ABERTURA DE MERCADO – Boi gordo volta a ser negociado acima de R$ 150, aponta Scot

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

boi gordoFoto: Governo do Maranhão

A cotação da arroba do boi gordo ultrapassou os R$ 150 na sexta, dia 14, segundo levantamento da Scot Consultoria. Esse valor de referência não era registrado desde a virada de mês entre setembro e outubro.

Em São Paulo, a arroba do boi é negociada ao redor de R$ 150,50, à vista e livre de Funrural, o que representa uma alta de 1,4% nesta primeira quinzena de dezembro.

De acordo com a Scot, apesar das escalas dos frigoríficos paulistas estarem relativamente alongadas (os dias sem abate no fim de ano ajudaram a esticar o calendário das programações), a demanda firme do setor varejista estimula a compra de boiadas.

Na sexta-feira, por exemplo, foi um dia de alta da carne com osso e a carcaça chegou no maior preço nominal da série histórica. O quilo do boi casado de animais castrados ficou cotado em R$ 10,37.

Essa alta fez com que a margem do mercado atacadista de carne com osso chegasse a 20,2%, somente dois pontos percentuais de distância das indústrias que vendem a carne desossada. Essa margem de comercialização dos frigoríficos que vendem a carcaça é a maior desde meados de junho.

Neste mesmo período de 2017 a diferença entre o preço pago pelo boi e o preço recebido com a venda da carne com osso era de 17,5%. Isso ilustra a melhora do escoamento da produção, diz a Scot, em comunicado.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

  • Araçatuba (SP): R$ 150,50
  • Triângulo Mineiro (MG): R$ 146
  • Goiânia (GO): R$ 139
  • Dourados (MS): R$ 143
  • Mato Grosso: R$ 131 a R$ 134,5
  • Marabá (PA): R$ 134
  • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 4,90 (kg)
  • Paraná (noroeste): R$ 151
  • Paragominas (PA): R$ 138
  • Tocantins (sul): R$ 136

Soja

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. Apesar da nova venda de produto americano para a China, o mercado voltou a cair. Na semana, a perda ficou em 1,77%.

Pesou negativamente a postura dos produtores dos Estados Unidos, que aguardam compensações financeiras por parte do governo de Donald Trump, para reduzir os efeitos ruins causados pela disputa comercial entre os países este ano.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 300 mil toneladas de soja para a China, para entrega na temporada 2018/2019. Outras 130 mil toneladas foram anunciadas para destinos não revelados. Na quinta, as vendas de soja americana para a China ficaram 1,13 milhão de toneladas.

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Janeiro/2019: US$ 9 (-6,50 cents)
  • Março/2019: US$ 9,13 (-6,75 cents)

Brasil

Sem liquidez, o mercado brasileiro de soja teve uma sexta-feira de poucos negócios e de preços praticamente estáveis. Chicago recuou e o dólar subiu, mas nem um dos fatores impactou no ritmo dos negócios.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Passo Fundo (RS): R$ 79,50
  • Cascavel (PR): R$ 75
  • Rondonópolis (MT): R$ 70
  • Dourados (MS): R$ 76
  • Santos (SP): R$ 81
  • Paranaguá (PR): R$ 81
  • Rio Grande (RS): R$ 81,50
  • São Francisco (SC): R$ 82

Milho

O grão fechou com preços levemente mais altos em Chicago. O mercado buscou suporte nos sinais de boa demanda para o cereal norte-americano.

A expectativa de que a China também possa retomar as compras do cereal do país também atuou como um fator positivo aos preços. Ainda assim, as perdas de outras sessões contribuíram para que a posição março acumulasse queda semanal de 0,19%.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 125.000 toneladas de milho ao Japão. O produto será entregue na temporada 2018/2019.

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Março/2019: US$ 3,84 (+0,50 cent)
  • Maio/2019: US$ 3,92 (+0,50 cent)

Brasil

MILHO NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Rio Grande do Sul: R$ 39
  • Paraná: R$ 33,50
  • Campinas (SP): R$ 40
  • Mato Grosso: R$ 21,50
  • Porto de Santos (SP): R$ 38
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 39
  • Porto de São Francisco (SC): R$ 37,50

Café

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 425 a R$ 430
  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 430 a R$ 435
  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 345 a R$ 350
  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 305 a R$ 308

Nova York

O café arábica encerrou as operações desta sexta-feira com preços mais baixos. Segundo traders, o mercado caiu diante da valorização do dólar contra o real e outras moedas.

A queda do petróleo contribuiu para a desvalorização do arábica. Entretanto, os fundamentos baixistas são determinantes para o tom negativo do mercado. A ampla oferta global segue pesando sobre as cotações. Assim, no balanço da semana, o contrato março acumulou uma queda de 1,8%. E a bolsa se aproxima de testar a importante linha de US$ 1,00 a libra-peso.

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – POR LIBRA-PESO

  • Março/2019: US¢ 102,25 (-1,85 cent)
  • Maio/2019: US¢ 105,40 (-1,80 cent)

Bolsa de Londres

O café robusta encerrou as operações da sexta-feira com preços acentuadamente mais baixos. Foi a 13ª sessão seguida de perdas em Londres.

O mercado teve perdas acentuadas diante do cenário fundamental baixista mais uma vez. O Vietnã está colhendo a maior safra de robusta da sua história, assim como o Brasil colheu neste ano, e isso mantém as cotações sob pressão.

Assim, Londres vai tombando e testando patamares mais baixos, tendo acumulado na semana uma queda de 5,4%.

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA DE LONDRES (LIFFE) – POR TONELADA

  • Janeiro/2019: US$ 1.443 (-US$ 56)
  • Março/2019: US$ 1.470 (-US$ 32)

Dólar e Ibovespa

Pela sétima semana consecutiva, a cotação do dólar fechou com acumulado em alta. O dólar comercial fechou a sexta-feira, dia 14, valorizado em 0,61%, cotado a R$ 3,9035 para venda.

A moeda norte-americana acumula alta de 17,09% no ano.

O Banco Central fez hoje operações de swaps cambiais tradicionais, sem ofertas extraordinárias de venda futura da moeda, como realizou no final de novembro quando a moeda ultrapassava o patamar de R$ 3,90.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), encerrou a semana em baixa de 0,44%, com 87.449 pontos. Os papéis da Petrobras fecharam em queda de 1,33% e os do Itaú com menos 0,25%, enquanto os da Vale terminaram com valorização de 0,55%.


Previsão do tempo para segunda-feira, dia 17

SUL

A chuva continua em todo o sul do país, com a aproximação de uma nova frente fria pelo sul gaúcho, junto a baixa pressão sobre o Paraguai, temporais são esperados no noroeste gaúcho, catarinense e no sul do Paraná. A chuva mais volumosa e frequente ocorre no Rio Grande do Sul. Na metade sul do Rio Grande do Sul, a nebulosidade predomina. Nas demais áreas da região, acontecem pancadas a partir da tarde após um dia quente e abafado. São esperadas rajadas superiores a 60km/h na região no oeste gaúcho.

SUDESTE

Períodos de sol e calor na primeira metade do dia. A partir da tarde, chove em grande parte do Estado de São Paulo, sul do Rio de Janeiro e sul e mineiro. São esperadas pancadas de chuva localizadas na faixa leste paulista, incluindo a capital, com descargas elétricas. Nas demais áreas do Sudeste, o sol predomina e o tempo firme persiste com temperaturas bastante elevadas.

CENTRO-OESTE

O dia começa firme com temperaturas em elevação em toda a região. Pancadas de chuva isoladas e com forte intensidade no Mato Grosso, leste de Goiás, e sul do Mato Grosso do Sul. O sol aparece entre a manhã e a tarde, e garante mais um dia quente. Tempo firme no leste de Goiás e Distrito Federal.

NORDESTE

Sol entre Bahia, sul do Maranhão e Piauí. Já na faixa norte nordestina, as pancadas acontecem a qualquer hora, e a nebulosidade predomina no norte do Maranhão. Entre Sergipe e Rio Grande do Norte, são esperadas pancadas isoladas. Os períodos de sol na primeira metade do dia aumentam a sensação de calor.

NORTE

Sol no Tocantins e em Roraima. Nas demais áreas, o calor e a umidade garantem pancadas de chuva a partir da tarde. O tempo fica mais fechado entre Acre e Rondônia.

Por Canal Rural, com informações da Agência Safras e Somar Meteorologia

Fonte : Canal Rural

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