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Zona Rural de Porto Alegre deve ser votada em março

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Audiência debate, amanhã, projeto que delimita área de 4 mil hectares

GILMAR LUÍS/JC

Mudança permitiria acesso a crédito a 720 produtores, diz Goulart

Mudança permitiria acesso a crédito a 720 produtores, diz Goulart

Uma audiência pública debate, amanhã, às 19h, na Câmara Municipal, o projeto de lei do Executivo que prevê a restituição da Zona Rural de Porto Alegre. A prefeitura acredita que os vereadores apreciarão o tema apenas em março, após o recesso de fim de ano. Atualmente em tramitação no Legislativo, a proposta busca a delimitação de 4 mil hectares para a produção primária, área extinta desde 1999, quando o atual Plano Diretor a transformou em Rururbana e impediu, com isso, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam) de conceder o licenciamento a atividades agrícolas no local.
De acordo com o secretário da Produção, Indústria e Comércio, Humberto Goulart, a mudança na denominação do espaço territorial de produção primária, que representa 8,28% do total da cidade, permitiria o acesso direto a linhas de crédito especiais a 720 produtores da região, além do desenvolvimento de políticas para fomento da agricultura, implantação de agroindústrias e exploração do potencial turístico. “Mais do que a questão econômica, o primeiro objetivo é a preservação ambiental da cidade e o resgate histórico de uma região que ajudou a construir Porto Alegre”, afirma Gourlart. Além disso, a intenção é criar um Sistema de Gestão da Política de Desenvolvimento Rural integrado ao Poder Executivo.
O documento enviado à Câmara foi constituído por um Grupo de Trabalho, criado em 2012, após um levantamento realizado nas regiões Sul e Extremo-Sul e propõe a divisão da região de acordo com quatro caraterísticas: áreas de preservação permanente, de produção primária, eixos viários estruturadores e alguns núcleos residenciais. O texto ainda define como Zona Rural todas as áreas já utilizadas para a agricultura, pecuária e extrativismo. Goulart, entretanto, aponta dificuldades para aprovar a alteração devido ao lobby de alguns setores econômicos. “Sabemos que o posicionamento de diversos vereadores está vinculado ao segmento da construção civil. Temos problemas até na base aliada”, reclama.

Exportação agrícola alcança US$ 6,13 bi em novembro

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram o montante de US$ 6,13 bilhões em novembro de 2014. Segundo nota da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa), os produtos de origem vegetal foram responsáveis por US$ 4,31 bilhões em exportações e os de origem animal, US$ 1,82 bilhão mês passado.
O setor de carnes ocupou a primeira posição em termos de valor exportado, com US$ 1,43 bilhão.  Deste total, US$ 657,15 milhões foram do setor de carne de frango. Em seguida vem a carne bovina, US$ 555,98 milhões e a carne suína, US$ 147,33 milhões.
O segundo setor que mais exportou foi o  complexo sucroalcooleiro, que somou US$ 823,10 milhões e em terceiro estão os produtos florestais, com vendas de US$ 753,66 milhões, sendo US$ 537,15 milhões em papel e celulose e US$ 215,95 milhões em madeira.
As exportações brasileiras do agronegócio nos últimos 12 meses, entre dezembro de 2013 e novembro de 2014, registraram a cifra de US$ 96,37 bilhões. Os cinco principais setores exportadores do agronegócio no período foram complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais e café. Juntos representaram 78,5% do total exportado pelo agronegócio. Diante das exportações totais do País, as vendas do agronegócio representaram 40,5% do total.

Preço da soja cede com expectativa de início da safra

De acordo com informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços de soja e derivados voltaram a recuar no mercado interno nos últimos dias, interrompendo o movimento de recuperação. Nem mesmo o dólar valorizado frente ao real tem favorecido as cotações domésticas. O momento atual parece ser de ajustamento face à chegada da nova safra da América do Sul (Brasil e Argentina), uma vez que a colheita pode se iniciar em cerca de 20 dias no Centro-Oeste do Paraná.
Segundo pesquisadores do Cepea, apesar de os estoques e a liquidez estarem baixos, há expectativa de que, apesar do atraso no semeio, a melhora das condições climáticas desde o final de outubro possa resultar em boa produção nesta temporada. No Paraná, a média ponderada baixou 1,7% nos últimos sete dias indo para R$ 62,07 a saca de 60 quilos na sexta-feira, dia 5. O indicador da soja Paranaguá Esalq/BM&FBovespa, baseado em negócios realizados na modalidade spot, permaneceu arbitrado em R$ 61,17 a saca.

Fonte: Jornal do Comércio |