A nuvem de gafanhotos que está na Argentina voltou a se distanciar da fronteira com o Rio Grande do Sul.

A nuvem de gafanhotos que se movimenta desde maio pela Argentina voltou a se afastar do Rio Grande do Sul e está a cerca de 100 quilômetros do município gaúcho de Barra do Quaraí, menor distância para o Brasil desde o fim de maio.

Segundo informações repassadas pelas autoridades do país vizinho ao Ministério da Agricultura, já nesta quinta-feira (23) os insetos devem chegar ao Uruguai.

Um boletim divulgado pela CRA (Confederação Rural Argentina) localizou a nuvem no interior do município de Federación, próximo ao rio Uruguai, na divisa entre os dois países.

Nas próximas 48 horas, ventos vindos da região Nordeste e um aumento das temperaturas na região pode favorecer novos movimentos dos gafanhotos.

Já uma segunda nuvem da espécie, procedente do Paraguai e que ingressou no Norte argentino, também se deslocou nesta quartafeira desde a província de Formosa até o departamento de General Güemes, na província do Chaco. Essa nova leva teria cerca de 20 quilômetros quadrados e estaria fazendo um caminho semelhante à primeira.

Precaução Em caráter preventivo, o governo do Rio Grande do Sul mobilizou 400 aviões para aplicar agrotóxicos contra a nuvem de gafanhotos que pode chegar ao Estado.

Desse total, cerca de 70 aeronaves já estão prontas para uso.

A medida já havia sido determinada duas semanas antes, após a declaração de emergência fitossanitária, pelo Ministério da Agricultura, em relação aos territórios gaúcho e catarinense.

Isso permitiu, por exemplo, o emprego de inseticidas jamais utilizados no Brasil.

Segundo especialistas, apesar de a redução nas chances de entrada da praga no Brasil, o risco ainda existe, pois em apenas um dia a nuvem pode se deslocar mais de 150 quilômetros, sobretudo se houver combinação de temperaturas elevadas e ventos favoráveis. (Marcello Campos)

Fonte: O Sul

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