Veículos usados no campo precisam de regularização para transitar no RS

Os artesanais, como jericos, devem ter placa e itens de segurança em dia.
Produtores rurais utilizam veículos em estradas, não apenas na lida.

Do G1 RS

Veículos artesanais utilizados no campo precisam estar regularizados para transitar nas rodovias estaduais a partir deste mês. A medida obriga o emplacamento e a presença de itens de segurança nos equipamentos que circulam nas estradas do Rio Grande do Sul, como mostra reportagem do Bom Dia Rio Grande, programa da RBS TV (veja o vídeo).

O chassi é de uma caminhonete. O motor, de uma máquina agrícola. Enquanto o banco, de praça. O jerico é um veículo improvisado e barato usado no serviço do campo. Alguns agricultores, no entanto, acabam usando também para outras tarefas.
“Pro produtor rural é muito importante isso, que ele vá até a cooperativa, traga o seu produto pro interior sem depender dos outros”, explicou o agricultor Carlos César Cassol, de Erechim, Região Norte do Rio Grande do Sul.
Em Mariano Moro, a Brigada Militar visitou famílias e alertou os agricultores a não usarem o veículo fora da propriedade.
“A gente só tomou essas medidas porque começamos a perceber que estava aumentando o número desses veículos. A probabilidade de um acidente acabar causando algum dano, algum risco maior”, apontou o sargento da BM Edson Roberto Odvinoski.
O tráfego de jericos pelas estradas diminuiu, mas os produtores afirmam que precisam sair com o transporte. “Em parte é boa, em parte é ruim, porque quem precisa abastecer e pegar alguma coisa não pode, vai pegar como?”, questionou o agricultor Albino Cassol.

O Comando Rodoviário da Brigada Militar reforça que, a partir deste mês, o jerico está enquadrado como máquina agrícola e a nova legislação exige todos os itens de segurança como farol, luz de freio, cinto de segurança, além de licenciamento e emplacamento.
“Se nós flagrarmos jericos trafegando de forma irregular na rodovia, automaticamente a gente vai fiscalizar e se não tiver de acordo com a legislação vai ser recolhido”, esclareceu o sargento Amauri Santos Carvalho.

Fonte: G1 RS