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ABERTURA – Café: mercado doméstico tem alta impulsionado pelas bolsas internacionais

Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agropecuário e previsão do tempo para começar o dia bem informado

saca de caféFoto: Sebastião Afonso da Silva/Arquivo pessoal

O mercado brasileiro de café teve uma quarta-feira, dia 6, de preços mais altos. As elevações nas bolsas de futuro (Nova York e Londres) combinadas com a subida do dólar garantiram a sustentação das cotações no físico nacional. “Mas o dia foi de negociações pontuais, sem maior ritmo”, destacam analistas da Safras & Mercado.

CAFÉ NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG

Em Nova York, o café arábica encerrou as operações com preços mais altos após dia volátil. Sem novidades no campo fundamental mais uma vez, fatores técnicos predominaram.

As cotações caíram em parte do dia, com a alta do dólar contra o real e outras moedas pressionando o arábica em NY. Entretanto, os preços acabaram reagindo acompanhando a valorização do petróleo, segundo o consultor de Safras & Mercado Gil Barabach.

Houve uma menor aversão ao risco nas commodities, com o mercado acreditando em notícias mais positivas das relações EUA-China. Assim, o petróleo e outras commodities também avançaram.

A BOLSA DE NOVA YORK (ICE FUTURES US) – POR LIBRA-PESO

Na Bolsa de Londres, o robusta fechou com preços mais altos. Segundo traders, os preços subiram acompanhando a valorização e recuperação registrada para o arábica em NY.

Ganhos para o petróleo contribuíram para a reação nas cotações do robusta londrino.

Não houve novidades fundamentais que inspirassem os ganhos.

CAFÉ ROBUSTA NA BOLSA DE LONDRES (LIFFE) – POR TONELADA


Milho

A Bolsa de Chicago para o milho fechou com preços mais baixos. O mercado caiu pela primeira vez em quatro sessões, pressionado por um movimento de realização de lucros.

O registro de chuvas favoráveis às lavouras do Brasil colaborou para a queda. A perspectiva é de uma ampla safra na América do Sul.

A menor demanda pelo milho norte-americano por parte de produtores de etanol também pesou negativamente.

MILHO NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

O mercado interno manteve preços de estáveis a mais altos nesta quarta-feira, refletindo uma oferta mais restrita, com foco na soja.

Segundo o analista de Safras & Mercado Paulo Molinari, o mercado é bem firme em todo o Centro-Sul. Apenas em algumas localidades onde a colheita do milho é mais intensa e o mercado está melhor abastecido as cotações estão mais equilibradas.

Movimentos de exportação pelo Sul ajuda na sustentação dos preços do milho, afirma Molinari.

MILHO NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG


Soja

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a quarta-feira com preços em alta para o grão e o óleo, e em queda para o farelo. O anúncio de mais de uma venda de soja norte-americana para a China manteve os preços firmes no território positivo, porém os ganhos foram limitados pela expectativa em relação ao relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira, dia 8.

O clima favorável às safras da América do Sul também pesou negativamente. A expectativa é de uma maior safra nos países produtores no continente. No Brasil, a colheita avança rapidamente, e a safra é favorecida por chuvas recentes, após estiagens durante o desenvolvimento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em seu discurso do Estado da União, na terça-feira à noite, que está trabalhando com o presidente da China, Xi Jinping, para chegar a um acordo sobre comércio e impedir que o país asiático tire vantagem dos norte-americanos.

“Tenho grande respeito pelo presidente Xi e agora estamos trabalhando em um novo acordo comercial com a China. Mas ele deve incluir mudanças estruturais reais para acabar com práticas comerciais desleais, reduzir nosso déficit comercial crônico e proteger os empregos norte-americanos”, segundo Trump.

SOJA NA BOLSA DE CHICAGO (CBOT) – POR BUSHEL

Preços mistos no mercado brasileiro de soja. Em dia de leve alta para a soja em Chicago, as cotações no Brasil foram sustentadas mais pela subida do dólar. Os negócios seguiram morosos, isolados, com os vendedores não querendo comercializar pelos patamares atuais.

SOJA NO MERCADO FÍSICO – POR SACA DE 60 KG


Boi gordo

Ritmo relativamente lento no mercado do boi gordo, segundo a Scot Consultoria. No fechamento desta quarta-feira, dia 6, foram observadas mais valorizações para arroba do que desvalorizações, contudo, os volumes não foram suficientes para definir uma tendência no mercado.

Alguns frigoríficos com escalas mais apertadas oferecem pagamentos melhores, como é o caso dos localizados ao redor de Paragominas (PA).

Outras indústrias com escalas mais alongadas pressionam para baixo o mercado. “É o que acontece no sul da Bahia, por exemplo”, exemplificam analistas da Scot.

Em São Paulo, não houve alteração para o preço do boi gordo nesta quarta, mas nota-se certa discrepância entre valores máximos e mínimos ofertados no estado. A amplitude das ofertas é grande e a diferença chega a ser de até R$ 5 por arroba, mas nos patamares mínimos os negócios não saem.

De acordo com a consultoria, as programações de abate dos frigoríficos paulistas atendem, em média, três dias. As escalas até têm diminuído, mas não há interesse de impedir que isso ocorra.

O consumo apertado, que não exige tanto fluxo de compra, diminui o interesse das indústrias, porém, a baixa oferta de boiadas limita um pouco a ação baixista do fraco escoamento de carne sobre os preços da arroba. Com isto, o mercado tem trabalhado calmamente.

BOI GORDO NO MERCADO FÍSICO – ARROBA À VISTA

Dólar e Ibovespa

O Ibovespa, principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3, antiga BM&F Bovespa, encerrou o pregão com queda de 3,74%, aos 94.635 pontos. O recorde do índice, de 98.588 pontos, foi registrado na segunda-feira (4).

O dólar comercial fechou o dia em alta de 1,09%, cotado a R$ 3,70. O Euro também valorizou. Subiu 0,54%, e encerrou o dia custando R$ 4,20.


Previsão do tempo para quinta-feira, dia 7

Sul

O ar seco ganha força, o sol predomina ao longo do dia e tem poucas nuvens nos três estados.

Apenas no litoral entre Santa Catarina e Paraná, além do litoral e sul gaúcho, é que ainda há influência dos ventos úmidos do mar e condição para chuva fraca ao longo do dia. Ou seja, sem potencial para elevados volumes acumulados.

As temperaturas voltam a entrar em elevação, e o calor retorna para áreas do oeste do Paraná e do Rio Grande do Sul.

Sudeste

Um sistema de baixa pressão atmosférica segue atuando na costa do estado de São Paulo e mantém as nuvens carregadas em parte do Sudeste.

Chove a qualquer hora do dia, com acumulados elevados no Vale do Paraíba (SP), sul fluminense e grande parte de Minas Gerais. Nessas áreas, o volume de chuva pode chegar aos 80 milímetros acumulados, o que mantém o potencial para transtornos nas áreas de risco, como deslisamentos de encostas.

No interior de São Paulo, uma massa de ar seco avança e já garante o tempo firme, com predomínio de sol e poucas nuvens ao longo do dia.

Aos poucos, a temperatura sobe.

Centro-Oeste

Uma massa de ar seco avança pelo interior de Mato Grosso do Sul e garante o tempo firme na metade sul do estado. Em todas as demais áreas do Centro-Oeste, o tempo segue instável e com previsão para chuva e trovoadas.

Os volumes ainda são expressivos em Goiás e Mato Grosso, com acumulados de 30 milímetros pelo menos.

As temperaturas sobem aos poucos.

Nordeste

A chuva continua, mas os acumulados diminuem. Os volumes variam entre 30 milímetros e 50 milímetros do Ceará ao Maranhão. As demais áreas da região seguem com as pancadas pontuais e com volumes baixos.

As temperaturas sobem em todas as áreas nordestinas.

Norte

A segue espalhada por todos os estados da região. Os acumulados são maiores no Tocantins, mas em todas as outras áreas as pancadas ocorrem a qualquer hora do dia, com volumes menos expressivos, porém com potencial para trovoadas.

Por Canal Rural, com informações da Agência Safras e Somar Meteorologia

Fonte :Canal Rural

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