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Viagem para os Estados Unidos amplia visão sobre associativismo

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Os produtores mato-grossenses puderam conhecer novos programas dentro das associações de soja e ainda verificar como é a produção norte-americana de grãos

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO APROSOJA

Os produtores mato-grossenses que participaram do Intercâmbio da Soja, viagem organizada pela Aprosoja para os estados produtores de grãos dos Estados Unidos, avaliaram a experiência como produtiva. A maioria dos participantes é delegado da entidade e eles puderam conhecer novos programas dentro das associações de soja locais, as tecnologias utilizadas nas safras e como é a forma de produção do milho e da soja nas fazendas.

Para o organizador do Intercâmbio da Soja, Ricardo Arioli, o grupo estava comprometido. “Todos estavam interessados em aprender em todas as visitas técnicas que fizemos. Agora estes delegados vão fazer a diferença, fortalecendo a entidade”, afirmou. O delegado por Tapurah André Tirloni ficou impressionado com a gestão das propriedades rurais. “Os produtores querem morar nas fazendas, gostam de viver no campo, mas estão sempre ‘antenados’ nas novas tecnologias para melhorar a produção”, disse. Nos Estados Unidos as fazendas são, basicamente, comandadas pela família e sem empregados.

Além disso, Tirloni também gostou de ver o preparo destes produtores, membros de associações de soja locais, para responder os questionamentos dos visitantes. Cliff Moulder e Dennis Friest, por exemplo, foram agricultores que falaram à comitiva da Aprosoja como é o trabalho dentro de suas propriedades e ainda explicaram como funciona a Associação de Soja de Iowa. “Os norte-americanos têm uma boa visão de grupo e acredito que precisávamos pensar mais desta forma no Brasil”, disse o delegado por Canarana, Murilo Ramos.

Arioli também ressaltou o aprendizado sobre o associativismo como ponto importante desta viagem. “Nós percebemos que as associações têm programas interessantes que poderíamos implantar em nossa entidade, principalmente em relação ao mercado e a retorno aos produtores”, afirmou.

A tecnologia empregada nas fazendas também surpreendeu o delegado por Lucas do Rio Verde Gilberto Eberhardt. “Os Estados Unidos estão investindo em tecnologia para alimentar o mundo”, declarou. Os produtores mato-grossenses puderam conhecer de perto o que está sendo feito em relação à tecnologia de sementes na visita à unidade experimental da Pioneer, em Des Moines, Iowa. Na universidade estadual, conheceram um programa que mapeia onde há nematoide de cisto nas propriedades. Além, é claro, de conhecerem os lançamentos em maquinário na Farm Progress Show, em Boone. “Muito do que se vê aqui é difícil de ser implantado no Brasil, pelo menos por enquanto, mas estamos no caminho certo”, acredita Murilo Ramos.

No estado de Illinois, além de visitar fazendas e entender como é a produção local, o grupo conheceu a Bolsa de Chicago, onde são feitos os negócios com os grãos que produzem. Para o delegado da Aprosoja em Tangará da Serra, Vanderlei Reck Junior, a experiência foi muito válida. “‘É interessante conhecermos onde é o coração dos nossos negócios”, afirmou. O delegado por Sapezal, Leandro Dal’Maso, também gostou bastante desta experiência. “Pena que não pudemos descer lá embaixo, onde as coisas estão realmente acontecendo”, disse.

Foram dez dias de programação intensa nos estados de Illinois e Iowa. A viagem foi documentada no blog:www.intercambiodasoja.wordpress.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio