.........

Vaivém: Nordeste lidera alta no valor da produção

.........

As regiões Norte e Nordeste são as que vão obter as maiores taxas de crescimento do VBP (Valor Bruto de Produção) neste ano.

Em ambos os casos, o aumento de renda vem tanto das lavouras como da pecuária. Esta última cresce em todas as regiões do Brasil, mas a queda do valor das lavouras faz com que haja perda de renda em várias regiões.

A região Sul, com a recuperação do Rio Grande do Sul, terá renda de R$ 133,3 bilhões, com crescimento de 1% no valor da produção agropecuária.

José Gasques, do Ministério da Agricultura e responsável por esses dados, aponta que o valor da produção nacional será de R$ 456,4 bilhões neste ano, abaixo dos R$ 457,9 bilhões de 2014.

Quando se trata de lavouras, a região Sul –terceira colocada no ano passado– assume a liderança neste ano, com R$ 80,5 bilhões. Por Estados, no entanto, Mato Grosso lidera, com R$ 43,3 bilhões.

A região Sul será líder também na pecuária (que inclui bovinos, suínos, frango, leite e ovos), atingindo R$ 52,5 bilhões.

A soja ainda terá o maior VBP neste ano, com receitas de R$ 94 bilhões. Já a laranja, que teve um acerto de preços na série histórica, terá renda de R$ 10 bilhões, abaixo dos R$ 11 bilhões do ano passado.

Editoria de Arte/Folhapress

*

Abertura chinesa abre possibilidades, mas carne já passa por Hong Kong

O consumo de carne bovina cresceu 13% nos últimos quatro anos na China. A produção própria teve evolução de apenas 5%.

Só esses números dão a dimensão da importância da abertura desse mercado para novos frigoríficos brasileiros –26 até junho.

Os chineses consomem 7,3 milhões de toneladas de carne bovina, com produção de 6,8 milhões.

Apesar de ter o terceiro maior rebanho comercial do mundo –perdendo para Brasil e Índia–, os chineses mantêm no pasto apenas 100 milhões de cabeças de gado, pouco para um país daquela dimensão.

A abertura maior da China vai dar novas vantagens para as vendas brasileiras para aquele mercado. Mas o crescimento deverá ser lento. Hoje, a China já consome carne brasileira, que entra via Hong Kong.

Em 2014, Hong Kong foi líder nas importações brasileiras, comprando 401 mil toneladas de carne bovina. Gastou US$ 1,7 bilhão no período. O crescimento em relação a 2013 foi de 17% no valor e de 9% no volume. Já os chineses compraram apenas 115 toneladas, no valor de US$ 486 mil.

A Rússia, apesar de toda a abertura que deu ao Brasil no ano passado, devido às barreiras de negociações impostas pelos países desenvolvidos, veio a seguir.

Os russos compraram 315 mil toneladas, no valor de US$ 1,3 bilhão. Além de importar mais do que os russos, Hong Kong paga mais pela tonelada da carne comprada.

Mas o Brasil deve buscar não só as exportações de carne bovina como as de suínos e de frango. Líderes mundiais na produção e no consumo de carne suína, os chineses –apesar da produção de 56,6 milhões de toneladas– importam outras 800 mil, segundo estimativa do Usda (Departamento de Agriculturas dos Estados Unidos).

No caso do frango, os 13 milhões de toneladas consumidos são praticamente absorvidos do mercado interno. Mesmo assim, há espaço para evolução das exportações brasileiras, principalmente de cortes especiais do produto.

O crescimento de renda dos últimos anos já garantiu boa evolução no consumo. Se a economia voltar a crescer com mais dinamismo do que o atual, o poder de compra dos chineses vai exigir ainda mais carne bovina.

Zan Linsen, diretor do Centro Nacional do Desenvolvimento de Carne Bovina na China, diz que o consumo médio de carne bovina ocupa novos espaços na dieta dos chineses.

Há duas décadas, o consumo de carne suína dominava a alimentação no país, somando 95% do consumo de proteínas. Esse percentual caiu para 65% atualmente.

O maior consumo de proteínas na China beneficiará o Brasil também de forma indireta. A alimentação dos animais forçará o país a importar mais componentes para rações.

Outro detalhe dessa cadeia de proteínas na China é que a produção, antes de fundo de quintal, agora toma dimensões novas e atrai investimentos de grandes empresas.

Esse novo sistema exige o uso de ração de melhor qualidade, à base de soja e de milho, colocando ainda mais o Brasil na mira dos chineses.

A população rural da China, próxima de 600 milhões de pessoas, consome 26 quilos de carnes por ano, em média. Na cidade, onde o poder de compra é seis vezes maior do que no campo, o consumo é de 40 quilos, segundo Zan.

*

Laranja A safra 2015/16 deverá ser de 279 milhões de caixas, segundo o Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura).

SP e MG O dado foi divulgado nesta terça-feira (19) e se refere ao parque citrícola de São Paulo, Triângulo Mineiro e Sudoeste de Minas Gerais.

Área O Fundecitrus estima em 198 milhões os pés de laranja. Destes, 174 milhões (88%) são árvores produtivas. A área ocupada pelos pomares é de 493 mil hectares.

Fonte: Folha

20/05/2015 02h00