ABERTURA DE MERCADO – Chicago: preço do milho cai 1,8% em uma semana

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

MilhoFoto: Pixabay

O mercado do milho fechou uma semana negativa em Chicago, com o contrato dezembro caindo 1,81% no período. As cotações foram influenciadas pelo indicativo de um clima mais seco no cinturão produtor norte-americano, favorecendo os trabalhos de colheita.

Cotações domésticas

O fim da semana passada foi marcado por calmaria e cotações fracas para o grão. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a tendência de curto prazo é que os consumidores sigam pressionando o mercado. “A curva de preços para os próximos 30 dias é de baixa. Os estoques ainda estão confortáveis e não deve haver grandes mudanças nesse sentido”, apontou.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

      • Rio Grande do Sul: R$ 42
      • Paraná: R$ 33
      • Campinas (SP): R$ 35,50
      • Mato Grosso: R$ 21
      • Porto de Santos (SP): R$ 35
      • Porto de Paranaguá (PR): R$ 34,50
      • São Francisco do Sul (SC): R$ 34,50

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

        • Dezembro/2018: US$ 3,67 (-3,5 cents)
        • Março/2019: US$ 3,79 (-3,5 cents)

SOJA

A soja fechou a semana passada com baixa nos contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago. A posição novembro acumulou queda de 2,21%.

O mercado sofreu pressão adicional na sexta, dia 19, pelo anúncio de cancelamento de vendas americanas para a China e destinos não revelados, envolvendo 180 mil e 120 mil toneladas, respectivamente. A informação reforçou o sentimento de queda na demanda pela soja americana.

A China tem amplos estoques e, segundo o ministério da agricultura do país, flutuações significativas de preços são improváveis. De janeiro a agosto, as importações de oleaginosa brasileira da China responderam por quase 70% das compras do país asiático. Enquanto isso, a área plantada na China cresceu e a safra do país deve ser ampla.

A queda semanal foi reforçada pelas informações de retomada da colheita nos Estados Unidos, com o retorno do clima seco. O atraso da última semana, em função das chuvas, fez o preço atingir o melhor nível desde agosto no início da semana.

Brasil

Os preços da soja voltaram a cair no mercado brasileiro na sexta-feira. As perdas em Chicago e no dólar pressionaram o preço nacional. Houve apenas negócios pontuais no dia, com o foco continuando no plantio da safra nova.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

      • Passo Fundo (RS): R$ 86
      • Cascavel (PR): R$ 83
      • Rondonópolis (MT): R$ 76
      • Dourados (MS): R$ 81
      • Porto de Paranaguá (PR): R$ 89,50
      • Porto de Rio Grande (RS): R$ 89,50
      • Porto de Santos (SP): R$ 90
      • Porto de São Francisco do Sul (SC): R$ 90

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

        • Novembro/2018: US$ 8,56 (-6,75 cents)
        • Janeiro/2019: US$ 8,70 (-7,25 cents)

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com perda de US$ 3,20 (1,01%), sendo negociada a US$ 313,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 29,14 centavos de dólar, com alta de 0,12 centavos ou 0,41%.


CAFÉ

O mercado brasileiro teve um dia de preços estáveis. A volatilidade da Bolsa de Nova York dificultou um melhor direcionamento para o mercado. No final das contas, a sexta-feira foi de pouca movimentação.

Nova York

Em NY, o arábica encerrou as operações com preços estáveis após meia uma sessão de extrema volatilidade. Nova York chegou a ter fortes ganhos e também caiu, para acabar fechando quase no zero a zero, buscando uma acomodação.

Tecnicamente, o mercado mostra boa sustentação acima de US$ 1,20 a libra-peso, mas os fundamentos seguem baixistas, com ampla oferta global. No balanço da semana, o contrato dezembro acumulou uma alta de 4,8%.

Londres

O robusta negociado na Bolsa de Londres registrou uma forte queda na sexta-feira. Segundo traders, as cotações despencaram em um movimento técnico de realização de lucros.

O mercado buscou uma correção após as recentes subidas, ante a falta de direcionamento com a volatilidade para o arábica em NY. No balanço da semana, o contrato janeiro acumulou uma alta de 0,8%.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

        • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 450 a R$ 455
        • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 455 a R$ 460
        • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 375 a R$ 380
        • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 338 a R$ 340

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – POR LIBRA-PESO

          • Dezembro/2018: US$c 122,10 (+0,05 cent)
          • Março/2019: US$c 125,90 (+0,05 cent)

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA DE LONDRES (LIFFE) – POR TONELADA

          • Novembro/2018: US$ 1.717 (-US$ 39)
          • Janeiro/2019: US$ 1.739 (-US$ 36)

BOI GORDO

A cotação da arroba do boi se desvalorizou 0,5% na semana passada, aponta a Scot Consultoria, com base na média das 32 praças analisadas. No fechamento de sexta, o volume de frigoríficos fora das compras aumentou e os testes de preços também foram maiores. Esse cenário de pressão foi o que deu a tônica do mercado durante todo o período.

O incremento de oferta originado pelo maior volume de animais saindo do confinamento e o menor consumo, comum para o período do mês, possibilitou o aumento das escalas de abate dos frigoríficos. Assim, as indústrias aumentaram os testes abaixo das referências e pressionarem para baixo a arroba.

No mercado atacadista de carne bovina com osso, as referências não tiveram alterações no fechamento de sexta. A carcaça de bovinos castrados estava cotada em R$ 9,77 por quilo, queda semanal de 1,1%.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

          • Araçatuba (SP): R$ 149
          • Triângulo Mineiro (MG): R$ 143
          • Goiânia (GO): R$ 138
          • Dourados (MS): R$ 146
          • Mato Grosso: R$ 130,50 a R$ 134
          • Marabá (PA): R$ 134
          • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 4,55 (kg)
          • Paraná (noroeste): R$ 150,50
          • Sul (TO): R$ 136

DÓLAR E IBOVESPA

O dólar fechou a semana em baixa de 0,26%, cotado a R$ 3,7125 para venda e acumulando queda de 1,75% no período.

No mês de outubro, a moeda norte-americana já acumula recuo de 8,06%, mas mantém valorização de 12,04% no ano. O Banco Central finalizou o último pregão da semana com a venda integral de swaps cambiais tradicionais, sem acionar leilões extraordinários para venda futura da moeda.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechou em alta de 0,44%, com 84.219 pontos.

Os papéis de grandes companhias acompanharam a tendência de alta: Petrobras, com valorização de 0,62%; Vale, com crescimento de 0,39%. O maior destaque foram as ações da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), com alta de 15,79%, impulsionada pela venda da Usina de Porto Primavera, arrematada pela Votorantim Energia e um fundo de pensão canadense por R$ 1,7 billhão.


PREVISÃO DO TEMPO PARA SEGUNDA-FEIRA, DIA 22

Sul

O tempo firme predomina em toda a região Sul, com sol entre poucas nuvens, incluindo o litoral catarinense e paranaense. A influência de uma massa de ar seco inibe a formação de nuvens carregadas. Porém, há mudanças no tempo na região.

Com a aproximação de mais uma frente fria, as temperaturas aumentam e a sensação de frio diminui, especialmente no Rio Grande do Sul. O sistema frontal avança ao longo do dia e a partir do fim da tarde, a chuva retorna em áreas do centro e sul gaúcho, mas ainda em forma de pancadas rápidas.

Sudeste

Com o avanço de uma massa de ar seco, a segunda-feira começa com tempo firme na maior parte do Sudeste. A chuva dá trégua nas áreas costeiras dos estados paulista e fluminense. O tempo é instável apenas no interior paulista e Triângulo Mineiro, com pancadas rápidas e sem grande intensidade.

Centro-Oeste

Na segunda-feira ainda chove sobre a maior parte da região Centro-Oeste. Em áreas de Goiás e Mato Grosso, a chuva ocorre em forma de pancadas mais intensas e acompanhadas por trovoadas e descargas elétricas. Já nas áreas mais ao sul de Mato Grosso do Sul, o tempo firme segue predominando devido ao ar mais seco.

Nordeste

As instabilidades perdem força na segunda-feira e o tempo firme volta a predominar sobre a maior parte da região. A atuação de ar mais seco inibe a formação de nuvens carregadas.

A Somar Meteorologia indica que existe previsão de chuva apenas em áreas do litoral e oeste da Bahia, além do sul do Piauí e do Maranhão. As pancadas são rápidas e sem grandes acumulados.

Norte

Ainda chove sobre a maior parte da região Norte na segunda-feira. Em áreas de Rondônia, Acre, Amazonas e sul do Pará, a chuva ainda pode ser volumosa. Por outro lado, as instabilidades perdem intensidade e o risco para temporais diminui no Tocantins.

Na faixa norte do Pará e Amapá, o tempo firme segue predominando com sol entre poucas nuvens.

Por Canal Rural, com informações da Agência Safras, Somar e Agência Brasil

Fonte  : Canal Rural