ABERTURA DE MERCADO – Após relatório do USDA, preço da soja despenca quase 43 pontos

Para novembro, a cotação chegou ao patamar de US$ 8,61 por bushel, queda de 4,67% em relação ao fechamento anterior. Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

soja e dinheiro

Fonte: Ascom Famasul

A queda de quase 5 % nos contratos futuros de Chicago paralisou o mercado brasileiro de soja na sexta-feira, dia 10. Os preços caíram na maioria das regiões. Nas praças em que não recuaram, as cotações eram nominais.
Antes do baixista relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), algumas operações foram registradas, com os negociadores aproveitando a valorização do dólar. Mas depois do USDA, produtores e compradores sumiram do mercado. Houve negócios de 40 mil toneladas no Rio Grande do Sul e de 5 mil em Mato Grosso do Sul.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em forte baixa. A queda aconteceu após o relatório de agosto do USDA ter sido considerado muito baixista. O departamento elevou suas estimativas de safra e estoques de passagem de soja na temporada 2018/2019 americana. A previsão para as exportações também
foi elevada.

A produção 2018/2019 foi elevada de 4,310 bilhões de bushels, o equivalente a 117,3 milhões de toneladas, para 4,586 bilhões ou 124,8 milhões de toneladas. O mercado apostava em 4,428 bilhões de bushels, ou 120,5 milhões de toneladas.
Os estoques finais em 2018/2019 estão projetados em 785 milhões de bushels, ou 21,36 milhões de toneladas. O mercado trabalhava com um número de 641 milhões de bushels, ou 17,45 milhões de toneladas. Em julho, a estimativa era  de 580 milhões de bushels ou 15,784 milhões de toneladas.

Em relação à temporada 2017/2018, os estoques finais foram indicados em 430 milhões de bushels ou 11,7 milhões de toneladas, abaixo da previsão de 461 milhões do mercado – 12,55 milhões de toneladas. No relatório anterior, o número era de 465 milhões de bushels ou 12,655 milhões de toneladas.
O USDA projetou safra mundial de soja em 2018/2019 de 367,1 milhões de toneladas. No relatório anterior, o número era de 359,5 milhões. Os estoques finais foram elevados de 99,27 milhões de toneladas para 105,94 milhões. O mercado esperava por estoques finais de 99,3 milhões de toneladas.
A projeção do USDA aposta em safra americana de 120,81 milhões de toneladas, contra 117,3 milhões de julho. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 120.5 milhões de toneladas, mesmo número do ano anterior.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

      • Passo Fundo (RS): R$ 83
      • Cascavel (PR): R$ 82
      • Rondonópolis (MT): R$ 75,50
      • Dourados (MS): R$ 78
      • Porto de Paranaguá (PR): R$ 88
      • Porto de Rio Grande (RS): R$ 88,50
      • Porto de Santos (SP): R$ 87
      • Porto de São Francisco do Sul (SC): R$ 87

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – BUSHEL

      • Agosto/2018: US$ 8,50 (-42,25 cents)
      • Novembro/2018: US$ 8,61 (-42,25 cents)

MILHO

O mercado brasileiro de milho manteve preços firmes nesta sexta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, com os preços em alta, os produtores soltaram mais oferta para o mercado. Mesmo assim, parte da indústria segue. “Com o quadro de perdas na produtividade na Rússia e na União Europeia como um todo houve aumento da atividade entre as tradings, com prêmios elevados”, disse ele.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado repercutiu os números do relatório de oferta e demanda divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para a safra do país e mundial em 2017/2018 e 2018/2019, indicando aumento considerável da oferta global. Na semana, a posição setembro caiu 3,25%.

Para a safra 2018/2019, o USDA previu que os Estados Unidos deverão colher 14,586 bilhões de bushels, volume acima dos 14,230 bilhões de bushels indicados em julho e bem superior frente aos 14,417 bilhões de bushels esperados pelo mercado. A produtividade média foi indicada em 178,4 bushels por acre, bem à frente dos 174 bushels por acre indicados no mês passado, enquanto o mercado espera um rendimento médio de 176,3 bushels por acre.
Os estoques finais de passagem foram estimados em 1,684 bilhão de bushels, ante os 1,63 bilhão de bushels esperados pelo mercado e acima dos 1,552 bilhão de bushels indicados no mês passado. As exportações foram indicadas em 2,350 bilhões de bushels, ante os 2,225 bilhões previstos no mês passado. O uso de milho para a produção de etanol foi mantido em 5,625 bilhões de bushels.
A safra global 2018/2019 foi estimada em 1.061,05 milhão de toneladas, acima das 1.054,30 milhão de toneladas previstas em julho. Os estoques finais da  safra mundial 2018/2019 foram projetados em 155,49 milhões de toneladas, acima das 151,96 milhões de toneladas apontadas no mês passado e à frente das 152,2 milhões de toneladas previstas pelo mercado.
A safra global 2017/2018 foi reduzida de 1.033,74 milhão de toneladas para 1,033,33 milhão de toneladas. Os estoques finais da safra mundial 2017/2018 foram projetados em 193,33 milhões de toneladas, acima das 191,73 milhões de toneladas indicadas no mês passado e à frente das 190,8 milhões de toneladas previstas pelo mercado.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

      • Rio Grande do Sul: R$ 43
      • Paraná: R$ 37,50
      • Campinas (SP): R$ 45
      • Mato Grosso: R$ 28
      • Porto de Santos (SP): R$ 42
      • Porto de Paranaguá (PR): R$ 41
      • São Francisco do Sul (SC): R$ 41,50

 

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – BUSHEL

      • Agosto/2018: US$ 3,57 (-11,50 cent)
      • Novembro/2018: US$ 3,71 (-11,00 cent)

CAFÉ

O mercado brasileiro de café teve um dia de preços pouco alterados nesta sexta-feira. O dia foi calmo, com negócios isolados, com produtores trabalhando conforme a necessidade de fazer caixa.
Muitos apostam em nova alta nos preços devido à frente fria, apesar de não haver risco de geada e continuam dosando a oferta. Apesar da queda em Nova York, os preços do arábica em Minas Gerais seguiram firmes diante da valorização do dólar.

A colheita de café da safra brasileira 2018/2019 foi indicada em 82% até 07 de agosto. O número faz parte do levantamento semanal de SAFRAS & Mercado para a evolução da colheita da
safra. Na semana passada, o índice estava em 75%. Tomando por base a estimativa da Safras para a produção de café do Brasil em 2018, de 60,5 milhões de sacas de 60 quilos, é apontado que foram colhidas 49,72 milhões de sacas até o dia 07 de agosto. Em igual período do ano passado, a colheita estava em 86%, e na média dos últimos 5 anos para o período em 81%.

Segundo o consultor de Safras & Mercado Gil Barabach, as chuvas no começo desta semana em parte da região Sudeste atrapalharam muito pouco o andamento  da colheita de café no Brasil. “No conilon, falta apenas algum repasse ou  varrição. Já a colheita de arábica avança acima da média para o período, chegando ao seu quarto final. A qualidade da safra continua como destaque, com boa granação confirmando a perspectiva de safra recorde”, comenta.
Segundo o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), o Brasil exportou  em julho um total de 2,3 milhões de sacas de café, considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído, registrando crescimento de 24,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o país exportou 1,8 milhão de sacas.

Nova York

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações de hoje com cotações em baixa. O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente ao real, fator que estimula as exportações do Brasil, maior produtor global de café. Ao mesmo tempo, o crescimento das exportações do Brasil em julho na comparação com o mesmo período do ano passado pesou negativamente.

Londres

A bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres para o café robusta encerrou as operações da sexta-feira com preços mistos, se descolando do referencial nova-iorquino. 

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – SACA DE 60 KG

      • Arábica/bebida boa – Sul de MG: R$ 415 a R$ 425
      • Arábica/bebida boa – Cerrado de MG: R$ 420 a R$ 430
      • Arábica/rio tipo 7 – Zona da Mata de MG: R$ 365 a R$ 375
      • Conilon/tipo 7 – Vitória (ES): R$ 315 a R$ 317

CAFÉ ARÁBICA NA BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – LIBRA-PESO

      • Setembro/2018: US$ 107,00 (-0,65 cent)
      • Dezembro/2018: US$ 110,05 ( +0,70 cent)

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA INTERNACIONAL DE FINANÇAS E FUTUROS DE LONDRES (LIFFE) – TONELADA

        • Setembro/2018: 1.674 (+US$ 3)
        • Novembro/2018: 1.638 (+US$ 3)

BOI

Poucas negociações no mercado do boi gordo nesta sexta-feira, apenas uma praça com valorização e estabilidade nas demais. O escoamento da carne foi estimulado pelo período do mês e pela
proximidade do Dia dos Pais, porém, ainda sem movimentação forte.

O mercado de reposição continua firme. O ajuste em sete dias foi mínimo, 0,1%, mas no acumulado das últimas seis semanas a alta média para todas as categorias de todos os estados pesquisados foi de 0,95%. A valorização da arroba aumentou a especulação no mercado de reposição. Mas, por enquanto, isso não é sinônimo de efetividade nos negócios.

Em Goiás, São Paulo e Mato Grosso a demanda por bois magros (12@) oferta e demanda estão equilibradas. Já a procura por bezerros em estados como Bahia e Tocantins está aquecida. Contudo, em Mato Grosso do Sul há uma queda de braço entre compradores e vendedores. No estado, os negócios são concretizados desde que os valores sejam abaixo dos preços ofertados.

Por fim, para os próximos dias a expectativa é de que a reposição continue ganhando força, à medida em que o boi gordo vai reagindo.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

      • Araçatuba (SP): R$ 144
      • Triângulo Mineiro (MG): R$ 138
      • Goiânia (GO): R$ 132
      • Dourados (MS): R$ 136
      • Mato Grosso: R$ 123,50 a R$ 128
      • Marabá (PA): R$ 125
      • Rio Grande do Sul (oeste): R$ 4,75 (kg)
      • Paraná (noroeste): R$ 144
      • Sul (TO): R$ 128,50

DÓLAR E IBOVESPA

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 1,57%, cotado a R$ 3,862 para a compra e a R$ 3,864 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,250 e a máxima de R$ 3,874. Este foi o maior valor registrado desde 16 de julho – quando a moeda chegou a  R$ 3,875. O dólar fecha a semana valorizado 4,23%, invertendo uma queda de 4,39% acumulada nas últimas cinco semanas. Mesmo com alta da moeda, o Banco Central manteve sua política tradicional de swaps cambial, sem realizar nenhum leilão extraordinário para venda futura da moeda norte-americana.

O índice Ibovespa fechou a semana com uma forte queda, registrando baixa de 2,86%, com 76.514 pontos, a menor desde o final do mês de maio. Todos os pregões desta semana terminaram em baixa na Bovespa, com acumulo de queda de 6% depois de uma sequência de seis semanas em alta. O volume negociado foi de R$ 12.393 milhões


PREVISÃO DO TEMPO PARA SEGUNDA-FEIRA, DIA 13

Sul

Dia de sol em toda a região. A massa de ar polar já não provoca mais risco de geada nos três estados, e as temperaturas se elevam ainda mais em relação ao dia anterior. No oeste dos três estados a sensação é de calor durante a tarde.

Sudeste

Tempo segue firme em todos os estados do Sudeste, e as temperaturas entram em elevação por causa da massa de ar polar que perde intensidade no Sul.

Pela manhã a sensação ainda é amena, mas no período da tarde esquenta bastante, especialmente no norte paulista e no centro-norte de Minas Gerais.

À tarde as temperaturas sobem, e a grande amplitude térmica faz com que os índices de umidade relativa do ar fiquem abaixo do ideal. Volta a esfriar durante a noite.

Centro-Oeste

O ar seco ainda atua pelo Centro-Oeste e garante mais um dia de tempo firme, com poucas nuvens e com temperaturas elevadas.

Atenção para os índices de umidade relativa do ar, que podem ficar abaixo do ideal nas horas mais quentes do dia, em todos os estados, mas principalmente em Goiás e em Mato Grosso.

Nordeste

As instabilidades se espalham um pouco mais pelo interior do Nordeste, e algumas áreas do interior do Maranhão já recebem alguma chuva isolada e com baixos volumes.

Na faixa leste da região, também tem um pouco mais de chuva neste início de semana, mas as instabilidades não conseguem avançar para o interior nordestino.

Norte

Dia com instabilidades atuando principalmente na metade norte da região. No norte do Tocantins, as instabilidades ganham força e pode até chover de maneira isolada.

As temperaturas continuam elevadas em todos os estados da região. mas no sul do Tocantins tem um ar mais seco e há risco para focos de queimadas.

Por Canal Rural, com informações da Agência Safras, Somar e Agência Brasil

Fonte : Canal Rural

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