84% dos brasileiros consideram a energia elétrica cara ou muito cara

O itenta e quatro por cento dos brasileiros entrevistados pelo Ibope e pela Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia) consideram a energia elétrica cara ou muito cara.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em todas as regiões do País.

O percentual atingiu a maior marca em 2014 (88%) e no ano passado (87%).

Considerando os dados deste ano, 55% dos entrevistados afirmaram que o alto preço é causado pelos impostos, e 28% pela falta de concorrência no setor.

"Hoje, a energia elétrica é um dos serviços mais taxados, por uma razão muito simples: os governos estaduais têm muita facilidade em arrecadar imposto por meio da conta de luz. Então, incidem diversos impostos – federais e estaduais -, e o consumidor percebe que a energia é cara devido aos muitos tributos", disse o presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros.

Ele lembra que os valores dos impostos estão descritos em cada conta, para que o consumidor possa consultar. Segundo Medeiros, além desses dois fatores apontados pelos entrevistados, outro motivo atrelado ao alto preço das contas são os subsídios cruzados, ou seja, "o que um consumidor paga pelo outro".

"Há consumidor rural que tem desconto de 90% na irrigação durante a madrugada, isso é um subsídio que alguém paga. Há muitos subsídios cruzados.

Agora está se colocando muito painel fotovoltaico. Quem coloca principalmente é quem tem dinheiro para instalar. Quando ele instala o painel, há uma série de benefícios que a rede elétrica traz para ele, que é, por exemplo, regularizar energia", disse.

Essa regularização diz respeito ao fornecimento de energia elétrica durante a noite, quando não há energia solar para garantir a demanda.

"Isso é um benefício que a rede elétrica traz, mas hoje ele não paga nada. Quem paga esse subsídio é o consumidor, que não instalou um painel fotovoltaico para esse consumidor mais rico", explicou.

Mercado livre Em 80% dos casos, os entrevistados gostariam de escolher a sua operadora de energia elétrica, enquanto em 2014 esse percentual era de 66%.

A Abraceel defende o modelo do mercado livre, em que o consumidor possa escolher sua fornecedora de energia, e considera que essa é uma forma de tornar o setor mais competitivo.

O estudo apresenta dados sobre a possível mudança do mercado cativo de energia – atual sistema no qual o consumidor compra da distribuidora – para o mercado livre – quando ele tem a possibilidade de escolher quem será a sua fornecedora de energia: 63% dos entrevistados trocariam de fornecedor de energia caso a medida fosse implementada no País.

Em 2014, esse percentual era de 57% e, no ano passado, chegou a 68%.

Para a maioria das pessoas entrevistadas (64%), o principal motivo para a decisão de troca da empresa continua sendo o preço, conforme os dados da pesquisa deste ano.

Fonte: O Sul

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