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VIGOR DO CAMPO: Agropecuária deverá impulsionar crescimento do Estado em 2015

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COM PREVISÃO DE CRESCER 8,4%, após apresentar resultado negativo em 2014, setor primário alimenta boas perspectivas para o próximo ano por conta da recuperação do preço dos produtos

O fôlego esperado para o pulmão da economia gaúcha em 2015 deverá vir da agropecuária. Com crescimento estimado de 8,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano, depois de amargar resultado negativo em 2014 por conta da quebra no trigo, o setor primário deve fazer o Rio Grande do Sul voltar a crescer.
A agropecuária representa, em geral, 10% do PIB gaúcho e acaba impulsionando também a indústria e o setor de serviços. Ao projetar um novo recorde para a safra de grãos, a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) aposta em um ano beneficiado pela recuperação de preço das commodities agrícolas.
– A tendência de alta do câmbio também ajudará a valorizar a produção agrícola em 2015 – projeta Antônio da Luz, economista-chefe da Farsul.
A entidade calcula dólar próximo de R$ 2,75 no próximo ano. O faturamento das lavouras gaúchas, estimado em R$ 35,6 bilhões, terá, mais uma vez, a soja como carro-chefe. A principal cultura agrícola no Estado deverá responder por R$ 15 bilhões do valor bruto da produção. Com a área do grão batendo a marca de 5 milhões de hectares, a oleaginosa pode alcançar novo volume recorde: 14 milhões de toneladas.
– Efeito dos campos de pe- cuária, que a cada ano abrem novos espaços para o grão na Metade Sul – destaca Carlos Sperotto, presidente da Farsul.
Com 85% da área já semeada no Estado, conforme a Emater, a safra 2014/2015 de soja será colhida a partir de março. A perspectiva da produção crescer 7,7% na comparação com o ciclo anterior tem como base a previsão de boas condições climáticas para as culturas de verão, normalmente beneficiadas por períodos de El Niño.
Em 2014, o desempenho negativo do PIB agropecuário (veja números ao lado) é atribuído à quebra da safra de trigo, superior a 40%. Fortemente prejudicada pelo excesso de umidade e altas temperaturas no inverno, as lavouras do cereal foram afetadas por redução drástica de volume e de qualidade.
joana.colussi@zerohora.com.br

JOANA COLUSSI

MULTIMÍDIA

 

Fonte: Zero Hora