ABERTURA DE MERCADO – Soja: Chicago recupera fôlego após duas sessões seguidas de queda

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

soja e dinheiroFoto: Ascom Famasul

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais altos. Após duas sessões seguidas de baixa o mercado teve uma sessão de recuperação técnica.

Em termos fundamentais o mercado segue sob pressão, diante da perspectiva de uma safra recorde dos Estados Unidos. Os casos de peste suína na China, comprometendo a demanda por farelo, e a falta de acordo comercial entre China e Estados Unidos completam o cenário negativo para as cotações.

Brasil

O dia encerrou com preços mais altos na mercado brasileira da soja nesta quarta-feira. Acompanhando Chicago e o dólar, que tiveram bons ganhos na maior parte do dia. No encerramento, o dólar reverteu e Chicago reduziu os ganhos.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

    • Passo Fundo (RS): R$ 85,50
          • Cascavel (PR): R$ 85
          • Rondonópolis (MT): R$ 78,50
          • Dourados (MS): R$ 80
          • Porto de Paranaguá (PR): R$ 91
          • Porto de Rio Grande (RS): R$ 92
          • Porto de Santos (SP): R$ 90
          • Porto de São Francisco do Sul (SC): R$ 90,50

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – BUSHEL

      • Setembro/2018: US$ 8,23 (+2,75 cents)
            • Novembro/2018: US$ 8,36 (+ 2,75 cents)

MILHO

Os preços no mercado brasileiro de milho manteve se manteve estáveis e bem sustentado nesta quarta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, em grande parte do país o cenário é mantido, com os consumidores regionais encontrando dificuldade na composição de seus estoques, com realização de volumes pontuais. “As tradings buscam expandir a sua posição em meio ao processo de desvalorização cambial. Os prêmios referentes ao milho brasileiro estão bastante acima dos prêmios para o milho argentino e norte-americano”, comenta.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais altos. Compras baseadas em fatores técnicos garantiram a recuperação das cotações, ainda que a elevação tenha sido limitada pela perspectiva de ampla safra norte-americana.

O bom desempenho do trigo também contribuiu para a alta. O cereal subiu mais de 3%, por conta da possibilidade da Rússia limitar ou cortar as exportações, tentando garantir o abastecimento interno.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

  • Rio Grande do Sul: R$ 45
  • Paraná: R$ 37
  • Campinas (SP): R$ 43
  • Mato Grosso: R$ 27
  • Porto de Santos (SP): R$ 42,50
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 41,50
  • São Francisco do Sul (SC): R$ 41,50

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – BUSHEL

Setembro/2018: US$ 3,41 (+0,25 cent)

      • Novembro/2018: US$ 3,56 (+0,25 cent)

CAFÉ

O mercado brasileiro de café teve uma quarta-feira de preços firmes, de estáveis a mais altos. A volatilidade da Bolsa de Nova York e do câmbio acabou determinando estabilidade para o arábica no Brasil.

Houve menor volume de negócios no dia, com calmaria. Para o conilon, a alta do robusta em Londres e a melhor procura determinaram a sustentação. Mesmo com o dólar em baixa no dia, as recentes altas seguem dando sustentação ao café em reais.

Nova York

Os contratos do café arábica negociados na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) encerrou as operações desta quarta-feira com preços levemente mais baixos.

A sessão foi novamente muito volátil. As cotações subiram em parte do dia com recuperação técnica após o tombo da terça-feira e sustentadas pela queda do dólar contra o real no Brasil e subida do petróleo. Entretanto, o dólar voltou a se fortalecer contra o real e o mercado acabou seguindo os fundamentos baixistas, apresentando uma reversão.

A tranquilidade na oferta global segue sendo fator de pressão. “O lado fundamental continua pesando contra o mercado. O Brasil está encerrando a colheita de uma safra recorde. E safras cheias de outras importantes origens devem começar a chegar a partir de outubro. A demanda segue da mão-para-boca diante da comodidade do abastecimento”, afirma o consultor de Safras & Mercado Gil Barabach.

Londres

A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da quarta-feira com preços mais altos.

As cotações avançaram acompanhando o dia de recuperação técnica na Bolsa de Nova York para o arábica (até o fechamento londrino) e a subida do petróleo. Fatores técnicos contribuíram para os ganhos em Londres.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 425 a R$ 430
  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 430 a R$ 435
  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 360 a R$ 365
  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 325 a R$ 328

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – LIBRA-PESO

    • Setembro/2018: US$ 102,90 (-0,15 cent)
          • Dezembro/2018: US$ 106,25 (-0,15 cent)

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA INTERNACIONAL DE FINANÇAS E FUTUROS DE LONDRES (LIFFE) – TONELADA

  • Setembro/2018: 1.621 (+US$ 3)
  • Novembro/2018: 1.546 (+US$ 10)

BOI

Foram observadas valorizações da arroba em três praças pecuárias. Cenário que ilustra a dificuldade de compra de boiadas terminadas.

Em Redenção-PA, a arroba do boi gordo está cotada em R$132,50, a prazo, livre de Funrural. Isso representa alta de 1,9% na comparação semanal. Para a arroba da vaca gorda, dez praças tiveram valorizações no fechamento de hoje, inclusive em São Paulo, devido à menor oferta dessa categoria.

As escalas de abate em São Paulo giram em torno de cinco dias, porém, há indústrias com programações maiores, e essas estão fora das compras hoje

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

          • Araçatuba (SP): R$ 145
          • Triângulo Mineiro (MG): R$ 141
          • Goiânia (GO): R$ 134
          • Dourados (MS): R$ 139
          • Mato Grosso: R$ 126 a R$ 129
          • Marabá (PA): R$ 129
          • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 4,60 (kg)
          • Paraná (noroeste): R$ 146
          • Sul (TO): R$ 131

DÓLAR E IBOVESPA

Após ter superado a barreira dos R$ 4,15 durante a abertura do pregão, a cotação da moeda norte-americana recuou 0,53% cotada a R$ 4,119 para venda no fechamento do pregão desta quarta-feira, dia 29.

Depois de exibir volatilidade na abertura dos negócios, o dólar comercial manteve queda em relação ao real em correção técnica depois de fechar no segundo maior nível do plano Real, na última terça-feira, dia 28, a R$ 4,1410. “Na sexta-feira, vamos ter a briga pela formação da Ptax (que se refere à média das cotações do dólar apuradas pelo Banco Central é usada na liquidação de diversos
contratos de derivativos cambiais). Como o mercado tem estado muito vendido e quer a taxa sempre mais baixa, é uma correção técnica já se alinhando para a formação da taxa”, disse o diretor da Correparti, Ricardo Gomes. 
Além disso, Ricardo reforça o movimento de realização depois de a moeda ter chegado ao segundo maior nível da história do plano Real, perdendo apenaspara a cotação em 21 de janeiro de 2016, quando fechou a R$ 4,166. Este mesmo nível foi alcançado na abertura do pregão, quando o dólar à vista chegou à máxima do dia de R$ 4,1660 (+0,60%). Com o alívio, a moeda chegou à
mínima de R$ 4,12 (-0,50%).
A trajetória de queda veio após a divulgação do dado revisado do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, no segundo trimestre, com crescimento de 4,2%, ligeiramente acima do esperado pelo mercado (+4,1%).

“O PIB mais forte provocou uma corrida natural para ativos de pronta liquidez. Lá fora, está havendo uma desova de dólar, o que tem refletido na alta das bolsas hoje e o nosso mercado também acompanha esse movimento”, finalizou Gomes.

O índice Ibovespa de São Paulo, encerrou a quarta-feira em alta de 1,18%, com 78.388 pontos, com R$ 8.607 milhões de volume negociados. Os papéis da Eletrobras, com leilão de três subsidiárias marcadas para amanhã (30), terminaram o dia valorizadas em 8,08%, com Petrobras também subindo 5,18%.


PREVISÃO DO TEMPO PARA QUINTA-FEIRA, DIA 30

Sul

A quinta-feira será marcada pelo avanço de uma nova frente fria. Desta forma, o tempo fica fechado com chuva a qualquer hora em todo o Rio Grande do Sul e até o fim do dia no sul de Santa Catarina. Com isso as temperaturas não sobem, entretanto, o frio não será tão intenso quanto no fim de semana. Quanto as chuvas, são esperados grandes volumes acumulados, ventanias e potencial para granizo. Nessas localidades, as tempestades vêm seguidas de descargas elétricas.

Entre o norte de Santa Catarina e o Paraná o tempo fica firme e as temperaturas mais elevadas.

Sudeste

O tempo segue firme em grande parte do Sudeste e o sol predomina com poucas nuvens. Além disso, as temperaturas sobem e faz calor em várias áreas da região.

Apenas no Espírito Santo é que ainda tem instabilidades por causa dos ventos úmidos que chegam do mar. O volume de chuva diminui no litoral, mas o potencial para transtornos continua devido ao solo encharcado.

Centro-Oeste

No noroeste de Mato Grosso ainda tem chance para chuva isolada, com possibilidade para trovoadas. As máximas se elevam mais ainda em relação ao dia anterior e algumas cidades as temperaturas ficam acima dos 36°C com umidade relativa do ar baixa. No geral, a região terá tempo firmes.

Nordeste

Na maior parte da região, o dia terá sol, poucas nuvens e temperaturas bastante elevadas, o que favorece os baixos índices de umidade relativa do ar.

Nas áreas litorâneas da faixa leste nordestina e municípios próximos a elas o sol também aparece ao longo do dia, mas ainda tem muitas nuvens e condição para chover fraco a qualquer hora do dia.

Norte

Quinta de tempo firme no Tocantins e no sudoeste do Pará. Nas demais áreas da região o sol também aparece e ajuda a elevar as temperaturas, o que mantém a sensação de tempo abafado. Além disso, tem muita umidade e essa combinação de calor e temperaturas altas formam nuvens carregadas, por isso chove a qualquer hora do dia, com potencial para trovoadas.

Por Canal Rural, com informações da Agência Safras, Somar e Agência Brasil

Fonte : Canal Rural

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