A gigante gaúcha que lucrou 66% a mais, é queridinha da bolsa e busca terras pelo país

Em 2020, a companhia teve receita líquida recorde de R$ 3,09 bilhões

15/04/2021 – 07h00minAtualizada em 15/04/2021 – 09h06min

GIANE GUERRA

SLC Agrícola / Reprodução

Fazenda no Mato Grosso da SLC, que tem sede no Rio Grande do SulSLC Agrícola / Reprodução

Gigante com sede em Porto Alegre e queridinha da bolsa de valores, a SLC Agrícola segue expandindo suas terras. Uma das maiores produtoras de grãos do país, a empresa assinou contrato de arrendamento para explorar mais de 39 mil hectares em Correntina, na Bahia, e Unaí, em Minas Gerais. As lavouras são usadas para plantio de soja, milho e algodão. Os contratos são de 10 e 15 anos e foram assinados com a Agrícola Xingu, do grupo japonês Mitsui, mas os valores não foram informados aos acionistas. 

“Em função das dimensões, para o gerenciamento da área da Bahia será constituída uma nova unidade produtiva, denominada Fazenda Paysandu. A área de Minas Gerais, em função das dimensões e da proximidade, será administrada pela Fazenda Pamplona”, afirmou a empresa.

No final do ano passado, a empresa controlada pela família gaúcha Logemann fechou acordo com a Terra Santa Agro para comprar sua operação agrícola no Mato Grosso. Segundo informou ao mercado, o negócio movimentou R$ 550 milhões. A incorporação das ações aumentou a área de plantio da companhia em 130 mil hectares, ou seja, 30%. 

A SLC Agrícola apresentou já o desempenho financeiro de 2020. Ela atingiu área recorde cultivada de 468,2 mil hectares na safra 2020/21 e aumento de 4,4% na comparação com a safra anterior. A receita líquida também foi histórica, de R$ 3,09 bilhões, 22,1% acima de 2019. Já o lucro líquido cresceu 66,2%.

“Esse crescimento reflete os maiores preços de faturamento nas culturas de soja e milho e, também, o maior volume de algodão faturado na comparação com os níveis de 2019”, disse Aurélio Pavinato, diretor-presidente da companhia, na divulgação dos resultados.

Na bolsa de valores, o agronegócio já tem se mostrado muito bem visto pelos investidores, pela sua resiliência durante a pandemia. Traz uma certa calma no meio de tantas oscilações e cautela. No caso da SLC, o avanço da empresa também é uma aposta, com os papéis da empresa trazendo altas fortes. Só em 2021, a valorização foi de 74%.

Colunista Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Colaborou Daniel Giussani (daniel.giussani@zerohora.com.br)
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Fonte: Zero Hora

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