Abate de bovinos tem queda de 8,5% em 2020

Já os abates de suínos e de frangos atingiram níveis recordes

O abate de bovinos no país caiu 8,5% no Brasil em 2020, depois de três anos de crescimento.

Segundo dados divulgados pelo IBGE, foram abatidos 29,7 milhões de animais no Brasil no ano passado. No Rio Grande do Sul, de acordo com o IBGE, o volume ficou praticamente estável (0,1% de incremento), mas em 2021 já houve retração, de acordo com o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado (Sicadergs).

"A arroba subiu de preço, o bezerro, um dos principais insumos de produção, está escasso e valorizado. Isso quer dizer que quem tem fêmea, retém para criação de mais bezerros", disse Bernardo Viscardi, pesquisador do IBGE.

Houve quedas em 24 das 27 Unidades da Federação e as mais expressivas foram em Mato Grosso (menos 573,6 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (menos 346,1 mil cabeças), Bahia (menos 237,2 mil cabeças) e Goiás (menos 220,3 mil cabeças). O único estado com mais de 1% de participação no abate bovino a apresentar alta foi Santa Catarina (mais 59,5 mil cabeças).

Por outro lado, os abates de suínos e de frangos atingiram valores recordes em 2020. Os suínos, por exemplo, vêm apresentando crescimento no abate desde 2005.

No ano passado, foram 49,3 milhões de animais, 6,4% a mais do que em 2019. No caso dos frangos, foram abatidos 6 bilhões de animais, um aumento de 3,3% em relação ao ano anterior. Houve aumento no abate de aves em 18 Unidades da Federação. No Rio Grande do Sul foram mais 1,4 milhões de cabeças. Nos suínos houve acréscimos no abate em 11 Estados, mas queda no Rio Grande do Sul (menos 79,0 mil cabeças). Santa Catarina manteve a liderança no abate de suínos em 2020, com 28,8% do abate nacional, seguido por Paraná (20,2%) e Rio Grande do Sul (16,9%).

Fonte: Jornal do Comércio

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