ABERTURA DE MERCADO – Soja: Chicago tem leve alta após rumor de novas compras chinesas

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

colheita de sojaFoto: Foto: Luiz Henrique Magnante/Embrapa

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a sexta-feira com preços em alta, mas bem abaixo das máximas do dia. O mercado tentou recuperar parte das perdas da semana, que ficaram em 0,87% na posição março. No melhor momento do dia, o mercado foi impulsionado pelo rumor de que a China teria prometido comprar mais 5 milhões de toneladas dos Estados Unidos, segundo fontes chinesas.

Ainda conforme traders e esmagadores, muitas empresas ligadas ao governo chinês estariam tentando liberar espaço para o armazenamento de novas aquisições.

Mas no final do dia, os agentes reduziram o ritmo de compras e tentaram posicionar suas carteiras frente ao final de semana.

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Março/2019: US$ 9,17 (+2,50 cents)
  • Maio/2019: US$ 9,31 (+2,25 cents)

O mercado brasileiro de soja teve um dia lento e de preços mistos. Chicago subiu bem ao longo do dia, mas reduziu os ganhos na parte final da sessão. O dólar operou perto da estabilidade.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Passo Fundo (RS): R$ 76
  • Cascavel (PR): R$ 71,50
  • Rondonópolis (MT): R$ 65,50
  • Dourados (MS): R$ 67
  • Santos (SP): R$ 76,50
  • Paranaguá (PR): R$ 76,50
  • Rio Grande (RS): R$ 76,50
  • São Francisco (SC): R$ 78

Milho

A Bolsa de Chicago para o milho fechou com preços mais altos. O mercado seguiu a vizinha soja e acompanhou os bons ganhos do petróleo, em meio aos rumores de que a China poderia comprar mais cinco milhões de toneladas da oleaginosa dos Estados Unidos. O mercado está otimista quanto a um acordo entre os dois países.

A elevação da projeção da safra argentina impediu uma alta mais significativa.

Na semana, a posição março acumulou queda de 0,53%, a segunda desvalorização semanal seguida.

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Março/2019: US$ 3,78 (+1,75 cent)
  • Maio/2019: US$ 3,87 (+1,75 cent)

Brasil

O mercado brasileiro de milho não apresentou grandes alterações nesta sexta. Os consumidores seguem encontrando dificuldade na aquisição de lotes mais significativos.

O foco dos produtores permanece na colheita e no escoamento da soja, com a comercialização de milho relegada ao segundo plano. A expectativa é de alguma alta das indicações no curto prazo.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Rio Grande do Sul: R$ 38,50
  • Paraná: R$ 36,50
  • Campinas (SP): R$ 42
  • Mato Grosso: R$ 25
  • Porto de Santos (SP): R$ 38
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 36,50
  • Porto de São Francisco (SC): R$ 36,50

Boi gordo

Com a virada de mês, os frigoríficos se movimentam para abastecer os estoques, prevendo a melhora pontual do escoamento da carne, que normalmente acontece no início de mês, diz a Scot Consultoria.

Diante disso, nas regiões onde a oferta de boiadas não é suficiente para atender a esse aumento da procura, pagamentos acima das referências começam a ser observados com maior frequência e, consequentemente, as cotações da arroba ganham força.

“Esse cenário foi observado na região Centro-Oeste, cujas cotações da arroba subiram em seis das nove praças pecuárias da região”, dizem analistas da consultoria.

O mercado atacadista de carne bovina também merece destaque. A carcaça de bovinos castrados fechou cotada em R$ 10,02 por quilo, uma alta expressiva de 4,3% frente ao levantamento de quinta-feira. “Essa alta foi suficiente para que a margem de comercialização das indústrias que não desossam voltasse a trabalhar acima da média histórica”, afirma.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

  • Araçatuba (SP): R$ 152
  • Triângulo Mineiro (MG): R$ 145
  • Goiânia (GO): R$ 139
  • Dourados (MS): R$ 140
  • Mato Grosso: R$ 133 a R$ 138
  • Marabá (PA): R$ 131
  • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 5,25 (kg)
  • Paraná (noroeste): R$ 149,50
  • Paragominas (PA): R$ 134
  • Tocantins (sul): R$ 133

Café

O mercado brasileiro de café teve uma sexta de poucos negócios e, em função disso, sem oscilação nos preços. A volatilidade de Nova York, que encerrou em forte baixa, afasta os negociadores e prejudica a movimentação.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 405 a R$ 410
  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 410 a R$ 415
  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 340 a R$ 345
  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 300 a R$ 305

Bolsa de Nova York

O arábica encerrou as operações com preços mais baixos. Após apresentar uma forte alta ontem, o mercado realizou lucros e devolveu boa parte dos ganhos.

Além do caráter técnico, a baixa da sexta também foi amparada pelo cenário fundamental. Apesar de alguma preocupação com o clima na área cafeeira no Brasil, o cenário é de ampla oferta mundial da commodity e pressão sobre as cotações.

Na semana, a posição março apresentou desvalorização de 2,91%.

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – POR LIBRA-PESO

  • Março/2019: US¢ 103,70 (-2,20 cents)
  • Maio/2019: US¢ 106,80 (-2,20 cents)

Bolsa de Londres

O robusta fechou com preços mistos. As primeiras posições recuaram e as demais registraram ganhos.

O dia foi de muita volatilidade, com os agentes procurando posicionar suas carteiras e realizando lucros.

Na semana, a posição março teve valorização de 0,85%.

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA DE LONDRES (LIFFE) – POR TONELADA

    • Março/2019: US$ 1.547 (-US$ 4)

Dólar

O dólar comercial fechou em alta de 0,10%, negociado a R$ 3,6630 para venda, reagindo aos dados de emprego dos Estados Unidos, o payroll, em dia marcado pela volta das atividades do Congresso Nacional, com a posse dos deputados e senadores eleitos e reeleitos.

Na segunda parte dos negócios, após exibir forte volatilidade, a moeda firmou alta enquanto o mercado doméstico aguarda a eleição dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.

O dólar fecha a semana em queda de 2,86%.


Previsão do tempo para segunda-feira, dia 4

Sul

A chuva começa a perder intensidade em toda a região. A frente fria se afasta e já não mais interfere nos atos acumulados.

Ainda há previsão de pancadas de chuva entre Santa Catarina e o Paraná, mas são mais isoladas e com baixos acumulados, intercalados com períodos de melhoria.

Entre Curitiba e o litoral do Paraná, o tempo ainda fica mais fechado, com pouca abertura do sol, e chuva fraca, mas a qualquer hora do dia. Além disso, a nebulosidade aumenta

No Rio Grande do Sul, o tempo fica mais aberto na metade sul do estado e a nebulosidade predomina no norte.

Sudeste

O potencial para chuva aumenta ainda mais em áreas do litoral de São Paulo e Rio de Janeiro e também na região do Vale, sul de Minas Gerais e Região Metropolitana de São Paulo.

A frente fria e as instabilidades em altos níveis atmosféricos favorecida pela alta temperatura do mar, mantém a chuva em áreas do litoral e leste paulista e carioca.

Além disso, as temperaturas caem consideravelmente e não deve passar dos 25°C em São Paulo.

A chuva retorna de forma mais abrangente em Minas Gerais e há condições para temporais nos arredores de Belo Horizonte.

No Espírito Santo, as pancadas são mais isoladas e com menores acumulados.

Centro-Oeste

O padrão de chuva continua em forma de pancadas rápidas e isoladas, mas com condição para temporais no final do dia. Dessa vez, predominantes entre o sul de Goiás, norte de Mato Grosso do Sul e sul do Mato Grosso.

A sensação de tempo abafado ainda predomina na região.

Nordeste

Os temporais perdem intensidade no oeste baiano e as condições são para pancadas de chuva mais isoladas e sem elevados acumulados. A chuva diminui também no Maranhão.

Norte

A chuva persiste sobre praticamente toda a região devido às instabilidades tropicais. No entanto, é em áreas do oeste do Amazonas e do Acre que os acumulados ficam ainda mais expressivos, podendo ultrapassar os 70 milímetros.

Por Canal Rural, com informações da Agência Safras e Somar Meteorologia

Fonte: Canal Rural

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