ABERTURA DE MERCADO – Boi gordo: frigoríficos testam preços abaixo das referências

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

Por Canal Rural – com informações da Agência Safras, Agência Brasil, Agrifatto, Scot Consultoria e Somar Meteorologia

boi gordo mercadoFoto: Governo do Maranhão

No fechamento da sexta-feira, dia 15, houve maior número de frigoríficos testando preços abaixo das referências, entretanto, o número de negócios efetivados nestas condições é pequeno, informa Scot Consultoria.

Na maioria das praças, o que se observou ao longo da semana foi um cenário com as cotações andando de lado. Na média das 32 praças pesquisadas, a arroba do boi gordo fechou praticamente estável, com ajuste negativo de 0,1%.

No mercado atacadista de carne bovina com osso, a carcaça de bovinos castrados fechou cotada em R$10,23 por quilo, o que representou uma alta semanal de 0,6%. “Vale ressaltar que essa variação foi puxada pelos ajustes positivos da ponta de agulha e dianteiro, uma vez que o traseiro teve desvalorização ao longo da semana”, dizem analistas.

Conforme vamos entrando na segunda metade do mês, esse movimento de queda do traseiro é natural dada a menor demanda pelos cortes nobres, explica a Scot.

A margem de comercialização das indústrias que fazem a operação de desossa está em 15,8%, patamar abaixo da média histórica, em torno de 20%.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

  • Araçatuba (SP): R$ 152,50
  • Triângulo Mineiro (MG): R$ 145
  • Goiânia (GO): R$ 138
  • Dourados (MS): R$ 139
  • Mato Grosso: R$ 132,50 a R$ 138
  • Marabá (PA): R$ 131
  • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 5,10 (kg)
  • Paraná (noroeste): R$ 150
  • Paragominas (PA): R$ 135
  • Tocantins (sul): R$ 134

Soja

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a sexta-feira, dia 15, com preços em alta. O mercado buscou uma recuperação, após ter atingido o pior patamar em três semanas na quinta. No acumulado da semana, porém, ainda há perda: a posição março de 2019 caiu 0,77%. Esta foi a terceira retração semanal consecutiva, reflexo da falta de um acordo entre os Estados Unidos e a China.

Destaque também para a revisão de safra foi divulgada por Safras & Mercado. A produção brasileira de soja em 2018/2019 deverá totalizar 115,402 milhões de toneladas, com redução de 5,1% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 121,661 milhões de toneladas. No dia 11 de janeiro, eram esperadas 115,718 milhões de toneladas.

Com as lavouras em fase de colheita, a consultoria indica aumento de 3,2% na área, que ficou em 36,437 milhões de hectares. Em 2017/18, o plantio ocupou 35,297 milhões de hectares.

O levantamento indica que a produtividade média deverá passar de 3.464 quilos por hectare para 3.183 quilos.

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Março/2019: US$ 9,03 (+4 cents)
  • Maio/2019: US$ 9,21 (+3,75 cents)

Já os prêmios para a soja nos portos subiram pelo segundo dia consecutivo, com operadores reportando maior interesse de compra pela China, segundo a Agrifatto. “E assim, para embarques no próximo mês por Paranaguá (PR), os prêmios ficam balizados ao redor de US$ 0,65 pot bushel”, dizem analistas.

No mercado doméstico, relatou-se interesse de compra de esmagadoras, especialmente do Mato Grosso, elevando propostas de compras para atrair produtores a comercialização.

Segundo a Safras & Mercado, o mercado brasileiro de soja registrou preços de estáveis a mais baixos nesta sexta-feira. A queda do dólar acabou pesando mais sobre as cotações nacionais do que a alta no fechamento da oleaginosa na Bolsa de Chicago.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Passo Fundo (RS): R$ 74
  • Cascavel (PR): R$ 77,50
  • Rondonópolis (MT): R$ 68
  • Dourados (MS): R$ 68,50
  • Santos (SP): R$ 77
  • Paranaguá (PR): R$ 71,50
  • Rio Grande (RS): R$ 77,50
  • São Francisco (SC): R$ 77

Milho

Os prêmios pelo milho perderam fôlego na semana passada, em movimento oposto ao que foi registrado para a soja no mesmo período. Segundo a Agrifatto, a disponibilidade menor do cereal no mercado doméstico e o com a soja recém-colhida chegando aos portos, o mercado deve registrar maior volume de soja sendo exportado em relação aos embarques com milho.

Nesta segunda, dia 18, o Ministério da Indústria e Comércio devem divulgar atualizações sobre os embarques semanais, dando luz a esse cenário.

As cotações do cereal no mercado físico parecem ter alcançado um novo equilíbrio, com o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) preservando patamares em torno de R$ 40,80 por saca nos últimos três fechamentos. O último levantamento da Esalq exibiu sensível ajuste de -0,05%, com parcial em R$ 40,82 por saca.

O mercado brasileiro de milho manteve seu cenário de preços firmes nesta sexta-feira. A oferta limitada mantém as cotações sustentadas no país. Não houve, entretanto, grandes modificações nos preços, com destaque para avanços mais em São Paulo.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Rio Grande do Sul: R$ 38
  • Paraná: R$ 36,50
  • Campinas (SP): R$ 44
  • Mato Grosso: R$ 26
  • Porto de Santos (SP): R$ 38,50
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 37
  • Porto de São Francisco (SC): R$ 37

A Bolsa de Chicago para o milho fechou com preços mistos, próximos da estabilidade. O mercado oscilou entre a pressão de menor demanda pelos Estados Unidos, bem como pelos dados negativos para o varejo do país, divulgados na quinta-feira, e fatores técnicos positivos.

A possibilidade de um acordo entre EUA e China e a menor safra brasileira atuaram como fator de alta, assim como os fortes ganhos do petróleo.

Na semana, a posição março fechou em leve alta de 0,07%.

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

  • Março/2019: US$ 3,74 (estável)
  • Maio/2019: US$ 3,82 (-0,25 cent)

Café

O mercado brasileiro teve uma sexta-feira de preços estáveis. A volatilidade da Bolsa de Nova York para o arábica novamente complicou as referências e um melhor andamento nos negócios.

Ao final das contas, a leve alta no fechamento em NY acabou neutralizada pela queda do dólar. Houve apenas alguns negócios isolados quando NY subia, mas ainda assim apenas movimentação por “necessidade”.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

  • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 400 a R$ 405
  • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 405 a R$ 410
  • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 340 a R$ 345
  • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 300 a R$ 305

Em Nova York, o café arábica encerrou as operações da sexta-feira com preços levemente mais altos. As cotações foram sustentadas pelo dólar fraco contra o real no Brasil e pela subida do petróleo.

Notícias positivas, otimistas, quanto às tratativas entre Estados Unidos e China, contribuíram para a sustentação do mercado. Entretanto, os ganhos foram limitados, e NY chegou a trabalhar em baixa, pelos fundamentos baixistas, com ampla oferta global e condições climáticas favoráveis no Brasil.

No balanço da semana, o contrato maio acumulou uma queda de 3,7%.

A BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – POR LIBRA-PESO

  • Março/2019: US¢ 97,95 (+0,10 cent)
  • Maio/2019: US¢ 101,65 (+0,20 cent)

Na Bolsa de Londres, o robusta encerrou as operações da sexta-feira com preços mais altos. Segundo traders, a variedade subiu no dia acompanhando a valorização do petróleo.

A queda do dólar contra o real deu sustentação ao arábica na Bolsa de Nova York. No entanto, a bolsa nova-iorquina tem uma sessão volátil e quando Londres fechou NY apresentava, inclusive, perdas. Assim, Londres seguiu o petróleo e boa parte das commodities, em um dia mais positivo nos mercados por conta de notícias otimistas quanto às reuniões entre representantes americanos e chineses para tratar da crise comercial entre os países.

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA DE LONDRES (LIFFE) – POR TONELADA

    • Março/2019: US$ 1.529 (+US$ 17)
    • Maio/2019: US$ 1.555 (+US$ 18)

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial fechou em queda de 0,96% no mercado à vista, negociado a R$ 3,7040 para venda, refletindo o bom humor do mercado doméstico com o anúncio da idade mínima para aposentadoria ser de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens, sinalizando avanços na reforma da Previdência. Na semana, o dólar registrou queda de 0,77%.

“Apesar dos ruídos políticos no governo, a divulgação preliminar de alguns detalhes da reforma da Previdência animou os mercados”, comenta a equipe econômica do Votorantim. A expectativa é de que na quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro detalhe as propostas da reforma da Previdência.

A equipe econômica da Capital Economics ressalta que os detalhes iniciais, incluindo a idade mínima de aposentadoria e a duração do período de transição, de 12 anos, foram “calorosamente” recebidos pelos mercados.

A próxima semana começa com liquidez reduzida devido ao feriado de dia dos Presidentes nos Estados Unidos. Do exterior, o analista da Quantitas, Matheus Gallina, reforça que a guerra comercial entre Estados Unidos e China seguirá no radar dos investidores à espera de avanços nas tratativas de acordo entre os países. Hoje, o presidente norte-americano, Donald Trump, ressaltou que os países estão “mais perto de alcançar acordo com a China”.

Aqui, a Previdência seguirá norteando o mercado, com “potencial para levar o dólar a mais quedas, abaixo de R$ 3,70”, aposta o analista, com o mercado digerindo novas informações a respeito do texto que deverá ser apresentado ao Congresso.


Previsão do tempo para segunda-feira, dia 18

Sul

O sol predomina na maior parte do dia e tem previsão de chuva isolada no final da tarde sobre a metade sul do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas da região, as pancadas seguem acontecendo devido a influência da área de baixa pressão atmosférica e, principalmente, pela circulação de ventos em altitude. O tempo fica mais fechado ao longo do dia e as pancadas são fortes em Santa Catarina e Paraná, por conta dos ventos que sopram do mar. Nas demais áreas, o sol aparece e as pancadas acontecem entre a tarde e à noite.

Sudeste

A área de baixa influência traz menos chuva sobre a região. Porém, ela ainda ajuda a organizar a umidade da Amazônia e chove forte em grande parte de Minas Gerais, incluindo Belo Horizonte e Brumadinho. Já no norte paulista e sul mineiro, a chuva é em forma de pancadas à tarde, podendo ser mais intensa em algumas cidades. Em toda a região, as temperaturas se elevam em relação ao dia anterior, exceto no leste mineiro por conta da grande quantidade de nuvens no céu.

Centro-Oeste

A área em que a chuva é mais volumosa é entre os extremos oeste de Goiás e o nordeste do Mato Grosso, com acumulado que deve passar dos 70 mm, além de raios e trovoadas que não são descartados.

Nordeste

A previsão é de chuva em todo o Nordeste. Entre o sul do Maranhão e do Piauí, os acumulados podem atingir os 70 mm e as chuvas acontecem com raio e trovoadas. No norte do Ceará também há previsão para temporais que chegam aos 50 mm. O oeste da Bahia também apresenta condições para ocorrência de tempestades que podem acarretar volumes de chuva entre 40mm e 50 mm. Nas demais áreas as pancadas acontecem entre períodos de melhoria, o que mantém a temperatura elevada.

Norte

A segunda-feira é marcada por chuva na maior parte do Norte do país. Com todas as áreas apresentando condições para pancadas que acontecem entre períodos de melhoria e de forma isoladas.

Fonte : Canal Rural

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