A um mês da Expointer, veja como estão as obras no parque Assis Brasil

 

Trabalhos incluem desde reparos atrasados de vendaval ocorrido em 2014 até calçamento de ruas e construção de área especial para a raça crioula

 

A um mês da Expointer, veja como estão as obras no parque Assis Brasil Fernando Gomes/Agencia RBS

Grandes obras, como a construção de dique para evitar alagamentos, terão de esperar pelo menos mais um ano para sair do papelFoto: Fernando Gomes / Agencia RBS

A um mês de abrir as portas ao público da Expointer, o parque Assis Brasil, em Esteio, ainda recebe reparos do vendaval ocorrido em dezembro de 2014. Estruturas retorcidas e telhados arrancados só começaram a ser colocados no lugar há poucos meses, quando o prazo para a feira começou a apertar.

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Enquanto isso, grandes obras como o novo pavilhão da agricultura familiar e a construção de um dique de contenção do arroio Esteio, para evitar alagamentos, terão de esperar pelo menos mais um ano para sair do papel.

– Trocamos telhados e recolamos telhas em todos os pavilhões danificados. Aquele vendaval afetou mais de 70% das instalações – justifica Sérgio Bandoca Foscarini, subsecretário do parque desde março deste ano.

A 38ª edição da Expointer será realizada de 29 de agosto a 6 de setembro. Ao elencar os reparos que serão concluídos até o início da feira , Bandoca mostrou as cercas de madeira substituídas nas pistas de julgamentos e os novos desembarcadouros de animais.

– Basicamente, efetuamos obras emergenciais e estruturais. Foram mais de R$ 2 milhões, com ajuda da iniciativa privada – reconhece Bandoca, argumentando que o primeiro semestre foi de redução nos gastos do governo.

Além dos reparos mais urgentes, o governo corre contra o tempo agora para obter o Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) geral do parque – que nunca foi feito. Conforme o 8º Comando Regional do Corpo de Bombeiros, há três tipos de PPCI que precisam ser elaborados para a Expointer: um para a área geral, outro individual das construções e um terceiro para estandes e estruturas montadas para a feira. Para concluir o plano, o governo decidiu contratar uma empresa terceirizada.

Quanto à construção de um novo pavilhão para a agricultura familiar, cujo recurso de R$ 2,7 milhões para a obras está depositado desde janeiro de 2014, a intenção é fazer a licitação somente após a Expointer. No ano passado, uma empresa assumiu a obra e chegou a até iniciar o trabalho, mas o contrato foi interrompido pelo governo, que alegou descumprimento dos prazos.

Na semana retrasada, o parque voltou a ficar debaixo d’água. Até mesmo a casa de bombas em construção no parque, obra do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers), ficou submersa.

– O nosso dique de contenção é provisório. O volume de água foi bem acima do que qualquer previsão – explica Claudio Bier, presidente do Simers, que assinou contrato de concessão de uso do local pelo prazo de 25 anos.

Com o calçamento de ruas em andamento, a entidade aguarda uma solução para os alagamentos na área de máquinas com a obra definitiva de contenção do arroio Esteio – que será assumida pela empresa Bolognesi, por meio de parceria-público privada assinada com o governo há 10 dias.

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Fotos Fernando Gomes/Agência RBS

Enquanto obras públicas se arrastam com recursos pingados no parque Assis Brasil, a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCC) conclui as novas cocheiras e uma área comercial – com lojas e boulevard. A entidade também está erguendo uma estrutura para remates (tatersal), que será finalizada em agosto.

As obras foram iniciadas ainda no ano passado. O investimento, de R$ 3 milhões, faz parte do contrato de permissão de uso assinado por ABCCC e governo estadual. No total, o acordo prevê a aplicação de R$ 15 milhões, incluindo a construção da arena do cavalo crioulo e a cobertura de arquibancadas e da pista do Freio de Ouro – além de camping e estacionamento.

– Mas, enquanto não for resolvida a questão dos alagamentos, não temos coragem de começar as obras da arena. Não queremos correr o risco de ter uma piscina coberta – lamenta José Luiz Laitano, presidente da ABCCC.

MUDANÇAS EM ANDAMENTO

Cercamento de pistas

As principais pistas de julgamento de animais (na foto acima, a pista central)receberam novo cercamento, com estruturas de madeira mais resistentes.

Baias, boulevard e área de remates da raça crioula

Foram construídas novas cocheiras para os animais, que passarão a ter espaço exclusivo perto da pista do Freio de Ouro, onde se concentram os investimentos da Associação Brasileiros de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCC).

Próximo às novas baias, a ABCCC construiu um local de remates da raça e uma área comercial que terá 11 lojas e boulevard com restaurante (foto), onde os criadores deverão ficar concentrados durante os eventos da raça.

Calçamento da área de máquinas

As ruas da área de exposição de máquinas e implementos começaram a ser calçadas pelo Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas (Simers).

A ação é realizada por meio de contrato de concessão de uso do local por 25 anos, firmado com o governo estadual. A entidade também está concluindo uma casa de bombas para ajudar a dar vazão ao arroio Esteio e evitar novos alagamentos.

Reforma de telhados

Com as coberturas arrancadas e estruturas retorcidas em um vendaval em dezembro do ano passado, os pavilhões antes ocupados pelos cavalos crioulos (e que a partir deste ano abrigarão os pequenos animais) estão sendo totalmente recuperados. Os pavilhões do gado de corte, da área internacional e da imprensa também recebem reparos.

Desembarcadouro de animais

O local onde os animais são inspecionados antes de entrar no parque receberá duas novas estruturas para facilitar o trabalho dos técnicos que fazem a conferência dos exames sanitários e guias de trânsito.

Por: Joana Colussi

Fonte : Zero Hora

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