estável)

Milho

O mercado brasileiro manteve preços firmes, seguindo com suporte de uma oferta restrita. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o fluxo de negócios para a exportação do grão ainda chama a atenção no primeiro trimestre.

“Ainda há relatos de compradores ativos nos portos de Paranaguá e Imbituba. Em alguns estados ainda é observada dificuldade de abastecimento, com consumidores buscando volumes para atender sua necessidade no decorrer do feriado prolongado”, comenta.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Rio Grande do Sul: R$ 38
  • Paraná: R$ 37
  • Campinas (SP): R$ 44
  • Mato Grosso: R$ 28
  • Porto de Santos (SP): R$ 37
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 36
  • Porto de São Francisco (SC): R$ 36

A Bolsa de Chicago para o milho fechou com preços mais baixos. O mercado não consolidou a recuperação esboçada no início do dia e voltou a ser pressionado pela fraqueza do vizinho, trigo.

Os investidores seguem em compasso de espera por novidades sobre as negociações entre os Estados Unidos e a China. A posição maio atingiu a mínima desde 21 de setembro de 2018.

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Maio/2019: US$ 3,73 (-2,25 cents)
  • Julho/2019: US$ 3,82 (-2,25 cents)

Café

O mercado brasileiro teve uma quarta-feira de preços mais altos. Após o tombo do dia anterior, houve reação nas cotações seguindo a boa alta do arábica em NY. Porém, negociações seguiram discretas, com maior oferta somente de cafés de qualidade mais baixa.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 395 a R$ 400
  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 400 a R$ 405
  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 340 a R$ 345
  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 300 a R$ 305

Na Bolsa de Nova York, o café arábica fechou com alta. As cotações subiram depois do tombo da sessão anterior. Segundo o consultor de Safras & Mercado Gil Barabach, o mercado ficou claramente sobrevendido após as perdas da terça-feira. Assim, houve um natural movimento de correção técnica, com cobertura de posições vendidas, nesta quarta-feira.

A queda do dólar contra o real e a valorização do petróleo deram força à recuperação técnica. Os fundamentos seguem baixistas, mas o mercado caiu demais, além da importante linha de US$ 1 a libra-peso. Mesmo com uma boa alta, NY seguiu abaixo deste patamar no fechamento.

A BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – POR LIBRA-PESO

  • Março/2019: US¢ 98,95 (-2,15 cents)
  • Maio/2019: US¢ 101,70 (-2,10 cents)

Na Bolsa de Londres, o robusta encerrou as operações da quarta-feira com preços mais altos. Segundo traders, as cotações subiram após as perdas do dia anterior com recuperação técnica.

Londres seguiu a reação demonstrada pelo arábica na Bolsa de Nova York. A subida do petróleo também impulsionou os ganhos registrados para o robusta.

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA DE LONDRES (LIFFE) – POR TONELADA

    • Março/2019: US$ 1.548 (+US$ 10)
    • Maio/2019: US$ 1.552 (+US$ 7)

Boi gordo

Já faz algum tempo que o comportamento do mercado é de preços travados, com oferta restrita e dificuldade de escoamento. Porém, de acordo com a Scot Consultoria, não está fácil para os frigoríficos preencherem as programações de abate.

Mesmo com o consumo ainda deixando a desejar e com a expectativa de melhora de demanda nas próximas semanas, há pouco espaço para que as indústrias ofertem preços abaixo da referência.

Esse é o cenário da praça de São Paulo, por exemplo, onde a cotação do boi gordo subiu 0,7% e está em R$ 153,50 por arroba, a prazo, livre de Funrural. No estado, há indústrias com escalas de abate para atender apenas dois dias, o que evidencia a dificuldade em adquirir a matéria-prima.

Segundo a Scot, apesar da estabilidade na maioria das regiões, não há nenhum movimento de queda de preço com intensidade que tenha sido registrado hoje ou nos últimos dez dias.

“Caso o mercado siga dentro da normalidade, não deve haver pressão de baixa nas cotações, que podem ganhar força no curto prazo com o Carnaval e o início do próximo mês”, dizem analistas.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

  • Araçatuba (SP): R$ 151,50
  • Triângulo Mineiro (MG): R$ 145
  • Goiânia (GO): R$ 142
  • Dourados (MS): R$ 139,50
  • Mato Grosso: R$ 133 a R$ 139
  • Marabá (PA): R$ 132
  • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 5 (kg)
  • Paraná (noroeste): R$ 150,50
  • Paragominas (PA): R$ 137
  • Tocantins (sul): R$ 135

Dólar e Ibovespa

O dólar fechou em baixa na B3,antiga BM&F Bovespa. A moeda norte-americana ficou em R$ 3,7295, com variação negativa de 0,4%.

O Ibovespa, indicador de desempenho das ações negociadas na B3, fechou o pregão com queda de 0,3%, totalizando 97.307 pontos.


Previsão do tempo para quinta-feira, dia 28

Sul

Dia de sol e poucas nuvens entre o Rio Grande do Sul e parte do Paraná, devido à atuação de uma região de alta pressão atmosférica que inibe a formação de instabilidades. Onde ainda há risco para pancadas de chuva é entre o litoral norte de Santa Catarina e Paraná e norte paranaense.

Na faixa leste do Paraná, incluindo a região metropolitana de Curitiba e litoral, a chuva será volumosa e acontece a qualquer hora do dia, mantendo um dia com tempo encoberto e potencial para rajadas de vento de 70 km/h entre Santa Catarina e Paraná.

Essa situação diminui as temperaturas da tarde devido ao excesso de nebulosidade. Enquanto nas demais áreas da região as temperaturas seguem em elevação.

Sudeste

A chuva não dá trégua no Sudeste, por conta de dois centros de baixa pressão e mais um corredor de umidade que atravessa o Brasil. A chuva acontece a qualquer hora do dia entre São Paulo, metade sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

O tempo fica muito fechado e há potencial para acumulados de chuva de 90 mm no Rio de Janeiro. Apenas no norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, a chuva segue pontual e com baixo volume. Assim, as temperaturas ficam elevadas.

Nas demais áreas, devido ao excesso de nebulosidade, as temperaturas cotinuam amenas na parte da tarde. As rajadas de vento no litoral de São Paulo podem chegar aos 70 km/h.

Centro-Oeste

Dia de chuva em todo o Centro-Oeste, devido às áreas de baixa pressão atmosférica e um corredor de umidade. As pancadas são mais fortes entre Goiás e Mato Grosso, com trovoadas e acumulados de chuva mais elevados.

Nas demais áreas, o sol aparece entre períodos de melhoria e garante um dia com temperaturas elevadas.

Nordeste

Quinta-feira de chuva em toda a região. Após um dia de períodos de sol e sensação de calor, as pancadas de chuva acontecem em todos os estados.

Entre Maranhão e Ceará, a chuva é persistente e acontece a qualquer hora do dia, devido ao sistema conhecido como ZCIT.

Norte

Dia de chuva em toda a região por conta da combinação de calor e umidade. A chuva segue mais expressiva entre Acre, Rondônia, sul do Amazonas e Pará, além do norte do Tocantins, com volumes de até 30 milímetros. As pancadas acontecem preferencialmente a partir da tarde.

Nas áreas do extremo norte do Brasil, as pancadas são pontuais e isoladas.

Por Canal Rural – com informações da Agência Safras, Agência Brasil, Agrifatto, Scot Consultoria e Somar Meteorologia

Fonte :Canal Rural

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