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Vaivém: Setor mantém busca por produtividade na soja

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A produtividade média nacional da soja patina nas 50 sacas por hectare há uma década. Experimentos de alguns produtores já conseguem, no entanto, elevar essa produção para até 142 sacas por hectare.

É o que apontam dados do Cesb (Comitê Estratégico Soja Brasil). O objetivo da entidade é buscar, cada vez mais, uma maior produtividade para o setor. "Devemos pensar a soja estrategicamente no país", diz Nery Ribas, presidente da entidade.

Para isso, o Cesb promove um desafio anual entre os produtores para apurar quem consegue obter o maior volume por hactare do país.

Neste ano, foram 2.900 participantes desse desafio, obtendo uma produtividade média de 120 sacas por hectare.

As condições de produção nesse desafio são diferentes das de uma cultura normal. O plantio é feito em uma área pequena, e o produtor investe mais. Em muitos casos, utiliza, inclusive, a irrigação.

Ribas diz que essas condições de produção não eliminam, no entanto, o caráter de busca por melhor desempenho no país.

A produtividade, aliás, é uma das mais intensas discussões do 7º Congresso Brasileiro de Soja, promovido pela Embrapa e realizado em Florianópolis (SC).

Maurício Lopes, presidente da Embrapa, diz que esse cenário de produtividade estável vai mudar. Avanços da tecnologia e maior utilização de dados vão permitir esse aumento.

Ribas diz que o rendimento médio pode sair das 50 sacas por hectare apenas com alguns cuidados do produtor.

Entre eles, ele cita uma utilização adequada do solo, cuidados na utilização de fertilizantes, qualidade da semeadura e um planejamento da produção.

De nada adianta uma semente de alta qualidade, se o manejo do solo e da produção não for adequado, diz Ribas.

Warren Preston, do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), destacou nesta terça-feira (23), em Florianópolis, que a produtividade avançou muito nas últimas décadas.

Saiu da estabilidade de produção dos anos 1950, quando arados e tratores ainda eram as melhores tecnologias, para a utilização de satélites e biotecnologia nos anos 1990.

Vieram as pragas e as ervas daninhas resistentes aos defensivos e, agora, o próximo passo será a aplicação das informações disponíveis à produção para vencer as barreiras ao maior rendimento.

Os produtores deverão pensar não só em práticas mais adequadas de manejo para obter mais produção, mas também pensar no ambiente, afirmou Carlos Cerri, da Universidade de São Paulo.

Editoria de arte/Folhapress

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Bayer leva soja com nova tecnologia ao mercado

A Bayer mantém o propósito de investir mais em sementes. E, diante de um cenário de complexidade como o atual, colocará, na safra 2016/17, a soja Liberty Link, um produto que promete um ganho de três a cinco sacas por hectare, dependendo do manejo do produtor.

"É uma ferramenta adicional para o produtor", diz Cassio Greghi, diretor da Bayer CropScience. Adicional porque é uma nova possibilidade da utilização de um princípio ativo diferente do glifosato, diz ele.

A Liberty é uma boa ferramenta para o combate de ervas daninhas que atualmente resistem ao glifosato, aponta Greghi.

A empresa colocará 11 variedades dessa soja no mercado nacional, com o objetivo de atender a todo o país, segundo Filipe Romano, gerente de produto da Bayer CropScience.

Fonte: Folha

Vaivém das Commodities

Por Mauro Zafalon

Vaivém das Commodities

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pelaFolha, soma mais de 38 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.

 

24/06/2015 02h00