Vaivém – Rebanho dos EUA cresce e busca novas áreas

O rebanho bovino dos norte-americanos, após ter atingido o menor patamar das últimas cinco décadas no ano passado, deverá crescer 3 milhões de cabeças nos próximos 3 a 5 anos.

A avaliação é do Rabobank, banco especializado em agronegócio, que prevê também uma mudança do rebanho para novas áreas.

O Estado do Texas, tradicional produtor de gado nos Estados Unidos, mas afetado por severas secas, perde espaço.

Já os Estados do Meio-Oeste, principal produtor de grãos do país, deverão ganhar espaço na bovinocultura.

Esses Estados são grandes fornecedores de matéria-prima para a alimentação do rebanho, reduzindo os custos dos pecuaristas.

O avanço da pecuária para essas regiões permitirá, ainda, um aumento dos pequenos confinamentos.

Outro fator favorável à criação de gado nessa região é a utilização dos produtos deixados pela industrialização do milho na produção de etanol, segundo o Rabobank.

A intensa queda do rebanho dos EUA ocorreu devido a seca nas principais regiões produtoras e à elevação dos custos da alimentação, provocada pela alta das commodities nos anos recentes.

Agora, com a queda atual das commodities, os custos de produção vão diminuir

Suínos As exportações de carne suína de julho melhoraram também as condições do mercado interno, segundo Francisco Turra, da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal).

Estoques O aquecimento das vendas externas enxugou os estoques internos. Turra prevê que o mercado permaneça aquecido neste segundo semestre.

Acumulado As vendas externas de carne suína "in natura" somam 242 mil toneladas de janeiro a julho, 5,7% mais do que em igual período do ano passado.

Soja Os produtores de soja se retraíram nas vendas do produto da safra 2015/16, que ainda será semeada, segundo avaliação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Câmbio Perspectivas de alta do dólar e um período sem parcelas de custeio da safra a serem pagas fazem os agricultores apostar em novas altas.

Mauro Zafalon é jornalista e, em duas passagens pela Folha, soma mais de 38 anos de jornal. Escreve sobre commodities e pecuária. Escreve de terça a sábado.
Fonte : Folha