A advocacia como um negócio

Os clientes de escritórios de advocacia buscam otimização de seu tempo e eficiência. O mercado naturalmente depura os escritórios que podem oferecer o melhor preço, com a melhor reputação e a entrega do serviço contratado. O treinamento acadêmico do Direito, no entanto, enfatiza nos profissionais, que estão em formação, o individualismo e a autonomia e não aqueles conteúdos e objetivos coletivos, e em comum, que deveriam ser a cultura da empresa-escritório. No negócio advocacia, o jurídico do escritório é um dos elementos que fazem o seu sucesso e sua permanência no mercado. Em geral, os fatores que fazem um escritório perder um cliente não costumam ser o atendimento empresarial e jurídico. Deve-se, por isso, trabalhar com igual perseverança três distintas áreas, ou seja: a controladoria jurídica, o jurídico e o financeiro.

O investimento dos escritórios deve estar, portanto, fortemente direcionado às áreas de suporte, de logística jurídica e processual, com o apoio de um software adequado e que conduza a uma efetiva sistematização da rotina, dos processos e procedimentos, da tecnologia, do financeiro e dos recursos humanos. Tudo isso possibilita a geração e a oferta dos predicados que os clientes desejam e esperam, ou seja, agilidade, segurança e qualidade na gestão dos serviços jurídicos, além dos seus casos e processos, eliminando retrabalho, afastando os custos ocultos e melhorando as finanças do escritório para os desafios acirrados da conjuntura e do mercado. Tratar o negócio advocacia como uma empresa é hoje é imperativo. Adaptar-se com rapidez às mudanças tecnológicas e identificar os novos nichos e necessidades dos clientes é decisivo. São atos de sobrevivência empresarial para os escritórios. Assim, a “alta administração” do escritório-empresa precisa planejar, apontando e direcionando para os mesmos alvos as ações de toda a equipe e fazendo com que o esforço comum reflita em resultados esperados e sonhados. Especialmente o sonho do cliente.

Fonte: Jornal do Comércio | Marisa Golin da Cunha
Advogada e economista

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