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Vaivém – Viés da saúde pode impulsionar cultura do girassol

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CAMPOS NOVOS DE PARECIS, MT, BRASIL, 20-04-2012: Plantação de girassol na região de Campo Novos de Parecis, em Mato Grosso. (Foto: Aprosoja / Divulgação) ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***

Plantação de girassol na região de Campo Novos de Parecis, em Mato Grosso

 

O girassol entrou nas estatísticas oficiais da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) a partir da década de 1990. Chegou a ter uma área de 146 mil hectares na safra 2013/14, mas o plantio perdeu força nas safras seguintes e deverá ser de 63 mil hectares em 2017/18.

É uma área pequena, quando comparada à de outros grãos, mas essa cultura tem boas chances de crescer nos próximos anos. A aposta é de César de Castro, pesquisador da Embrapa.

O óleo de girassol se destaca pelas características nutricionais e funcionais à dieta humana. Pesquisas da Embrapa têm permitido o cultivo de girassol rico em ácido graxo oleico.

Para Castro, além de trazer benefícios à saúde, o ácido graxo é cada vez mais procurado pelas indústrias porque garante maior durabilidade aos alimentos nas prateleiras dos supermercados.

De alguns tipos de girassol produz-se um óleo que se assemelha ao azeite de oliva, segundo o pesquisador.

Castro acredita que o girassol tradicional vá perder espaço para os que produzem óleo de melhor qualidade. É uma tendência que já ocorre em várias outras partes do mundo, principalmente na Europa, segundo ele.

O girassol tem tudo para crescer no Brasil porque ele se adapta praticamente a todas as áreas agrícolas do país. Mato Grosso é o maior produtor, mas a cultura avança também em pequenas propriedades do Nordeste.

A planta pode servir para a rotação de cultura, principalmente no período de safrinha, substituindo milho e sorgo.

Os restos deixados no solo pela planta —um volume de quatro a seis toneladas de palha— são ricos em nutrientes.

O viés da saúde, a busca de alimentos mais saudáveis e a preferência das indústrias por óleos de melhor qualidade devem impulsionar a cultura no país, segundo o pesquisador.

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Frango – A União Europeia reduziu em 11% a importação de carne de frango de janeiro a agosto deste ano, em relação a igual período do ano passado. A maior perda ficou para o Brasil, uma vez que os europeus reduziram em 18% as compras no país.
Vinho – O Chile exportou 840 mil caixas de vinhos para o Brasil em agosto, no valor de US$ 21,7 milhões. As caixas contêm nove litros (12 garrafas) e foram importadas ao valor médio de US$ 25,84 cada uma, segundo dados da Wines of Chile.

Azeite de oliva – A produção volta a crescer na União Europeia em 2017/18, segundo a comissão de agricultura do bloco. O volume de azeite a ser produzido está estimado em 1,9 milhão de toneladas, 12% mais do que em 2016/17.

Demanda – O consumo também volta a crescer, somando 1,53 milhão de toneladas neste ano. Mesmo com esse crescimento, em relação a 2016/17, o volume ainda é inferior à média dos últimos cinco anos.

Aprosoja/Divulgação

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pela Folha, soma 40 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado

Fonte : Folha