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ABERTURA DE MERCADO – Soja: Chicago tem ganhos moderados com indefinição de acordo entre China e EUA

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

sojaFoto: Ministério da Agricultura

Em Chicago, os contratos futuros da soja fecharam a quinta-feira com preços perto da estabilidade, em dia de muita volatilidade. Fatores técnicos dominaram as ações.

A indefinição sobre um possível acordo entre Estados Unidos e China na  área comercial e os prejuízos ao potencial produtivo da safra brasileira  seguem no centro das atenções do mercado.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 0,60  ou 0,19%, sendo negociada a US$ 312,30 por tonelada. No óleo, os contratos com  vencimento em março fecharam a 29,51 centavos de dólar, com alta de 0,13  centavo ou 0,44%.

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

Brasil

O mercado brasileiro de soja teve  mais um dia de poucos negócios e preços mistos. Com dólar e Chicago operando  “de lado”, os agentes se afastaram do mercado, tornando os negócios ainda
mais arrastados.

O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), estimou, em seu relatório mensal, que a produção da safra de soja em 2018/2019 pode chegar a 16,856  milhões de toneladas, contra 19,189 milhões de toneladas da safra anterior.

A área plantada com soja na safra 2018/2019 é projetada em 5,424 milhões  de hectares, levemente abaixo dos 5,446 milhões de hectares cultivados na safra 2017/18. A produtividade média foi estimada em 3.108 quilos por hectare, 12%  abaixo dos 3.523 quilos registrados na última safra.

A colheita da safra nova atinge 15%, já foi finalizado, com 70% das  lavouras em boas condições, 23% em condições médias e 7% ruins, divididas entre as fases de desenvolvimento vegetativo (4%), floração (21%),  frutificação (46%) e maturação (29%).

SOJA NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG


Milho

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços  mais baixos. O mercado manteve o tom negativo, repercutindo a força do dólar  frente a outras moedas correntes.

O mercado avaliou também a expectativa de um aumento na produção mundial de milho. Para 2018/2019, o Conselho Internacional de Grãos (CIG) elevou a safra do cereal de 1,073 para 1,076 bilhão de toneladas.

O foco dos investidores segue também nas tratativas de um avanço  comercial entre Estados Unidos e China. Uma próxima reunião entre os dois  países está prevista para os dias 30 e 31 deste mês, em território norte-americano.

Brasil

De uma maneira geral, a dinâmica do mercado brasileiro de milho pouco mudou ao longo da semana e os preços seguiram estáveis nesta quinta-feira. O fluxo de negócios ocorre de maneira
pontual, apenas para preencher necessidades mais urgentes.

Segundo o analista da Safras e Mercado Fernando Henrique Iglesias, o  encarecimento do  frete já é perceptível conforme avança o trabalho de campo no Centro-Sul do país.

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

MILHO NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG


Café

O mercado brasileiro de café teve  uma quinta-feira de preços firmes, de estáveis a mais altos. A boa alta de  Nova York deu sustentação para o mercado. Entretanto, a volatilidade da bolsa
e do câmbio trouxe cautela, especialmente para o vendedor, o que limitou o volume de negócios.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

Bolsa de Nova York

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica  encerrou as operações desta quinta-feira com preços acentuadamente mais  altos.

Segundo traders, as cotações subiram diante de fatores técnicos, com o  mercado buscando uma reacomodação, e se distanciando, ao menos um pouco, da  linha técnica e psicológica de US$ 1,00 a libra-peso. A alta do petróleo contribuiu para a sustentação do arábica.

Nos fundamentos, o mercado segue sob a pressão da ampla oferta global, com abastecimento tranquilo para os compradores.

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – POR LIBRA-PESO

Bolsa de Londres

A Bolsa Internacional de Finanças  e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações com preços acentuadamente mais altos. Segundo traders, as cotações subiram bem acompanhando a boa recuperação do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures).

Fatores técnicos predominaram no dia. As informações partem de agências de notícias.

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA DE LONDRES (LIFFE) – POR TONELADA


De modo geral, a dificuldade em escoar os estoques de carne, por conta do consumo calmo, é registrada na maior parte das praças pecuárias. De acordo com relatório da Scot Consultoria, somado a isso, nas regiões onde a oferta de boiadas é suficiente para atender essa demanda vigente, as cotações da arroba caíram.

Como foi o caso do Paraná, Maranhão e Pará. Neste último na região de Marabá, a queda foi de R$1,00/@ na comparação diária. Em contrapartida, em São Paulo, a oferta de animais terminados não tem sido suficiente para suprir o consumo atual, gerando dificuldade das indústrias em alongar as escalas de abate e pressionando os preços para cima.

No estado, a cotação subiu 0,7% frente ao último levantamento e a média das escalas de abate gira em torno de quatro dias. No mercado atacadista, o baixo consumo refletiu nos preços do boi casado de animais castrados que atualmente está em R$9,61/kg, queda de 1,5% frente ao último levantamento.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,21%, negociado a R$  3,769 para venda e a R$ 3,771 para compra. Durante o dia, a moeda  norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,740 e a máxima de R$ 3,795.

O Ibovespa, o principal índice de desempenho das ações negociadas na B3 encerrou o dia aos 97.677 pontos, com alta de +1,16%.


Previsão do tempo para sexta-feira, dia 25

Sul

Uma frente fria já não influencia mais o tempo no Sul, mas áreas de instabilidade no alto da troposfera seguem mantendo a condição para chuva isolada em algumas áreas do oeste, norte e leste do Paraná, oeste e leste de Santa Catarina e oeste do Rio Grande do Sul.

O noroeste paranaense ainda pode ter temporais, mas mais localizados. Por outro lado, o tempo já abre mais no interior da região. O calorão dá uma trégua em relação aos dias anteriores, mas não chega a esfriar muito.

Sudeste

Uma frente fria já não influencia mais o tempo no Sudeste, mas áreas de instabilidade a mais de 10 km de altura e uma baixa pressão atmosférica no litoral seguem mantendo a condição para chuva com trovoadas.

Desta vez, pode chover a qualquer hora do dia, mas intercalada com períodos de melhoria em São Paulo. Há pancadas mais isoladas no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.

O calorão dá uma trégua em relação aos dias anteriores, mas não chega a esfriar demais.

Centro-Oeste

Novas áreas de instabilidade se formam no alto da troposfera, a mais de 10 km de altura, e a chuva continua em forma de pancadas em todo o Centro-Oeste. As pancadas ocorrem intercaladas com períodos de sol e calor.

Especialmente em áreas de Mato Grosso do Sul, a chuva deve ocorrer a qualquer momento, devido à formação de um corredor de umidade. Com isso, o calor intenso perde um pouco de intensidade.

Não faz frio, mas as máximas passam a ficar mais próximas da média climatológica, diferente do calor intenso acima da média nas últimas semanas.

Nordeste

Há previsão de chuva forte e volumosa em Teresina e boa parte do interior do Piauí, por causa de instabilidades no alto da troposfera, a mais de 10 km de altura. No norte do Maranhão, a chuva é motivada pela Zona de Convergência Intertropical.

A área de tempo seco fica mais restrita ao leste e norte da Bahia. Mesmo com a condição para chuva, temperaturas não caem.

Norte

A chuva persiste sobre a maior parte da região devido a instabilidades tropicais. No entanto, são pancadas rápidas, intercaladas com períodos de sol e calor. Em Roraima, o tempo segue firme.

Por Canal Rural, com informações da Agência Safras e Somar Meteorologia

Fonte: Canal Rural

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