Abag diz que há ‘luz amarela’ para setor produtivo

O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, afirma que depois do ciclo de alta das commodities agrícolas de 2000 a 2012, o setor começa a viver sua "dor de cabeça".

O aumento dos custos de produção – principalmente em consequência de preços altos de energia e mão de obra – preocupa em um momento de baixa das cotações internacionais dos principais grãos somada à constante pressão da logística.

"É uma luz amarela que se acende e requer uma série de coisas que não temos feito", afirma Carvalho, referindo-se à pouca ação do Brasil no fechamento de acordos comerciais com outros blocos ou nações, seguro rural incipiente, gargalos na armazenagem e na infraestrutura.

No caso da logística, um produtor de soja do Mato Grosso, por exemplo, mais competitivo que um agricultor americano ou argentino, perde 40% do valor bruto de sua atividade para escoar o grão até os portos no Sul e Sudeste, segundo Carvalho.

Para ele, o atual cenário pode provocar o aumento de preços de grãos em 2014, o que provavelmente resultará em maior plantio para a temporada 2015.

O seguro rural incipiente e os gargalos logísticos são as questões que mais afetam a imagem do agronegócio brasileiro no exterior, na visão de Carvalho. Além disso, afirma, o país cria dificuldades para entrada de capital estrangeiro.

A situação do seguro é tão crítica, afirma o presidente da Abag, que se a seca que afetou seriamente a produção de milho nos Estados Unidos no ano passado ocorresse no Brasil, o país teria quebrado.

Carvalho também se queixa da falta de estratégia para o agronegócio no país. "Se não tenho estratégia, a gente vai para a guerra sem exército", argumenta. Em sua opinião, a vocação agrícola do Brasil acaba sendo usada e "mal interpretada" pelo governo. "Não temos visto sensibilidade no Executivo", diz ele.

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Fonte: Valor | Por Carine Ferreira | De São Paulo

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