A sustentabilidade na construção civil

A construção civil é umas das principais fontes de desenvolvimento do País e diante de tamanhos resultados, este setor tornou-se pauta nas discussões sobre sustentabilidade. As formas de produção com o uso de recursos naturais do planeta e também a quantidade de resíduos deixados pelas construções de grande porte, estão entre os temas mais abordados.  Diante destes fatores, uma pergunta fica no ar: Até quando o custo será uma desculpa para estimular a nossa cultura para a sustentabilidade e assim diminuir o desperdício de água e energia? Segundo especialistas, a fabricação de cimento é responsável por emitir um total de 8% dos gases nocivos que existem no nosso ar. Além disso, chega a dois terços o índice de madeira in natura extraída para o uso das indústrias de construção. Sobre os custos, pesquisas afirmam um aumento de 5% no gastos em construções onde há investimentos em sustentabilidade. Ainda assim, é por meio destas mudanças que os ganhos em economia de recursos naturais, como a água e a energia, acabam compensando e diminuindo estes custos extras em 30%.

No mundo, certificações voltadas para as construções sustentáveis como a LEED (Leadership in Energy and Environment Design) e a francesa HQE (Haute Qualité Environment) são responsáveis por validar princípios como a qualidade ambiental interna das edificações junto a empresas que buscam apostar nesta forma ecologicamente correta de satisfazer os seus clientes. No Brasil, um dos maiores impasses para a implementação da sustentabilidade na construção civil envolve a falta de iniciativas públicas de infraestrutura, o que eleva o custo de uma casa ou prédio sustentável. Para desmistificar isso, um exemplo está nas condições climáticas que hoje favorecem a utilização de energias limpas, como a solar e a eólica. O prédio da Universidade Corporativa da Petrobras no Rio de Janeiro é o primeiro prédio brasileiro de grande porte com certificação LEED. Ainda no País, outro fator que visa aumentar o boom deste cenário verde é a criação do Comitê Brasileiro de Construção Sustentável, o CBCS. Ele tem como objetivo induzir o setor da construção civil a práticas mais sustentáveis, como o uso de tintas sem solventes. Em tempos de CPI e crises políticas, ideias como estas, embora ainda que não atraiam resultados de grande visibilidade, nos fazem um alerta para atitudes mais respeitosas com o meio ambiente.
Diretor da Criabitat, Empreendimentos Imobiliários

Fonte: Jornal do Comércio | Bruno Martins

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